1. Bob Dylan é um gênio.
2. Samuel Rosa cantou mal.
3. Kaolin não fez feio.
sábado, 22 de dezembro de 2007
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Acômico #001: O espirro-código e a verdade.
Sabe quando alguém fala a palavra "mentira" ao mesmo tempo em que finge estar espirrando? Qual a real graça disso? Alguém pode me dizer? Caralho!
Bom, deixa eu me recompor...
Confesso que, aqui, estou partindo do princípio de que essa atitude de chamar alguém de mentiroso através de um falso espirro tenha, em princípio, uma finalidade de ordem cômica. Falo isso porque na totalidade dos casos que presenciei, as pessoas riam daquele que projetava o espirro para, em seguida, o próprio rir de si mesmo; deixando, na maioria dos casos, o alvo do espirro acusatório absolutamente sem graça.
Disso, acredito que o fato do acusado desconcertar-se diante da situação é um forte indício de que a maioria de nós consegue distinguir um espirro original desse espirro que articula verbalmente a palavra "mentira". Então, se de fato somos dotados de tais faculdades de distinção, eliminamos a possibilidade desse espirro falso ter como pretensão o honrado objetivo de alertar uma terceira pessoa das possíveis inverdades contidas na narrativa do acusado.
Se assim fosse, a mensagem passada do espirrador para a humilde vítima das pretensas mentiras do narrador seria a seguinte: "Querido amigo, não deves estar ciente do que está a lhe acontecer, mas na verdade estais sendo vítima de um verdadeiro bandido; refiro-me, claro, ao malévolo narrador ao qual agora escutas com atenção indevida; sua narrativa é recheada de inverdades que visam, como é natural de todas as inverdades, destruir a sua felicidade e, por fim, a sua vida; por isso, presta atenção nesse meu código."
Pensando bem, sejamos mais prudentes nessa análise. Alguém poderia contra-argumentar que ao objetivar tal alerta não necessariamente, em princípio, tal espirro também tomaria por rumo a completa discrição. Em outras palavras, cogitemos a possibilidade daquele que espirra não ter a mínima preocupação em esconder do acusado de mentir a ajuda que está a prestar para a segunda pessoa, que ouve passivamente e, por que não, amigavelmente as supostas falácias. Talvez, assim, a honraria se mantivesse. Pensando assim, o objetivo do espirro falso seria alertar um desatento ouvinte das mentiras do narrador sem preocupar-se com o fato do narrador estar presente e ciente do alerta.
Suponhamos tal possibilidade somente afim de pretender rigidez e seriedade na nossa argumentação. Portanto, ao pensarmos em tal possibilidade, o acusador, ao espirrar, estaria passando a seguinte mensagem para o narrador: "Apesar de estares certo de que estamos caindo passivamente nessa sua história recheada de nojentas inverdades, deverias estar certo de que eu possuo as faculdades mentais necessárias para dar conta não só de identificar suas porcas mentiras, como também de alertar todos os ouvintes através de um falso código que, no fundo, sei que será compreendido também por ti, o que te coloca numa posição de absoluta humilhação diante dos risos daqueles que antes te adoravam, maldito."
Na verdade, a possibilidade ou a impossibilidade do que foi levantado no penúltimo parágrafo em nada afeta a real condição essencialmente acômica do falso espirro. Mesmo que o espirrador saiba que o acusado entenderá sua pseudo-codificação, o falso espirro ainda não deveria provocar a hilaridade, visto que não passaria de uma agressão sem qualquer argumentação dirigida a um atencioso narrador.
Então, porque bananas as pessoas riem desse espirro-código?
Sugiro aqui uma hipótese que origina-se do fato de que são muitas as expressões acômicas que por alguma subversão lingüística perdida no passado vieram a tornar-se hilárias em alguma situação específica. Tal especificidade, no entanto, esvanece-se no tempo, restando apenas o comum ato social de rir de coisas que não fazem sentido nenhum. Tal seria o caso do espirro acusatório. Nesse caso, rimos mais por educação ou por uma miserável pena daquele que espirra enquanto balbucia a palavra "mentira".
Dessas duas possibilidades, sinto-me inclinado a acreditar que o riso se dá mais por pena mesmo. Mas não é uma pena simplória e reduzida à condição de sentimento de conceituação digna de um mini-dicionário escolar. É uma pena que ao mesmo trás consigo também medo e compaixão. Como quando rimos sem vontade da piada contada pelo nosso chefe ou pela nossa recém-conquistada namorada.
Por fim, o verdadeiro código dessa situação que aqui analisamos não reside no espirro, mas no riso daqueles que, no fundo, desprezam aquele que espirrou ao mesmo tempo em que, humilhantemente, tentava verbalizar a palavra "mentira". Dessa forma, a mensagem codificada e emitida por tal riso é a seguinte: "Infeliz e detestável indivíduo que agora finges ser portador de um resfriado, será que não percebes que a mistura que executa entre o ato animal de espirrar e a verbalização da palavra 'mentira' nada mais faz do que colocar-lhe numa posição de total inferioridade diante de nós, detentores de raciocínio claro o suficiente para julgar por conta própria o que desejamos tomar por verdade ou não? Será que não percebes que a verdade não é aquela que nosso amigável narrador emite, ou muito menos aquela que, por clara ineficiência intelectual de tua parte, alerta-nos? A verdade é nada mais o resultado dos nossos filtros mentais; é um caleidoscópio de conexões de realidades distintas, mas indistinguíveis. Portanto, por acreditar que é o máximo que merece, ofereço-lhe o meu riso na esperança de que um dia saia dessa gaiola que criastes para ti mesmo."
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Bruno O. Barros
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3:05 PM
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domingo, 9 de dezembro de 2007
Beowulf e as malditas mulheres.
Neil Gaiman e Roger Avery adaptaram o clássico poema Beowulf num filme foda.
A maior diferença entre o poema original e o filme é que o herói, Beowulf, ao invés de ser tratado como o herói clássico (impassível de erro), Gaiman e Avery tiveram a genialidade de entender que o poema é dotado de uma narrativa comprometida, e, daí, desenvolveram um Beowulf cheio de defeitos e, principalmente, mentiroso - que sempre aumentava seus feitos para que os poemas que fizessem sobre ele fossem sempre grandiosos. No filme Beowulf mente a respeito dos seus feitos (mentiras estas que são tratadas como verídicas pelo poema original) e, portanto, ao invés de matá-la, deixa-se cair nas tentações da grande vilã do filme: a mãe de Grendel.
Essa sacada metalinguística fez do filme um alvo dos críticos (que dizem que o filme não é fiel à obra original, mas na verdade nem leram o poema), mas também uma verdadeira obra prima.
Além disso, pude assistir o filme no formato original, digital em 3D (com óculos e tudo). É simplesmente indescritível o quanto o filme é visualmente lindo quando assistido assim.
Quero muito ver de novo.
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Bruno O. Barros
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2:56 AM
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Muito mais que uma pequena bailarina. Muito.

Eu me lembro da primeira vez que a vi dançar. Juro. Ela era a menor de todas e passeava de um lado para o outro no palco num movimento ordenado. Apesar de ser, desde pequena, uma exímia dançarina, não era exatamente sua habilidade de se expressar através da dança que me chamava a atenção, mas sim o fato de estar vendo uma pessoa tão pesada flutuando como uma pluma. E, pra deixar claro, não me refiro a um peso físico (afinal, na época ela não pesava mais que 20 quilos). Refiro-me a um peso de outra ordem. Paulinha nunca foi leve. Ela está mais para o quilo de chumbo que para o quilo de algodão.
Paulinha carrega em si uma gravidade própria. Seu olhar, seu falar e até seu sorriso é dotado de um pesar. Com todo o orgulho de um irmão admirador, sempre que a olho fico imaginando quantas vidas, quantas informações e quantos sentimentos complexos convivem naquele espaço (e como é possível tal convivência). Admiro-a com toda a força pela inteligência aguçada, pela espirituosidade e por todo conteúdo que - não sei como - carrega consigo.
Disso, afirmo: é um contraste vê-la no palco. Um contraste delicioso, curioso, necessário. E é por isso que é tão terrível não estar, pela primeira vez, presente na sua apresentação anual. Não vou ficar aqui dizendo que estarei lá de coração - o que é verdade, mas também é barato. Quero só deixar claro que é foda pra caralho não poder vê-la bailar no seu peso esquivo. Não poder fazer-lhe fotos. Não poder abraçar-lhe e dizer você estava ótima, parabéns baixinha.
Você faz uma falta sem tamanho. E quando estou aí diverte-me o coração a sua falta de jeito na hora de dizer que também sente a minha falta. Te amo, pequena. Muito.
Pra ti:
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Bruno O. Barros
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2:19 AM
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terça-feira, 27 de novembro de 2007
meu nome é VIDEOCAST - Episódios 01 & 02.
Demorou, mas chegou. Daqui pra frente terá mais. E alguns deles estarão disponíveis somente para quem me tiver adicionado no YouTube.
Episódio 01 (só para friends no YouTube).
Episódio 02, eu treinando mágica... veja logo abaixo:
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Bruno O. Barros
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9:46 PM
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quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Review do primeiro disco de Daniel, O Invisível.
OK, não é bem um review, mas é uma opinião bem construída feita por alguém que entende muito de música e de produção musical. Estou falando de Leandro Becker da revista eletrônica MP3 Magazine, uma das maiores da cena independente do país.
