terça-feira, 3 de julho de 2007

Escrevendo em 1997...

Relatório de alguma excursão que fiz em 1997. E eu pensava que eu era o bom nessa época...

A nossa excursão começou aproximadamente às 7:30 do dia 27 de abril do corrente ano, daí em diante começamos a nossa jornada com o objetivo de aperfeiçoarmos mais os nossos conhecimentos sobre o Nordeste, incluindo Sergipe.

Estamos na cidade de São Francisco, observamos a estrutura da cidade, e o que predomina é a agricultura, a policultura. No interior, as pessoas tem um estilo de vida diferente, é tudo mais tranquilo, pois não há tanta violência.

São Francisco é uma cidade pobre, com poder aquisitivo baixo, aliás em Sergipe existem várias cidades pobres, onde o setor que predomina é o setor primário.

Em Cedro de São João, o dia é quente e a noite é fria (mudança térmica), há uma grande ausência de árvores, por sinal é uma cidade muito suja, onde o saneamento básico é aparentemente precário. Antigamente o plantio de arroz era diferente, não havia irrigação, esperava-se o Rio São Francisco encher e alagar as áreas, aí plantava-se o arroz.

O homem contribuiu muito para destruir a natureza, hoje não podemos tomar banho no lago, porque a água é parada e perigosa por causa da poluição.

O clima de Cedro de São João é muito quente, a população vive do artesanato e da costura, o bordado ponto de Marca é muito usado aqui, o Redendê, onde vão vender em Tobias Barreto, Recife e Maceió. Outra importante atividade é a fabricação da carne de sol, a policultura e o arroz.

Na cidade de Telha, a agricultura do arroz é o que predomina, pois a lagoa ajuda nesta agricultura, é feita por gravidade, onde a água vem escorrendo pelo canal. Foi muito importante a mecanização e a irrigação nesta região, pois está muito difícil encontrar mão de obra qualificada, afirmou um agricultor da região.

Vimos uma Colheitadeira, que substituiu o trabalho manual de vários homens, e um dos homens que estavam lá, levou-nos em uma fábrica de arroz.

Telha sobrevive somente do arroz. Antigamente, as cidades de Propriá, Telha e Cedro,eram praticamente inundadas, hoje trabalha-se através de irrigação, usando-se técnicas modernas.

O rio São Francisco baixou muito suas águas, por causa do excesso de represas.

Quanto à plantação do arroz, esta varia muito de qualidade, pois uns são bons outros são mais ruins. A casca do arroz tem várias utilidades, serve para granja, para o animal comer.

A China tem grande plantio de arroz. Tem várias usinas que fornece energia através da queima da casca do arroz.

De todas as cidades do Vale São Francisco a mais importante é Propriá, com seu comércio , setor terciário, toda a região em volta depende do comércio de Propriá para se abastecerem, onde tem vários Bancos.

Propriá, que se localiza na região do “baixo São Francisco”, é hoje um dos grandes centros regionais de Sergipe . Lá aprendemos que nem só de beleza vive o Rio São Francisco, afinal ele é muito importante para a região onde estávamos (e para todo nordeste também), que por sinal era uma região navegável. Suas principais importâncias eram a irrigação, a pesca, que também pode ser considerado uns dos meios de vida daquela população, o abastecimento d’agua, e a navegação, se bem que a navegação não vem sendo mais usada com tanta freqüência, como antes da construção da ponte que liga as duas margens do rio. Aprendemos também que o arroz é a principal fonte de renda da cidade, e que ainda em Propriá podemos encontrar um certa quantidade de indústrias de macarrão, farinha de trigo, e arroz. A CODEVASF que foi criada em 1975, com o objetivo de “cuidar” do Rio São Francisco, está atualmente inabilitada, provavelmente por motivos econômicos. Propriá está atualmente “ligada” a Linha Ferroviária Leste do Brasil.

Deveria o poder público investir no turismo na beira do rio, seria uma atividade muito importante para desenvolver a cidade.

Propriá caiu muito, várias fábricas fecharam, está precisando voltar a crescer.

A cidade de Neópolis, vive mais da cultura do arroz, há também a fábricas de tecido.

Neópolis tem um dos melhores carnavais de rua do Estado. O dia de Neóplois é quente e a noite é fria.Outra cidade onde deveria ser desenvolvido o turismo, há também outro meio de comércio, a travessia para Penedo em Alagoas, pois não há outro meio de atravessar o rio; Penedo tem arquitetura muito antiga, há muitos anos havia o festival de cinema.

Todas as cidades ribeirinhas, tem características parecidas, a tranquilidade, a pesca, etc... O rio São Francisco é a riqueza da região,oferece área de lazer, fonte de renda, e alimentação. Este magnífico rio deveria ser explorado como área de lazer, oferecendo passeios de barco, com os devidos cuidados, para não jogarem lixo no rio.

A vegetação na beira do rio e perto do mar, tem muito coqueiro, que é uma grande fonte de renda.

Percebe-se que a mecanização hoje, nos países subdesenvolvidos é aplicada somente nos produtos onde há interesse de exportá-los.

Não entende-se porque as populações ribeirinhas, que são tão pobres, só podem plantar para exportar, tudo isso deve ser analisado. Outra questão, é ver se o Platô de Neópolis vai ser importante para a população local, que está passando fome.

Em Barreiras, onde há plantação de soja ( que é muito rica), a população vive na miséria. Todo o lucro, ou material de consumo é usado para exportação, esse tipo de agricultura não é tão importante para o 3º mundo, só é importante para o 1º mundo, são os que vão ser beneficiados pela boa mercadoria. Todo produto de boa qualidade é exportado e para o próprio brasileiro fica o produto de má qualidade.

Enfim, os países subdesenvolvidos produzem somente para a exportação, por Ex.: a fábrica de arroz que vimos, o arroz que fica aqui, é muito pouco, pois os grandes produtores produzem somente para exportar, ou para outros Estados mais ricos.

A mecanização é muito importante, desde que, a população do local seja beneficiada, através da educação e saúde. Em países Europeus onde há mecanização na agricultura, o agricultor trabalha poucas horas por dia e usurfrui das benfeitorias.

Há uma grande problema em Sergipe, é que a Capital é muito perto dos interiores, qualquer pessoa que precise ir ao hospital, pega a ambulância do prefeito e vem, como também as escolas, os políticos arranjam ônibus para os estudantes, essa é uma maneira de tornar os cidadãos dependentes dos políticos.

Em Santana do São Francisco (Carrapicho), as pessoas sobrevivem da arte, ´que é pouco valorizada. Ex. Pezão, escultor. Os trabalhos são em barro, fazem potes, bonecos, etc., mas em nosso país esse trabalho não e muito valorizado. Utilizam a argila, como matéria prima. A pesca também é outra atividade desta cidade.

Chegamos ao final da excursão, mais uma vez conhecemos nossa realidade, as necessidades de nosso povo, e podemos ver com clareza, que para tudo há solução, basta nossos políticos terem boa vontade, e respeitarem mais um pouco o povo.

Bruno Oliveira Barros
8ª D

1 comentários:

Kelma disse...

Eu tb fui pra essa excursão, com Batoré!! hehehe
Até andar de tototo a gente andou! kkkkkkkk