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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Clipe de "Mapa Astral" de Daniel, O Invisível.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Daniel, O Invisível: "Hoje" [comentada]

Hoje comento mais uma música de Daniel, O Invisível. "Hoje", ninguém sabe, foi feita tendo como base a melodia de "Sem Fantasia" de Chico Buarque. Passei meses completamente aficionado pelo clima depressivo e misterioso dessa música que, na minha opinião, está no TOP 5 do Chico. Escrever "Hoje" foi uma forma de me livrar desse vício que, suspeito, por pouco não me fez mal. Em "Hoje" busquei produzir a mesma atmosfera sufocante de "Sem Fantasia" e até alguns acordes são iguais.

Através da letra me afastei da temática de "Sem Fantasia" (que aborda o término de uma relação entre um rapaz e uma mulher bem mais velha), aproximando-me de um assunto ainda mais etéreo e inexplicável: o sonho.

"Hoje" tem início com uma inversão temporal do falar: "Ontem te vi amanhã com medo de estar querendo perder a mim - que hoje estou buscando evitar tal amanhecer sombrio que espera por nós." Esse primeiro verso (que, sozinho, toma 1/3 da música) descreve um pesadelo que, no ponto de vista daquele que sonhou, tem características premonitórias.

O egoísmo e a insegurança do nosso personagem central se revela nos próximos versos. Trata-se de uma onda crescente de pensamentos que, acompanhados de uma sonoridade cada vez mais empilhada em camadas, findam em ofensas dirigidas à amada (que, possivelmente, uma hora dessas já nem se encontra mais no local).

Clique "play" para ouvir.




"Hoje"
Bruno Barros

Ontem
te vi amanhã
com medo de estar
querendo perder
a mim
que hoje estou
buscando evitar
tal amanhecer
sombrio
que espera por nós...

Quem iria imaginar
te ver livre a pensar
em ver a mim largado enfim?

Pois só assim para findar no
hoje
e organizar
o medo de pensar no medo
de tê-la roubada,
bandida!
Falada,
caída!
Perdida na vida...


Se quiser, compare as duas músicas.

Site Oficial: danieloinvisivel.com
MySpace: myspace.com/danieloinvisivel

sábado, 26 de janeiro de 2008

Daniel, O Invisível: player com o disco novo.

"Fazendo Kitsch em Ré Menor na Travessa do Último Riso" (2008)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Daniel, O Invisível: "Mapa Astral" [comentada]

A partir de hoje vou ficar postando as letras das músicas de Daniel, O Invisível, com um player para ouvi-las. E ainda, vou tecer comentários a respeito da música e dos seus significados. Não vou seguir a ordem dos discos pra não ficar previsível demais.

A primeira é "Mapa Astral (ou Tudo ao Revés)", segunda música do disco novo. "Mapa Astral (ou Tudo ao Revés)" é dividida em duas metades distintas: a primeira trata-se de um tango, o brega latino (lembrando que o brega é o objeto de "estudo" desse disco); a segunda parte constitui-se num solo com influências psicodélicas. Na verdade essa idéia de fazer uma música dividida dessa forma é bem antiga... no Mala Mágica tinhamos uma música chamada "O Sol (Não se Move)" que tinha uma estrutura MUITO parecida com "Mapa Astral (ou Tudo ao Revés)".

Quanto ao conteúdo, a música narra as armadilhas de se apaixonar por uma daquelas meninas travestidas de lolita, tatuadas com constelações, pequenas, suburbanas, ou tudo ao revés. O narrador (que eu chamo de "bom vedor", ou bon voyeur) as trata como a personificação do próprio mal; de um mal puro e primitivo. Não tratam-se das Evas de um mundo machista, mas da própria serpente - com suas presas transbordando peçonha.

É claro que o "bom vedor" é a figura ideal de um bobo; de um fraco; de um "pobre rapaz". Os corações temerosos e virginais desses jovens demonizam e transformam em personagem o ardor fulmegante do rebolado sensual dessas "anjinhas".

Rebolado que, ao meu ver, acompanha todo o longo solo de guitarra que fecha a música.