Leandro disse o seguinte no tópico de avaliação de bandas:
Fala, Bruno, blz? Rapaz, só de ler as suas influências o sujeito já compreende o seu som: Nelson Gonçalves, Thom Yorke e Cartola! hahahaha... sensacional.
O seu trabalho me parece ser feito no melhor estilo Max de Castro, ou seja, você programa, toca, canta etc, não é isso? Eu gosto muito. Achei o resultado interessantíssimo. É um samba eletrônico, com uns riffs de rock e tal.
Gostei da participação da menina na 4ª faixa. O seu trabalho me lembrou um pouco o do ChicoCorrea, conhece? A diferença é que ele toca com uma banda grande.
Quanto à gravação, não tem muito o que dizer, já que me parece ter sido tudo produzido num home estúdio. Sendo ou não sendo, o resultado é muito bom.
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Bruno O. Barros
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4:05 PM
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segunda-feira, 19 de novembro de 2007
A condição paradoxal do design.
Encontrei essa imagem circulando pela internet. Na minha opinião essa placa de "cuidado com a placa" trata-se de uma síntese da condição paradoxal do design cada vez mais evidente conforme percorrermos o século XXI. Se, como muitos dizem, fazer design é solucionar problemas, o design está se tornando cada vez mais o seu próprio problema a ser solucionado.
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2:59 PM
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domingo, 18 de novembro de 2007
Sempre importou.
"Não importa"
Não importa o que
eu sinto.
O que eu sinto
é como se tudo
fosse a última vez;
A paisagem, a cidade,
um beijo, o amor...
tudo.
Tudo tem jeito de
adeus.
Não importa o que eu
sinto.
- Daniel Rêgo Barros Júnior, 08.11.1980 [veja+]
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sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Palavras de Freud sobre a birita.
"O valioso serviço que o álcool presta ao homem é o de transformar seu estado de ânimo; daí, que nem em todos os casos seja fácil prescindir de tal 'veneno'. O bom humor surgido endogenamente ou toxicamente provocado debilita as forças coercivas, entre elas a crítica, e torna acessíveis deste modo fontes de prazer sobre a quais pesava a coerção."
"Sob a influência do álcool, o adulto converte-se novamente em criança a quem proporciona prazer a livre discussão do curso de seus pensamentos sem observância da coerção lógica."
(Freud, 1905, O chiste e sua relação com o inconsciente, p. 128.)
Conclusões:
- Beber é bom;
- Beber solta a franga;
- Por isso mesmo não queremos parar de beber;
- Criança é bêbada por definição;
- Beber faz com que tudo faça sentido.
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domingo, 11 de novembro de 2007
Daniel, O Invisível, reaparecerá em breve.
Como o bandido de Interpol, Daniel, O Invisível, reaparece de tempos em tempos. Sua primeira aparição foi em Janeiro desse ano (com o disco Daniel, O Invisível, Apresenta: Sambas Para Um Amor Violeta Vol. 2); e em Janeiro de 2008 Daniel, O Invisível, promete um retorno. Dessa vez o samba será deixado de lado e uma outra forma de expressão musical tomará lugar de destaque no palco.
Daniel, O Invisível, é um projeto musical totalmente independente. Não é uma banda. Não faz shows. Não vende discos. A idéia é só fazer música, gravar e disponibilizá-las gratuitamente na internet para quem quiser ouvir. A única regra é que os discos devem ser temáticos. A cada disco uma nova narrativa musical é construída, tanto na forma quanto no conteúdo.
Para quem ainda não ouviu o primeiro disco:
Site oficial.
Página no MySpace.
Página no TramaVirtual.
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Bruno O. Barros
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8:06 PM
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sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Engraçado pra mim: a sina da violência.
Não entendo porque dizem que essa ou aquela cidade é violenta. Não é a cidade que é violenta. São as pessoas que ali vivem. E, mesmo assim, não me parece correto chamar esse ou aquele de bandido ou assassino. Excentricidades gastronômicas existem e não devem ser descriminadas, nem mesmo aquelas que envolvem o apreço à corpos bulbosos de metal assados.
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Bruno O. Barros
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8:32 PM
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segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Minha tia mais nova em doses cavalares.
Passar 6 dias seguidos acompanhado de Márcia Borracha (a única das minhas tias a ser mais nova que eu) numa cidade que lhe seja estranha é, sem dúvida, uma experiência cheia de surpresas. Se até ontem muito respeito e carinho era o que eu nutria por essa personagem da minha história, hoje esses sentimentos são acompanhados por uma profunda admiração pela sua autenticidade. E, na moral, que autenticidade!
Márcia não é uma pessoa homeopática, quando ela marca presença é através da intensidade de doses cavalares. Doses estas que espero rever sem muita demora, apesar da injusta distância geográfica.
Afinal, por mim amanhã mesmo voltaríamos ao Bar da Ladeira, porque a Lapa é do caralho! Por mim tomaríamos um novo gole de Sagatiba e suas propriedades mágicas. E, com fé em São Nunca, conheceríamos Angra dos Reis tendo como guia um experiente e bem sucedido garçom. E que os detalhes (que, na verdade, são tudo menos detalhes, mas preciosidades) não se percam em memórias, mas permaneçam vivos em nossos corpos e almas até uma próxima chance.
Tudo deveria se tornar o mais simples possível,
mas não simplificado.
- Einstein
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Bruno O. Barros
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2:46 AM
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quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Um registro invisível do impossível possível.
Que a convenção escrita do dia de hoje baste na construção de um registro mínimo daquilo que, mascarado, me refiro. Enfim, é como isso.
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Bruno O. Barros
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10:11 PM
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quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Figuras não são só figuras | Anadiplose
Qual é mesmo o seu nome?
Anadiplose é o meu nome. Nome daqueles que se explicam ou se completam mesmo diante do vazio da falta de curiosidade. Nome dos que se repetem a esmo sem esperança de voltar ao início do que estava a construir.
Mas, creio, só por perguntar o seu nome já demonstro um certo interesse, não?
Depende da razão. Razão pela qual formulou sua pergunta, ou ao menos, pela qual a verbalizou.
Confesso que a pergunta me escapou. Foi sem pensar.
Nesse caso, aprecio-te. Aprecio-te pelo caráter. Aprecio-te, principalmente, pela elegância com que escondes de mim o fato de ter feito a pergunta que deu início a esse diálogo a fim de permitir que esse post tome forma.
Não se apresse, Anadiplose. Assim você você acaba se confundindo com outro do seu tipo.
Na verdade somos todos um. Somos todos o mesmo. Somos todos você.
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Bruno O. Barros
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7:04 PM
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quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Como se não bastasse...
Amanhã além de Arctic Monkeys e Hot Chip, ainda vou adquirir algumas cervejas no show do Montage, a banda cearense mais gay e mais bad ass que conheço.
Pra quem quiser mais afetação e electro punk: só clicar aqui.
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Bruno O. Barros
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5:57 PM
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domingo, 14 de outubro de 2007
Vacas, burritos, Giba, etc.
Pixilim, Deraldo e Aline passaram o feriado aqui no Rio. E por estar muito agradecido por esses últimos dias, dedico esse post aos três. Muito obrigado pela diversão! Se não fosse por essa vinda de vocês eu nunca teria percebido que a vaca é um símbolo do Rio, nunca teria provado o sabor do verdadeiro burrito e nunca teria conhecido o grande Giba pessoalmente!
Outras coisas importantes que aprendi essa semana:
- O Cristo Redentor fica na Barra da Tijuca.
- Giba é "fofinho" e tem uma boa lábia.
- Burritos levam abacate.
- Pra baixo todo santo ajuda, até São Nunca.
- Gatos miam estranho quando estão com fome.
- Peidar desgasta o relacionamento.
- Não devemos nos deixar enganar pelas fachadas das casas noturnas.
- A Dança do Siri é bastante versátil e pode ser adaptada a outros estilos como arrocha, funk e axé.
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Bruno O. Barros
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1:19 AM
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segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Oh, that boy's a slag...
Há quem exagere e diga que é o novo The Smiths, e há quem nem escute só por estar em evidência. O que importa é que eu adoro Arctic Monkeys e no final do mês vou prestigiá-los ao vivo no TIM Festival. Acho que a comparação com a banda do Morrissey tem origem na temática e na estrutura das letras do garotão Alex Turner.
Abaixo, "Fluorescent Adolescent"
You used to get it in your fishnets
Now you only get it in your night dress
Discarded all the naughty nights for niceness
Landed in a very common crisis
Everything's in order in a black hole
Nothing seems as pretty as the past though
That Bloody Mary's lacking a Tabasco
Remember when he used to be a rascal?
Oh that boy's a slag
The best you ever had
The best you ever had
Is just a memory and those dreams
Not as daft as they seem
Not as daft as they seem
My love when you dream them up...
Flicking through a little book of sex tips
Remember when the boys were all electric?
Now when she tells she's gonna get it
I'm guessing that she'd rather just forget i
Clinging to not getting sentimental
Said she wasn't going but she went still
Likes her gentlemen to not be gentle
Was it a Mecca dabber or a betting pencil?
Oh that boy's a slag
The best you ever had
The best you ever had
Is just a memory and those dreams
Weren't as daft as they seem
Not as daft as they seem
My love when you dream them up
Oh, where did you go?
Where did you go?
Where did you go? Woah.
Falling about
You took a left off Last Laugh Lane
You just sounded it out
You're not coming back again.
Falling about
You took a left off Last Laugh Lane
You just sounded it out
You're not coming back again.
You used to get it in your fishnets
Now you only get it in your night dress
Started all the naughty nights with niceness
Landed in a very common crisis
Everything's in order in a black hole
Everything was pretty in the past though
That Bloody Mary's lacking in tabasco
Remember when he used to be a rascal?
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Bruno O. Barros
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6:37 PM
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sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Minha meta: Prêmio IgNobel.
Taí um sonho que talvez não esteja tããão distante. O Prêmio IgNobel. Será que as minhas idéias e propostas de pesquisa um dia seriam merecedoras de tal honraria?
O Prêmio IgNobel é uma variante do famoso Prêmio Nobel onde o critério avaliado é a inutilidade da pesquisa. Por exemplo, quem levou o prêmio em Medicina esse ano de 2007 foi o trabalho "Efeitos Colaterais da Ingestão de Saibro", e em Química foi "Como Extrair Baunilha do Extrume da Vaca."
Pense que perfeito.
Em 1993, por exemplo, o matemático Robert Faid recebeu o IgNobel por calcular a exata probabilidade de Gorbatchev ser o anticristo: 710,609,175,188,282,000 para 1.
Veja mais:
Lista de ganhadores.
Matéria no G1.
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Bruno O. Barros
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sábado, 29 de setembro de 2007
Silêncio: Durkheim e as cebolas.
Retirado dos Arquivos do Silêncio, 2004:
Certo dia eu sonhei que lia Èmile Durkheim. Acordei me sentindo gordo. No espelho me vi como uma cebola gigante! Por alguma razão irracional, não me importava em ser uma cebola-humana dali em diante. Estava esperançoso.
Algumas pessoas aceitaram com facilidade o fato de eu ter me transformado numa cebola; mas a grande maioria me tratava com desprezo e indiferença. No inicio eu não ligava. Meus amigos eram suficientemente amáveis para que eu mantivesse minha auto-estima num nível tolerável.
Fui feliz durante uma grande parte da vida pensando como uma cebola e fazendo algumas pessoas ao meu redor pensar igualmente. Cheguei a encontrar pessoas que haviam se transformado em tomates, alfaces, cenouras e, alguns poucos, em cebolas também.
O tempo foi passando e o desprezo que os humanos expressavam por mim passou a incomodar. Ninguém parecia estar com fome. Ou seriam todos carnívoros? A salada apodreceu. Eu, desesperado, com uma faca na mão, me cortei. Fatias de cebola voaram para todos os lados...
Pela primeira vez vi pessoas chorarem por mim. Por mim?
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Bruno O. Barros
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terça-feira, 25 de setembro de 2007
Feliz dia do nascimento.
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Bruno O. Barros
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terça-feira, 11 de setembro de 2007
O meu Deus é o mesmo de Saramago.
Reflexão de Deus para Jesus (ao abandonar Nazaré pela segunda vez, desacreditado pelos familiares):
"Homem, o caso não é para tanto, lágrimas, soluços, que é isso, todos nós temos nossos maus bocados, mas há um ponto importante de que nunca falamos, digo-to agora, na vida, percebes, tudo é relativo, uma coisa má até pode tornar-se sofrível se a compararmos com uma coisa pior, portanto enxuga-me essas lágrimas e porta-te como um homem, já fizeste as pazes com teu pai, que mais queres, e essa cisma da tua mãe, eu me encarrego quando chegar a altura, o que não me agradou muito foi a história com a Maria de Magdala, uma puta, mas enfim, estás na idade, aproveita, uma coisa não empata a outra, há um tempo para comer e um tempo para jejuar, um tempo para viver e um tempo para morrer." (DEUS, em O Evangelho Segundo Jesus Cristo, p. 252-253).
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Bruno O. Barros
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sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Overdose em Setembro e Outubro.
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Bruno O. Barros
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quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Tá com o cão no coro.
Uma família de Brasília chegou no Rio e na passagem pela Linha Amarela pegaram o caminho errado. Depois de se darem conta da merda, resolveram voltar para o caminho certo, mas na volta foram assaltados. Durante o assalto, alguns policiais apareceram e resolveram agir. Houve troca de tiros e os bandidos acabaram perdendo o controle da direção, batendo com o carro recém-roubado. Então, o pessoal de Brasília resolveu chamar o reboque. No entanto, quando estavam no caminho de volta o caminhão que estava rebocando o carro dos turistas despencou de uma ladeira levando o carro junto.
Se eu fosse esse pessoal voltava pra Brasília e não saia mais de lá.
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL100259-5606,00.html
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Bruno O. Barros
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10:14 PM
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sexta-feira, 31 de agosto de 2007
O conto do vigário.

O que foi?, perguntou Andrade antes mesmo que o pequenino Ícaro pudesse sentar-se à mesa. Eu sei que aconteceu alguma coisa, está estampado na sua cara. Sem responder, Ícaro levantou a mão esquerda, e nela havia um envelope com o símbolo do colégio. Diabos, Ícaro, o que você foi aprontar dessa vez? Helena, tomada pela forma dura como Andrade expeliu aquela última frase, aproximou-se do filho. O que foi, amor?, perguntou num tom doce. Ícaro recebeu alguma advertência do colégio. Calma, amor, a gente nem sabe o que é ainda. Helena, então, pega o envelope da mão de Ícaro, o abre num movimento rápido e põe-se a ler um o conteúdo de uma folha A4 que estava ali contida. Menos de vinte segundos foram necessários para que ela se sentasse no sofá e, com uma expressão que denotava um misto de surpresa e estranheza, permaneceu em silêncio. Andrade, impaciente, puxou a carta para si e pôs-se a lê-la. Para não sabotar o momento, dedico um novo parágrafo à próxima fala de Andrade...
CARALHO, ÍCARO! Que merda é essa? Você chamou o padre de punheteiro? O pequeno Ícaro nada respondeu, limitando-se a inclinar a cabeça um pouco para baixo. Como foi que isso aconteceu?, acho melhor você ter uma boa explicação, meu filho, disse Andrade claramente falhando em esconder uma certa oscilação entre a vergonha e o orgulho que agora sentia pelo filho. Ícaro, então, diz simplesmente que Ele estava batendo punheta no vestiário dos meninos depois da aula de educação física. Aquele padre safado é um punheteiro mesmo. Ícaro, retrucou logo o pai, em primeiro lugar: onde é que você anda aprendendo esses termos?, em segundo: porque diabos o vigário estaria se masturbando no vestiário masculino? Isso tá me cheirando mal. Ícaro revelou que seu vocabulário fora amplamente atualizado graças a um fórum sobre quadrinhos o qual ele visitava diariamente através da Internet, e confirmou que o padre estava a se masturbar, o que transformaria o seu suposto xingamento numa simples assertiva.
No outro dia Andrade dirigiu-se ao colégio logo cedo e passou quarenta e três minutos numa sala esperando para ser atendido pelo padre, de forma que aquela situação embaraçosa fosse resolvida de uma vez por todas. Bom dia Sr Andrade!, disse o puto do padre punheteiro. Bom dia o diabos! Como é que o senhor me deixa quase duas horas esperando lá fora pra resolver uma situação onde o senhor é o culpado? O padre pareceu inabalado e disse apenas Sente-se, por favor. Então Andrade resumiu a revelação feita pelo seu filho no dia anterior, o que justificaria o fato de tê-lo chamado de punheteiro. Veja bem, continuava Andrade, Não podemos dizer que ele ofendeu o senhor, se de fato o senhor estava a se masturbar no vestiário. É a mesma coisa que passar um pipoqueiro aqui agora e eu gritar "Ô pipoqueiro!" e ele considerar isso uma ofensa. O padre, então, pôs-se a falar, O senhor está equivocado. Tem certas verdades que, dependendo do contexto, podem ser entendidas como ofensas brutais. Se um negro passar por aqui agora e eu gritar "Ô negro!", a situação não será facilmente resolvida. Em segundo lugar, era o seu filho quem estava se masturbando quando eu cheguei no vestiário. Meu filho tem 8 anos, seu viado!, respondeu Andrade. O padre levantou-se com uma expressão de fúria estampada na cara, caminhou em direção a Andrade e, com a mão esquerda, apertou-lhe com uma certa suavidade os testículos. Em seguida disse, viado é você, seu porra. Suma daqui e vá ensinar seu filho a se comportar como gente.
Andrade chegou em casa e disse que não pôde ir no colégio porque passou o dia atolado de trabalho no escritório.
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Bruno O. Barros
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quarta-feira, 29 de agosto de 2007
As vozes do Claustro.
Dr Silvério já estava quase apagando as luzes quando alguém bateu na porta. Maldição, pensou em segredo enquanto dirigia sua mão esquerda à maçaneta. Perdão pelo atraso, disse logo Claustro. A culpa não foi minha, Edna pediu pra eu deixar os meninos no caratê e o trânsito estava um inferno. Tudo bem, mentiu Silvério, Sente-se, completou apontando para o sofá. Claustro era seu último paciente antes do feriado e ainda que ele não tivesse se atrasado tanto, a característica paciência do doutor já não estava muito presente naquele dia. O atraso de Claustro só piorou a situação. Claustro, disse seco o Dr Silvério, Como andam as vozes? Ainda têm te perturbado? Claustro sentou-se devagar, ficou alguns instantes em silêncio e disse Muito olhando fixamente para o médico. Não melhoraram nem um pouco?, nem mesmo com a medicação?, perguntou Silvério fingindo interesse. Não, respondeu Claustro, Na verdade, doutor, eu senti até uma piora. Uma piora? Isso. Hum, murmurou Silvério. Claustro, você se lembra que semana passada eu pedi para você andar com um gravador portátil e sempre que você ouvisse as tais vozes, você registrasse no gravador? Lembro, doutor. E então, você registrou o que as vozes diziam? Eu fiz melhor, doutor... eu consegui gravar as vozes da minha cabeça diretamente no gravador. Como é?, perguntou assustado o médico. É isso mesmo, eu consegui gravar diretamente na fita tudo o que estava ouvindo na minha cabeça. Então, incrédulo, Dr Silvério pediu para que Claustro colocasse o gravador sobre a mesa e apertasse o botão play. Foi o que Claustro fez, e ele o doutor ouviram exatamente o seguinte:
E aí, doutor, perguntou Claustro, É normal ouvir essas vozes? Dr Silvério encostou-se na sua cadeira, ponderou um pouco e disse Sim, é perfeitamente normal. Agora, nunca mais apareça por aqui.
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Bruno O. Barros
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segunda-feira, 27 de agosto de 2007
E DAÍ?
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Bruno O. Barros
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7:37 PM
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domingo, 26 de agosto de 2007
A taxonomia definitiva.
O texto abaixo é um fragmento de uma idéia originalmente concebida por mim e Ramon (Ayres). Hoje essa texto é peça fundamental no meu profile do Orkut.
Hoje eu acordei com uma idéia inacreditável na cabeça.
Qual?
Foi completamente do nada. Simplesmente surgiu! E com medo de perder a idéia me levantei rapidão, catei um papel, mas não achei nem caneta nem lápis.
Não tinha no estojo?
Aí é que está: não achei o estojo. Entrei logo em desespero porque a idéia que eu tive era daquelas que, se bem aplicada, pode mudar a vida de uma pessoa para sempre.
Será que não ficou na universidade?
O quê?
O estojo.
Foi o que eu tinha pensado. Entrei na internet pra procurar o número do telefone da universidade e quando liguei pra lá ninguém sabia dizer exatamente se existia ou não algum setor de achados e perdidos.
E porque você não anotou sua idéia no bloco de notas do computador.
Putz, é verdade. Nem pensei nisso. Acabei focando no estojo. Só sei que quando cheguei lá me dei conta que a carteira da biblioteca tinha ficado em casa, e o único lugar onde eu poderia ter esquecido o estojo era na sala de estudo da biblioteca. Sempre chego, sento, arrumo os livros e coloco o estojo do lado.
Odeio esse sistema de só poder entrar com a carteira.
E eu não? Briguei feio com o segurança.
Mas você ainda se lembra da idéia?
Lembro, mas com menos detalhes.
Diz aí.
Você sabe o que é uma taxonomia?
Não.
É tipo um apanhado de informações classificadas com um determinado critério com o objetivo de organizar alguma coisa. Tipo a classificação dos organismos vivos em reinos, famílias, aquele lance todo, entende?
Isso é uma taxonomia?
Bem resumidamente, sim.
He, he, he.
O que foi?
Nada.
Diz, pô. O que foi?
Besteira, rapaz.
Putz, diz aí, caralho!
É que pelo nome eu pensava que tinha alguma coisa a ver com gado.
Gado? Tipo boi?
É. Eu falei que era besteira. Fala logo sua idéia.
Tá, mas como diabos taxonomia teria a ver com boi? Se você falasse que tinha algo a ver com taxas do governo ou algo parecido, tudo bem... mas boi?
Pô, se tivesse algo a ver com taxas do governo seria muito óbvio. Minha mente não é assim tão barata.
Ah, então associar taxonomia à população bovina é sinal de refinamento intelectual agora?
Só estou dizendo que não costumo pensar sempre o óbvio. Associar taxonomia a algo relacionado a taxas só porque aparentemente o radical das palavras é o mesmo é coisa pra estudante do nível médio.
Mas o radical não é o mesmo.
Não importa. Diz logo a idéia.
Tá, eu tinha pensado que seria muito interessante para o mundo gerar uma taxonomia de tipos físicos.
Essa é a sua grande idéia, pensador?
Não dispense a idéia tão rapidamente. Ela não seria uma taxonomia qualquer, pois isso até já existe. Calma, calma, não saia. Escute primeiro. Essa taxonomia seria capaz de uma precisão impossível de encontrar no que vemos hoje.
Cara, essa idéia de classificar tipos físicos me cheira um tanto nazista.
Não seja barato, meu caro. Assim você me ofende. Escute o que tenho a dizer. O mundo precisa de uma taxonomia nesse sentido, mas uma que seja absolutamente precisa. Uma que não deixe espaço para dúvidas. Aquele bandido que levou meu estojo, por exemplo, poderia ter sido observado por uma testemunha cujo depoimento para a polícia (se calcado na minha taxonomia) descreveria o meliante com tanta propriedade que nem mesmo uma fotografia do mesmo seria tão clara. Seria uma resposta do tipo “o assaltante era um Arauto 16 Leopoldino 211 Matusalém 2 Quadrado Jupteriano 823.”
...
O que achou? Onde você está indo? Espere. Pare aí. Ei, alguém segure esse Guagalupe 21 Rubro 89 Venerado Ulampiano 302!
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Bruno O. Barros
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6:24 PM
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sábado, 25 de agosto de 2007
Comédia em Pé.
Aqui no Rio tem um grupo de comediantes tentando fomentar no Brasil o espírito do stand-up comedy, aquele tipo de comédia americana onde alguém sobe no palco e começa a falar sobre o cotidiano; e nessa narrativa está embutida as suas piadas. Aqui no Rio eles estão se apresentando no Shopping Barra Square e no UCI do Barra Shopping.
Abaixo, alguns vídeos...
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Bruno O. Barros
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4:12 AM
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Se tudo der errado na minha vida, esse serei eu idoso:
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Bruno O. Barros
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2:53 AM
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sábado, 18 de agosto de 2007
O cão falante.
Apesar de todos os indícios, ele se negava a perceber que já não lhe restava mais chance de vitória. Insistiu por orgulho e perdeu todo o dinheiro que tinha levado consigo. A fúria pela derrota lhe deixou adormecido, de forma que nem as chacotas mais contundentes lhe atingiam. Saiu, então, do recinto e pôs-se a caminhar naquela madrugada morna. Cruzou dois quarteirões até chegar no ponto do ônibus que o deixaria em casa. O cansaço do dia logo lhe pediu que sentasse, e assim o fez. Não havia carros em movimento nem de um lado nem de outro da avenida. Alguns minutos se arrastaram e nada do ônibus que era-lhe alvo aparecer. Talvez nem passasse naquele horário. E assim que pensou nessa possibilidade ele viu um grupo de pessoas surgirem a uma distância segura. Tomara que não atravessem a avenida, pensou. Caso tal travessia de fato ocorra, colocar-me-ei em disparada na direção oposta. O grupo, que agora poderiam ser discernido em quatro indivíduos possivelmente do sexo masculino, atravessou a avenida, mas de última hora nosso cansado protagonista achou mais prudente não correr; tal ato poderia despertar uma reação adversa (e até perigosa) naqueles possíveis adolescentes trabalhadores. Os quatro indivíduos se aproximavam numa velocidade relativamente incômoda, revelando-se, por fim, quatro homens crescidos, e não adolescentes. Munido de coragem, o protagonista levantou-se e bradou: Estou armado seus vagabundos infames! Posso atirar bem no meio da cara de vocês se assim desejar! O som da sua voz esganiçada parece ter soado como um trovão aos ouvidos daqueles quatro homens, que (como se fossem arrebatados por uma descarga elétrica) colocaram-se a correr desesperadamente na direção oposta àquela de onde vinham. Sem entender exatamente porque o fazia, o protagonista começou a correr atrás das quatro vítimas. Passaram-se um, dois, três quarteirões. Vai tomar tiro na cara, vagabundo!, gritava. Os quatro já estavam ofegantes de tanto correr, e quando o protagonista se sentiu seguro novamente, parou de persegui-los, olhou para o lado e viu que um cão lhe observava com interesse. O que é que você está olhando?, indagou irritado. O cão nada disse a princípio, mas quando o protagonista pôs-se a caminhar em direção ao ônibus, pôde ouvir com clareza uma voz que (a julgar pela direção de onde vinha) parecia pertencer ao cão, que agora dançava; e a voz dizia exatamente assim:
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Bruno O. Barros
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4:19 AM
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sexta-feira, 17 de agosto de 2007
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Eu sou bom (e tire com o gancho).
Se ser bom fosse dar certo, eu não seria tão bom quanto eu sou. As vezes passo horas escutando os pequenos clássicos das bandas que já montei: Sonnet (1999-2003), Mala Mágica (2003-2004), Os Verdes (2005-2006) e, atualmente, Daniel, O Invisível. Esses momentos de contemplação e de masturbação do ego me fazem sentir o quanto frio é o chão e o quão genial você se torna com a cabeça nas nuvens. Fiz muita coisa boa com o Sonnet e com o Mala Mágica. Foram muitos microclássicos da música independente inexistente. Todos estes numa época em que sonhos adolescentes ainda eram válidos como combustível da vida. [na foto ao lado, Sonnet em 2000: Ramon Ayres, Matheus Batalha, Danilo Ryuko, Assis Almeida, Bruno Barros]
Com Os Verdes eu já estava desgostoso da realidade da cena independente e apesar de gostar de algumas músicas dessa fase, acabei me deixando levar mais pela virtuose criativa dos meus parceiros de banda. Tocando com Os Verdes, meu olhar a respeito da música independente já era duro e cínico (algo que veio se construindo nos últimos meses de vida do Mala Mágica). Eu já tinha levado muito toco. Já tinha me dado conta do quão patético e artificial é público que frequenta os shows alternativos. Inclusive, foi essa visão cansada que me fez repensar a idéia que eu fazia dos shows. Comecei a entendê-los com apêndices defeituosos do verdadeiro potencial criativo dos músicos ali tocando. Estava na hora de fazer música por regozijo próprio. E só. Sem shows nem nada disso. Estava na hora de fechar min
Com excessão d'Os Verdes, sempre tive como parceiro musical o saudoso e auto-destrutivo Assis. Físico, cachaceiro e conhecedor dos prazeres da vida, Assis sempre foi melhor que eu na construção de progressões de acorde. Temos algumas idéias afins e muitas outras diversas. Daniel, O Invisível, surgiu desses raros momentos em que concordamos totalmente com algo. Estava na hora de ignorar a cena, as pessoas, a vontade de ser ouvido. A idéia agora era só reunir um grupo de músicas nossas, gravar, colocar num site, e só. Sem divulgação. Sem show. Sem porra nenhuma. O primeiro volume de Daniel, O Invisível, reuniu quatro pseudo-sambas que vinhamos guardando em nossos HDs havia algum tempo. Tenho muito orgulho desse disco. É pequeno, simples, bem feito e (muito) sincero. [na foto ao lado, show do Sonnet em Março de 2002 no Kaxaçaria, na Orla de Atalaia em Aracaju]
Eu diria até que Daniel, O Invisível, é o meu grande masterplan.
É onde eu posso respirar aliviado, sem pretensões adolescentes, sem
obrigações ou cobranças. É o meu baú. É onde depositarei tudo aquilo
que faço musicalmente e que chamo de arte. Os meus devaneios e chistes musicais eu deposito no YouTube como Tio BOB, hehe.
O segundo volume do Daniel, O Invisível, deverá ter por volta de quatro a cinco músicas, e provavelmente todas estas serão retomadas da época do Mala Mágica. Serão músicas que merecem, como Lázaro um dia o fez, respirar por mais tempo do que o destino lhes havia reservado. Se pudermos ainda incluiremos duas música cujas composições não são nossas, mas de Lúcio Poconé, nosso querido junkie baixista do Mala Mágica. Espero que esse volume saia até o final de Dezembro. Essas gravações são sempre complicadas. Eu moro no Rio. Assis em Recife. E Léo Airplane (o produtor) em Aracaju. Mas no Natal a gente dá um jeito.
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Bruno O. Barros
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4:06 AM
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quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Semi-deuses do TOSCO!
Eu pensava que a Please No!, em toda sua auto-consciência, de alguma forma conseguia ser tosca. Pensava isso também da sagaz Marli e seu famoso videoclipe... mas sempre que encontro coisas como СтеклоVата fica-me mais claro que as coisas mais toscas são sempre as mais sinceras.
Abaixo, o clipe de Новый год:
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Bruno O. Barros
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1:43 AM
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Jovem lê Harry Potter e acorda com cicatriz na testa.
RIO DE JANEIRO, 07.08.07. Nessa manh�� um jovem residente da cidade do Rio de Janeiro acordou com uma estranha marca em sua testa. "N��o sei o que houve," disse Bruno (24), "s�� sei que acordei com a testa cortada. O sangue j�� estava todo coagulado." O mais estanho �� que a ��ltima coisa que Bruno fez antes de pegar no sono foi terminar a sua leitura do livro Harry Potter and the Deathly Hallows, s��timo e ��ltimo livro da famosa s��rie liter��ria da autora brit��nica J. K. Howling. Para quem n��o sabe, Harry Potter - o protagonista da s��rie - �� conhecido pela caracter��stica cicatriz que possui na sua testa.
A misteriosa cicatriz n��o despertou qualquer interesse por parte das autoridades locais. "Ele deve ter batido a cabe��a na porta depois de algumas cervejas," desdenhou o Cabo Silva do Trig��simo Quinto Batalh��o da Pol��cia Militar do Rio de Janeiro.
Abaixo, uma fotografia feita no local:
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Bruno O. Barros
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1:16 AM
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domingo, 5 de agosto de 2007
Foi de chorar...
Nunca me emocionei tanto num evento público. The Magic Numbers chegou no Rio e mostrou como fazer música à moda antiga... como minha mãe diz: música de bailinho, pra dançar abraçadinho. O show foi muito além das minhas expectativas (que eram doentemente altas)!
Olha aí um trecho do que rolou no circo voador naquela noite do dia 25 de Julho desse ano.
Esse show vai ficar pra sempre no meu coração.
E espero que a promessa de palco de Romeo Stodart torne-se realidade: próximo show deles aqui em Fevereiro!
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Bruno O. Barros
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4:29 AM
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terça-feira, 3 de julho de 2007
Escrevendo em 1997...
Relatório de alguma excursão que fiz em 1997. E eu pensava que eu era o bom nessa época...
A nossa excursão começou aproximadamente às 7:30 do dia 27 de abril do corrente ano, daí em diante começamos a nossa jornada com o objetivo de aperfeiçoarmos mais os nossos conhecimentos sobre o Nordeste, incluindo Sergipe.
Estamos na cidade de São Francisco, observamos a estrutura da cidade, e o que predomina é a agricultura, a policultura. No interior, as pessoas tem um estilo de vida diferente, é tudo mais tranquilo, pois não há tanta violência.
São Francisco é uma cidade pobre, com poder aquisitivo baixo, aliás em Sergipe existem várias cidades pobres, onde o setor que predomina é o setor primário.
Em Cedro de São João, o dia é quente e a noite é fria (mudança térmica), há uma grande ausência de árvores, por sinal é uma cidade muito suja, onde o saneamento básico é aparentemente precário. Antigamente o plantio de arroz era diferente, não havia irrigação, esperava-se o Rio São Francisco encher e alagar as áreas, aí plantava-se o arroz.
O homem contribuiu muito para destruir a natureza, hoje não podemos tomar banho no lago, porque a água é parada e perigosa por causa da poluição.
O clima de Cedro de São João é muito quente, a população vive do artesanato e da costura, o bordado ponto de Marca é muito usado aqui, o Redendê, onde vão vender em Tobias Barreto, Recife e Maceió. Outra importante atividade é a fabricação da carne de sol, a policultura e o arroz.
Na cidade de Telha, a agricultura do arroz é o que predomina, pois a lagoa ajuda nesta agricultura, é feita por gravidade, onde a água vem escorrendo pelo canal. Foi muito importante a mecanização e a irrigação nesta região, pois está muito difícil encontrar mão de obra qualificada, afirmou um agricultor da região.
Vimos uma Colheitadeira, que substituiu o trabalho manual de vários homens, e um dos homens que estavam lá, levou-nos em uma fábrica de arroz.
Telha sobrevive somente do arroz. Antigamente, as cidades de Propriá, Telha e Cedro,eram praticamente inundadas, hoje trabalha-se através de irrigação, usando-se técnicas modernas.
O rio São Francisco baixou muito suas águas, por causa do excesso de represas.
Quanto à plantação do arroz, esta varia muito de qualidade, pois uns são bons outros são mais ruins. A casca do arroz tem várias utilidades, serve para granja, para o animal comer.
A China tem grande plantio de arroz. Tem várias usinas que fornece energia através da queima da casca do arroz.
De todas as cidades do Vale São Francisco a mais importante é Propriá, com seu comércio , setor terciário, toda a região em volta depende do comércio de Propriá para se abastecerem, onde tem vários Bancos.
Propriá, que se localiza na região do “baixo São Francisco”, é hoje um dos grandes centros regionais de Sergipe . Lá aprendemos que nem só de beleza vive o Rio São Francisco, afinal ele é muito importante para a região onde estávamos (e para todo nordeste também), que por sinal era uma região navegável. Suas principais importâncias eram a irrigação, a pesca, que também pode ser considerado uns dos meios de vida daquela população, o abastecimento d’agua, e a navegação, se bem que a navegação não vem sendo mais usada com tanta freqüência, como antes da construção da ponte que liga as duas margens do rio. Aprendemos também que o arroz é a principal fonte de renda da cidade, e que ainda em Propriá podemos encontrar um certa quantidade de indústrias de macarrão, farinha de trigo, e arroz. A CODEVASF que foi criada em 1975, com o objetivo de “cuidar” do Rio São Francisco, está atualmente inabilitada, provavelmente por motivos econômicos. Propriá está atualmente “ligada” a Linha Ferroviária Leste do Brasil.
Deveria o poder público investir no turismo na beira do rio, seria uma atividade muito importante para desenvolver a cidade.
Propriá caiu muito, várias fábricas fecharam, está precisando voltar a crescer.
A cidade de Neópolis, vive mais da cultura do arroz, há também a fábricas de tecido.
Neópolis tem um dos melhores carnavais de rua do Estado. O dia de Neóplois é quente e a noite é fria.Outra cidade onde deveria ser desenvolvido o turismo, há também outro meio de comércio, a travessia para Penedo em Alagoas, pois não há outro meio de atravessar o rio; Penedo tem arquitetura muito antiga, há muitos anos havia o festival de cinema.
Todas as cidades ribeirinhas, tem características parecidas, a tranquilidade, a pesca, etc... O rio São Francisco é a riqueza da região,oferece área de lazer, fonte de renda, e alimentação. Este magnífico rio deveria ser explorado como área de lazer, oferecendo passeios de barco, com os devidos cuidados, para não jogarem lixo no rio.
A vegetação na beira do rio e perto do mar, tem muito coqueiro, que é uma grande fonte de renda.
Percebe-se que a mecanização hoje, nos países subdesenvolvidos é aplicada somente nos produtos onde há interesse de exportá-los.
Não entende-se porque as populações ribeirinhas, que são tão pobres, só podem plantar para exportar, tudo isso deve ser analisado. Outra questão, é ver se o Platô de Neópolis vai ser importante para a população local, que está passando fome.
Em Barreiras, onde há plantação de soja ( que é muito rica), a população vive na miséria. Todo o lucro, ou material de consumo é usado para exportação, esse tipo de agricultura não é tão importante para o 3º mundo, só é importante para o 1º mundo, são os que vão ser beneficiados pela boa mercadoria. Todo produto de boa qualidade é exportado e para o próprio brasileiro fica o produto de má qualidade.
Enfim, os países subdesenvolvidos produzem somente para a exportação, por Ex.: a fábrica de arroz que vimos, o arroz que fica aqui, é muito pouco, pois os grandes produtores produzem somente para exportar, ou para outros Estados mais ricos.
A mecanização é muito importante, desde que, a população do local seja beneficiada, através da educação e saúde. Em países Europeus onde há mecanização na agricultura, o agricultor trabalha poucas horas por dia e usurfrui das benfeitorias.
Há uma grande problema em Sergipe, é que a Capital é muito perto dos interiores, qualquer pessoa que precise ir ao hospital, pega a ambulância do prefeito e vem, como também as escolas, os políticos arranjam ônibus para os estudantes, essa é uma maneira de tornar os cidadãos dependentes dos políticos.
Em Santana do São Francisco (Carrapicho), as pessoas sobrevivem da arte, ´que é pouco valorizada. Ex. Pezão, escultor. Os trabalhos são em barro, fazem potes, bonecos, etc., mas em nosso país esse trabalho não e muito valorizado. Utilizam a argila, como matéria prima. A pesca também é outra atividade desta cidade.
Chegamos ao final da excursão, mais uma vez conhecemos nossa realidade, as necessidades de nosso povo, e podemos ver com clareza, que para tudo há solução, basta nossos políticos terem boa vontade, e respeitarem mais um pouco o povo.Bruno Oliveira Barros
8ª D
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Bruno O. Barros
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3:29 AM
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segunda-feira, 2 de julho de 2007
Na Base #04.
The Beach Boys é de chorar. Sem mais, aí está a música que eu e Kelminha temos como hino do nosso relacionamento.
The Beach Boys
"Wouldn't It Be Nice"
Wouldnt it be nice if we were older
Then we wouldnt have to wait so long
And wouldnt it be nice to live together
In the kind of world where we belong
You know its gonna make it that much better
When we can say goodnight and stay together
Wouldnt it be nice if we could wake up
In the morning when the day is new
And after having spent the day together
Hold each other close the whole night through
Happy times together weve been spending
I wish that every kiss was neverending
Wouldnt it be nice
Maybe if we think and wish and hope and pray it might come true
Baby then there wouldnt be a single thing we couldnt do
We could be married
And then wed be happy
Wouldnt it be nice
You know it seems the more we talk about it
It only makes it worse to live without it
But lets talk about it
Wouldnt it be nice
E, de bônus, ainda vai "Heroes and Villains" do grande e eterno líder dos Beach Boys, Brian Wilson:
The Beach Boys
"Heroes and Villains"
I've been in this town so long that back in the city
I've been taken for lost and gone
And unknown for a long long time
Fell in love years ago
With an innocent girl
From the Spanish and Indian home
Home of the heroes and villains
Once at night Catillian squared the fight
And she was right in the rain of the bullets that eventually brought her down
But she's still dancing in the night
Unafraid of what a dude'll do in a town full of heroes and villains
Heroes and villains
Just see what you've done
Heroes and villains
Just see what you've done
Stand or fall I know there
Shall be peace in the valley
And it's all an affair
Of my life with the heroes and villains
My children were raised
You know they suddenly rise
They started slow long ago
Head to toe healthy weathy and wise
I've been in this town so long
So long to the city
I'm fit with the stuff
To ride in the rough
And sunny down snuff I'm alright
By the heroes and
Heroes and villains
Just see what you've done
Heroes and villains
Just see what you've done
Escrito por
Bruno O. Barros
às
4:45 AM
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sexta-feira, 29 de junho de 2007
O Homem Chaminé (parte 01).
Essa é a história de um homem que fumava muito. Uso, nesse caso, a palavra muito por limitação da nossa língua materna. Muito, aqui, é muito pouco perto do que ele de fato fumava. Para que vocês tenham uma idéia, por determinação da ONU esse homem o qual me refiro foi obrigado a assinar o tratado de Kyoto tamanho era o volume de fumaça que ele expelia pela boca. Em 2002 ele até chegou a sofrer uma tentativa de assassinato quando dois membros do Greenpeace um pouco mais exaltados dispararam contra nosso protagonista com arpões próprios para caçar tubarões-tigres. Um dos arpões errou o alvo, o outro perfurou o pulmão esquerdo do fumante compulsivo. Os médicos, porém, não precisaram retirar o arpão durante a cirurgia que garantiu-lhe a sobrevivência. Por algum motivo ainda obscuro para os profissionais da medicina, o metal do arpão que se encontrava cravado no peito do sobrevivente dissolveu-se como manteiga, permitindo que os médicos simplesmente suturassem o rombo causado pelos ativistas.
Ainda em 2002 a pequena cidade onde o tal fumante habitava decretou estado de calamidade publica, de forma que ele teve que ser removido para o subúrbio de alguma grande metrópole, onde o mal que emitia pela boca não se destacasse, camuflando-se em meio ao cenário caótico que agora fazia parte da sua vida.
A mudança de cidade não foi fácil, então o fumante passou a procurar hobbies que lhe ocupassem a mente. No entanto, quando nosso herói estava adquirindo gosto pelo futebol foi logo proibido de freqüentar os estádios, visto que o transtorno que causava era ainda pior que aquele dos sinalizadores usados pelas torcidas organizadas. Com o passar dos anos o desempregado fumante foi perdendo o gosto pela vida. Entrar em restaurantes já não era-lhe mais possível fazia uma década. Fazer amizades tornou-se impossível desde que quatro dos seus vizinhos morreram após um ano de convivência como o personagem principal dessa história. Diagnóstico: câncer de pulmão. Já com as mulheres o fumante tinha sorte. Ninguém conseguia entender o porquê, mas as mulheres enxergavam nele algo que ninguém mais via. O problema, porém, é que nosso personagem era homossexual. Passivo.
O único homem que ousou possuí-lo veio a falecer antes mesmo do seu fálico órgão colocar-se para fora da bermuda. O fumante lembra-se até hoje de ter passado menos de quinze minutos na delegacia explicando o que aconteceu. Os policiais perderam a paciência quando o corpo de bombeiros chegou perguntando qual era o foco do incêndio.
Acho que deu pra vocês terem uma idéia do quanto ele fumava.
(Continua...)
Escrito por
Bruno O. Barros
às
2:50 AM
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sábado, 23 de junho de 2007
Na Base #03.
Magic Numbers é, sem qualquer dúvida, uma necessidade primária. A banda surgiu, para mim, como um espasmo involuntário. Nada havia me preparado para aquilo. Não precisei criá-la no meu íntimo, nem mesmo aprender a apreciar as progressões de acorde açucaradas. Simplesmente foi paixão à primeira vista.
E, ainda mais inesperadamente, essa paixão não será platônica. No final de Julho estarei presente no festival de música independente em que Magic Numbers fará parte aqui no Rio. Como diria algum apresentador de orientação sexual não-cristã do Disney Channel: é, tipo, mágico.
Abaixo (em homenagem ao ultimo, e erótico, post), I See You, You See Me:
Magic Numbers
"I See You, You See Me"
I never wanted to love you, but that's ok
I always knew that you'd leave me anyway
But darling when I see you, I see me
I asked the boys if they'd let me go out and play
They always said that you'd hurt me anyway
But darling when I see you, I see me
Its alright I never thought I'd fall in love again
Its alright I look to you as my only friend
Its alright I never thought that I could feel this something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again
I never thought that you wanted for me to stay
So I left you with the girls that came your way
But darling when I see you, I see me
I often thought that you'd be better off left alone
Why throw a circle round a man with broken bones
But darling when I see you, I see me
Its alright I never thought I'd fall in love again
Its alright I look to you as my only friend
Its alright I never thought that I could feel this something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again
You always looked like you had something else on your mind
But when I try to tell you, you'd tell me never mind
But darling when I see you, you see me
I wanna tell you that I'll never love anyone else
You wanna tell me that you're better off by yourself
But darling when I see you, you see me
This is not what I'm like [x4]
This is not what I do
This is not what I'm like
I think I'm falling for you
I never thought - This is not what I'm like
I never thought - This is not what I do
I never thought - This is not what I'm like
I never thought - I think I'm falling for you
I never thought -
I never thought -
That I could feel this something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again
And it looks like
I feel this something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again
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Bruno O. Barros
às
2:05 AM
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I see you, you see me.
Desde muito pequeno especulo em torno dessa assertiva: se eu posso ver alguém, esse mesmo alguém, conseqüentemente, pode me ver. Sei que, a princípio, parece uma constatação um tanto óbvia, mas não sei se de fato o é. Sinto, na minha limitação, que essa é uma questão de ordem lógica cuja averiguação empírica se daria através do campo da física, mas nem disso tenho certeza. Peço perdão ao leitor por isso. Meu cérebro não consegue se projetar com precisão nesse universo enganosamente exato.
Aqui onde moro as vezes fico olhando através de um dos buracos destinados à ocupação dos (inexistentes) condicionadores de ar e imaginando se alguém do outro edifício, olhando na mesma direção, poderia me ver com a mesma clareza que os vejo. Com a mesma lucidez onírica. Suas formas ondulantes. Suas cores saturadas. Sua inocência cegueta. Ah, o desconhecido...
Ao mesmo tempo me preocupo. Penso, quieto, que se de fato os moradores do edifício defronte forem detentores do mesmo poder que daqui me orgulho ser possuidor, transformo-me numa paródia de mim mesmo, espelhado como Narcíso no seu universo particular.
Escrito por
Bruno O. Barros
às
1:46 AM
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segunda-feira, 18 de junho de 2007
Não dá pra perder...
Eu admito, sou um derrotado oficial. N��o tem jeito. A Derrota me persegue. Em Julho estarei indo para Aracaju marcando presen��a na ATPN dia 14, na Derrota cujo tema �� o singelo "espalhando alegria."
Vai rolar muita coisa ruim nessa Derrota: The Honkers (eca!), Movidos a ��lcool (aff), Baka Sentai (nunca ouvi falar bem), A-Parecido (a coisa mais tosca que pode existir), Totalmente Beautiful (que hoje j�� est�� totalmente chato), Total Massacre ATK (se o original �� ruim, imagine o cover), B Ramones (��dem), Raul Seixas Cover (talvez a ��nica banda que destoa do resto da festa).
E o pior da Derrota �� que quanto pior, melhor.
Est�� marcado ent��o, ATPN dia 14 de Julho ��s 20h: Tio BOB fantasiado de Bruno Barros (ou ser�� o contr��rio?).
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Bruno O. Barros
às
2:50 AM
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quarta-feira, 13 de junho de 2007
Apurando a urêa.
Hoje eu estava no ponto de ônibus pensando sobre como funciona o processo evolutivo dos nossos sentidos (visão, audição, olfato, tato e paladar) enquanto escutava Björk sem entender exatamente como eu havia aprendido a apreciar aquele som esquisito. Como é possível, por insistência, passar a gostar de algo que tínhamos repulsa no passado? Essa é uma pergunta complexa e que exige uma resposta complexa, mas dela pode-se esboçar algumas anotações regadas a cerveja. Por exemplo, chamo aqui essa adaptação dos sentidos de processo evolutivo por dois motivos: a) trata-se de um processo porque pode-se atestar empiricamente que não se dá da noite para ou dia, levando (de acordo com uma série de necessidades) um determinado tempo para se concretizar; b) trata-se de uma evolução no sentido negativo-positivo, ou simples-complexo, levando-se em conta que esse seja o sentido recorrentemente encontrado em todo e qualquer aspecto da natureza.
Acreditando-se nesse dois pontos elimina-se por completo qualquer valor do patético argumento freqüentemente utilizado por aqueles se negam a despender esforço psíquico e cognitivo na compreensão através dos sentidos, de determinados objetos. Refiro-me (e aqui dou espaço a um inevitável sentimento de asco) exatamente à frases do seguinte naipe: "Música boa é aquela que você gosta de primeira... é ridículo ter que ouvi-la várias vezes pra gostar."
(Porra. Tal frase só pode ter saído de um hominídeo que teve muita sorte de chegar nesse nível de evolução biológica em que nos encontramos. Quero deixar claro também que trata-se de uma versão crua, mas claramente editada por mim, visto que tal criatura não saberia o princípio básico do uso da ênclise. Além disso, pode parecer que estou, aqui, gerando um evidente juízo de valor, onde "música boa" seria referente ao que chamo de evolução positiva ou que vai em sentido a uma complexidade. Isso não é totalmente verdade. Emito juízo de valor sim, mas não nessa ordem. Explicarei mais abaixo o que entendo por complexidade.)
Em outras palavras: assim como aprendemos a gostar do sabor de uma cerveja gelada, ou daquela salada que sua mãe insistia tanto pra você comer na infância, podemos aprender a apreciar sons que a princípio nos soam estranhos e alienígenas. Uma boa música pop é aquela que não exige tal aprendizado. Essa é a favorita do hominídeo sortudo. E conforme a complexidade da música aumenta, através de camadas e texturas sonoras ou através de uma descontextualização social e estranheza com a mesma, vai-se exigindo do ouvinte um melhor apuro dos órgãos responsáveis pela audição. E, pelo que me parece, trata-se de um apuro que se dá através de treinamento, repetição e por uma série de outros valores e significados que se expandem numa escala sócio-cultural.
Trato dessa questão também nesse âmbito sócio-cultural porque acredito que seja possível apreciar com mais eficácia uma determinada música por esta tratar-se do hino do seu time de coração; ou por estar a tocar num determinado e importante momento da sua vida que ficou marcado na memória.
Acredito também que essa evolução da nossa capacidade de apreciar sons complexos não pode, em hipótese nenhuma (exceto, talvez, por dano cerebral) involuir. Ou seja, quando sua capacidade cognitiva referente ao som se habitua a um determinado complexo sonoro, para sempre se estará preparado a compreendê-lo. E, repito, esse som complexo não precisa necessariamente ser um Stravinsky, mas um Babau do Pandeiro.
Agora, porém, fico com um pouco da musa que me fez começar esse post pobre e desconexo: Björk.
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Bruno O. Barros
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12:39 AM
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sábado, 2 de junho de 2007
A caneta de ouro.
Tomei umas cervejas e estava visitando uns sites enquanto Jô passava na TV atrás de mim. Só ouvi essa frase: "O problema é material? Toma essa caneta de ouro e escreve um romance, então."
Perfeito.
Essa frase denuncia e desmascara a pobreza criativa em dois lances. Material é a última coisa que importa quando o assunto é criação e inteligência artística. Quem é bom, é. Quem não é compra CD dos outros.
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Bruno O. Barros
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1:17 AM
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quarta-feira, 30 de maio de 2007
Pessoas que eu não queria ser...
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Bruno O. Barros
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4:55 PM
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terça-feira, 29 de maio de 2007
Depois do Seu Pires.
Voltei do boteco vizinho a universidade e entrei no site de notícias da Globo.com, o G1. Ofendido com o que ví, entrei em contato com o Fale Conosco do site. Eis o resultado:
Globo.com: Olá Bruno, em que posso ajudar?
Bruno: Oi, estou ofendido com uma notícia do G1...
Bruno: Gostaria que tirassem do ar a notícia das misses brasileiras; a miss sergipe é muito feia e ofende o meu povo.
Bruno: Oi?
Globo.com: Bruno, por gentileza acesse o site do G1 e fale conosco por lá.
Bruno: É pra mandar um e-mail?
Globo.com: Sim, o atendimento será através de e-mail.
Bruno: Não tem como você me atender daqui? Não quero mais ver essa foto dela...
Globo.com: Não tenho como verificar isso agora.
Bruno: Ok, mas eu tenho certeza que foi algum virus que mandaram pra vocês...
Globo.com: O senhor deveria mandar a reclamação pro endereço do G1.
Bruno: Ok, obrigado.
Bruno: A da amazonas tá bem estranha também...
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Bruno O. Barros
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11:58 PM
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domingo, 27 de maio de 2007
Na Base #02.
Não postei semana passada porque as coisas estão apertando. Final de período. Estou lendo muito e me preparando para escrever algumas dezenas de páginas para entregar até a metade de Junho.
Nesse segundo Na Base repito a temática musical. Ouvir Thom Yorke tocando The Clock ao vivo numa versão acústica, quase folk, não só está na base das minhas prioridades, como também é bastante apropriado e análogo ao aperto que eu estou passando agora.
Se você não sabe o que eu estou falando, leia o primeiro Na Base.
Thom Yorke
"The Clock"
Time is running out for us
But you just move the hands upon the clock
You throw coins in the wishing well
For us
You just move your hands upon the wall
It comes to you begging you to stop
Wake up
But you just move your hands upon the clock
Throw coins in the wishing well
For us
You make believe that you are still in charge
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Bruno O. Barros
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6:24 PM
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sábado, 19 de maio de 2007
Relaxe, baby.
Se quisermos podemos encontrar pérolas do lixo diariamente na Internet, basta procurar. Às vezes, porém, basta ficar parado. O lixo vem até você. E que lixo! Lixo do bom mesmo!
A música abaixo é pra ouvir em momentos de stress total. É pra se ouvir quando você está prestes a socar a sua progenitora sem motivo aparente, quando você está a um passo de desferir uma voadora no operador de fotocopiadora que nada lhe fez, quando os níveis mais subterrâneos do ódio tiverem-lhe apossado a capacidade de pensar com clareza. Nesses momentos a música abaixo lhe funcionará como uma verdadeira válvula de escape.
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Bruno O. Barros
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2:55 AM
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segunda-feira, 14 de maio de 2007
Mama mia!! Funk do Wiimote!!

O hit Funk do Wiimote chegou na It��lia!! Descobri uma postagem sobre meu funk num site de tecnologia italiano chamado Tecnocino.
Che il Nintendo Wii fosse una console di grandissimo successo tanto da ispirare cortometraggi su cortometraggi questo era noto. Ma che ispirasse anche una canzone brasileira!! Ecco Funk do Wiimote davvero sfiziosa.Tio BOB rumo �� conquista do Sacro Imp��rio Romano! Ah, descobri tamb��m que a entrevista que cedi �� UOL saiu n��o apenas na UOL Teen, mas tamb��m na UOL Entretenimento. Para ver clique aqui.
Musica e testo di Bruno Barros conosciuto anche come Tio BOB! Ecco il video sotto e��� Balan��a o wiimote!
Fonte: www.tecnocino.it
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Bruno O. Barros
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10:24 PM
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domingo, 13 de maio de 2007
Heroína.
Ningu��m, absolutamente ningu��m, vive a vida sem um modelo do qual extra��mos as formas primitivas dos nossos sonhos e da nossa moral. Lembro de ainda pequeno sentar na cama pra ouvir minha m��e falar do seu passado. Aquelas narrativas recheadas de reviravoltas, perseveran��a, derrotas e vit��rias me enchiam de orgulho e, ao mesmo tempo, exercitavam a minha imagina����o, que ficava compondo mentalmente tudo o que me era contado. Como numa epop��ia grega, eu destrinchava aquelas hist��rias em estruturas pr��prias de uma narrativa ��pica, visualizando-as como um filme. Embora eu nunca tenha ido pra Bras��lia, conseguia descrever exatamente a rua da casa roubada onde morou minha m��e ainda beb��. Conseguia tamb��m descrever o rosto companheiro da pequena M��rcia, sua vizinha no Tatuap��, durante a inf��ncia em S��o Paulo. Conseguia tranq��ilamente visualizar a decora����o da festa, onde tocava Os Pholhas, em que minha m��e conheceu meu pai (bastante t��mido na ocasi��o). Conseguia imaginar detalhadamente tamb��m os momentos negros. Os vil��es. Os amigos. A vit��ria.
Na verdade "orgulho" �� muito pouco para descrever o que eu sinto pela hero��na daquelas hist��rias. Seria um eufemismo, at��.
Os anos foram passando e eu me dei conta que a hist��ria que antes era apenas narrada finalmente me alcan��ou. Eu comecei a fazer parte daquele ��pico fant��stico que me fazia passar horas imaginando cenas das quais eu nunca fiz parte... e agora j�� era poss��vel acompanhar em tempo real o caminhar da hist��ria e os feitos her��icos da sua personagem principal. Os pesares. As batalhas. As vit��rias.
Posso dizer sem um pingo de d��vida que me sinto um ser humano completo simplesmente porque sei que sou um dos personagens de uma narrativa de vida que at�� agora s�� me rendeu bons frutos e que certamente continuar�� me ensinando como viver durante muitos e muitos anos. �� uma grande honra n��o ter como modelo de vida um super-her��i qualquer ou alguma celebridade barata, mas a maior hero��na que Deus poderia ter colocado do meu lado: minha m��e.
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Bruno O. Barros
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4:19 PM
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sábado, 12 de maio de 2007
Escrevendo em 1996...
Vou começar a postar textos do passado. O primeiro é um trabalho de geografia que fiz na sétima série. O professor era quem chamávamos de Cabeção. Se não me engano ele já morreu.
O texto é no mínimo engraçado e eu fico me perguntando como eu consegui escrever tudo isso sobre a Escandinávia numa época em que não tinhamos Internet, Google e muito menos um Wikipedia. Devo ter inventado... É, é bem possível que eu tenha inventado mesmo; o que me rendeu um 9,5.
Trabalho de Geografia:
O PARAÍSO VIKING
A Escandinávia (Noruega, Dinamarca, Islândia, Finlândia e Suécia ), no extremo norte da Europa, sempre habitou o imaginário dos povos tropicais como um mundo diferente, gelado em boa parte do ano e sombrio.
A Noruega, com pouco mais de 320 mil quilômetros quadrados de área, exibe beleza natural impressionante. A terra do Papai Noel e do Sol da Meia-noite também é o país dos fiordes, golfos estreitos e profundos formados entre montanhas altas. O fiorde de Geiranger penetra quase 20 Km entre montes de mais de 1,5 mil metros de altura, a beleza do lugar atrai turistas do mundo inteiro.
O esqui é uma mania nacional. Os noruegueses começam a praticar o esporte ainda na infância. Por isso , há estações que funcionam inclusive no verão, que não ultrapassa os vinte graus centígrados, é difícil, para nós brasileiros, acreditarmos num verão desses.
Mas existe uma parte da Noruega nada singela. Oslo, é uma cidade cosmopolita. Lojas e cafés misturam-se com imponente palácio real, residência oficial do rei Harald, feito em 1848.
Outra atração obrigatória da cidade é o parque Gustav Vigeland, cerca de 200 esculturas de inspiração erótica estão espalhadas por uma fabulosa área verde.
É impossível passar pela Noruega sem ouvir falar dos Vikings, povo mais conhecido por sua crueldade com os conquistados do que por suas habilidades como navegadores. Em Oslo, há o museu dos Vikings, montado para mostrar um pouco mais da vida desses conquistadores escandinavos que alcançaram o auge entre os anos 800 e 1050. No verão de 984, Erik, o Ruivo, chegou à Groenlândia, na época povoada por esquimós nômades. Mas foi seu filho, Leif Eriksson, ou Leif, o Sortudo, que no ano 1000 decidiu navegar um pouco mais para o oeste e acabou chegando a uma terra que batizou de Vinland. Quase cinco séculos antes do navegador genovês Cristóvão Colombo, o viking tinha descoberto a América. Na Noruega, como se vê, não há nada de sombrio, e sim é um lugar fascinante.Bruno O. Barros (nº08)
7ª série D
quarta-feira, 9 de maio de 2007
Da rigidez à impotência, ao Wikipedia.
Eu acredito num pensamento assistemático, sem definições fechadas, obrigações metodológicas ou engaiolamentos temáticos. Pensamento bom é pensamento cru. Desdobrar é pedir desnecessárias desculpas pela crueza das verdades que construímos através da nossa experiência pessoal. Talvez eu até exclua dessa minha crítica desdobramentos com finalidades puramente didáticas, visto que a inexistência desses didatismos colocaria em risco de colapso o próprio sistema educacional do mundo em que vivo (não que tal colapso seja tão ruim quanto soe, mas sem dúvida seria um inconveniente social pelo qual não quero me sentir nem um pouco responsável e nem esse é o meu objetivo), mas no geral a construção do saber vem se dado em fórmulas, que é precisamente o que aqui condeno. Ainda carregamos toneladas do pensamento cartesiano e somos influenciados por este em determinadas tomadas de decisões que fazemos no decorrer da vida. Quem nunca achou que precisava deixar o coração de lado numa busca por resposta a alguma questão em particular? Essa idéia de que o coração pode, de alguma forma, ser deixado de lado ou ao menos ter suas influências diabólicas diluídas num substrato dito racional é essencialmente equivocada. Fazê-lo seria anular o que nos faz verdadeiramente humanos. Somos constituídos fundamentalmente de pensamentos, e esses pensamentos não se classificam em puramente racionais ou emotivos, em verdadeiras ou falsos, em plausíveis ou implausíveis. Esses pensamentos são fluidos ativos e inativos ao mesmo tempo. Bons e maus.
Sistematizar idéias e gerar taxonomias pode até ser interessante num processo de introdução e apresentação de pensamentos (admito... talvez...), mas não o é no Mundo Ideal, num mundo onde todos se reconheçam como seres humanos pensantes e orgulhem-se da compreensão que fazem das suas próprias idéias, sejam estas compartilhadas ou não. Se for para existir desdobramentos, que sejam antes da idéia sair da cabeça que a gerou.
Ou talvez eu esteja sendo absolutamente paradoxal e ridículo nessas minha idéia admitidamente ainda patética e com profundidade de uma poça d'água, mas promissora naquilo que eu entendo como meu próprio universo e verdade. Uma verdade que se deleita ao encontrar paradoxos cômicos como o meu amor pelo conceito por trás do Wikipedia, que nada mais é do que o exemplo máximo do que seria uma mega taxonomia pós-moderna do mundo a la Matrix.
Ah, como eu me orgulho de ser uma pessoa contraditória...
Escrito por
Bruno O. Barros
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4:28 PM
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