Clique "play" para ouvir.



"Mapa Astral (ou Tudo ao Revés)"
Bruno Barros

Na pele
tem pintado
a sangue tracejos
de um mapa astral.

Tais anjos
se esbaldam nas farças
que brilham nos olhos do
bom vedor.

São mentiras que de perto
soam sublimes ao amador
(em meio a dor).

Quais falácias de tantas
poderiam sobreviver
sem se render
ao mal?

Pequenas,
suburbanas, morenas, alegres,
(ou tudo ao revés).

Secretam
sua peçonha
em mentes impuras,
mas tão banais.

Se esvaem com o vento,
brincam com a sorte
e lhes roubam a paz
(ó pobre rapaz!)

Quais falácias de tantas
poderiam sobreviver
sem se render
ao mal?


Site Oficial: danieloinvisivel.com
MySpace: myspace.com/danieloinvisivel

Daniel, O Invisível, Fazendo Kitsch em Ré Menor na Travessa do Último Riso.

O disco novo de Daniel, O Invisível, já está disponível para download.

Abaixo, uma resenha do disco que saiu no MP3 Magazine:

Segundo a enciclopédia eletrônica Wikipédia, "kitsch é um termo de origem alemã (verkitschen) que é usado para categorizar objetos de valor estético distorcidos e/ou exagerados, que são considerados inferiores à sua cópia existente... Eventualmente, objetos considerados kitsch são também apelidados de brega no Brasil."

Em seu segundo EP, "Fazendo Kitsch em Ré Menor na Travessa do Último Riso", o trio sergipano "Daniel, O Invisível", consegue a façanha de subverter o próprio conceito de kitsch. O novo trabalho pretende desconstruir a música considerada brega (Kitsch), transformando-a em algo moderno e bem acabado. Ou seja, em vez de fazer uma cópia inferior ao original, Daniel transforma música ruim em coisa fina.

O poder alquímico do grupo é realmente surpreendente. Serestas, boleros, tangos e demais gêneros e estilos musicais calcados em dor-de-cotovelo e arranjos de gosto duvidoso recebem programações eletrônicas, teclados e guitarras. Desta forma, "Fazendo Kitsch em Ré Menor na Travessa do Último Riso" empresta uma roupagem atual e melhorada aos gêneros que lhe inspiraram, criando algo totalmente novo.

A sonoridade do disco é etérea e depressiva, expressando musicalmente toda a dor contida nas letras. Ao contrário do que possa parecer, não há qualquer traço de deboche ou escárnio nas composições. Pelo contrário. Daniel não tem medo de soar ridículo e é exatamente isso que empresta veracidade ao seu trabalho. Os caras exploram a música brega com paixão, sem pudores ou preconceitos.

No fim das contas, "Fazendo Kitsch em Ré Menor na Travessa do Último Riso" acaba sendo um excelente trabalho de pesquisa musical e experimentalismo. É como assistir a um show de Nelson Gonçalves, Ângela Maria, Elizete Cardoso e Silvio Caldas, acompanhados pelos Mutantes, numa nave espacial. Não dá pra entender direito o que está acontecendo, mas dá pra curtir muito.

Site Oficial: danieloinvisivel.com
MySpace: myspace.com/danieloinvisivel

sábado, 22 de dezembro de 2007

Tio Bob e seus filhos.

1. Bob Dylan é um gênio.
2. Samuel Rosa cantou mal.
3. Kaolin não fez feio.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Review do primeiro disco de Daniel, O Invisível.

OK, não é bem um review, mas é uma opinião bem construída feita por alguém que entende muito de música e de produção musical. Estou falando de Leandro Becker da revista eletrônica MP3 Magazine, uma das maiores da cena independente do país.

Leandro disse o seguinte no tópico de avaliação de bandas:

Fala, Bruno, blz? Rapaz, só de ler as suas influências o sujeito já compreende o seu som: Nelson Gonçalves, Thom Yorke e Cartola! hahahaha... sensacional.

O seu trabalho me parece ser feito no melhor estilo Max de Castro, ou seja, você programa, toca, canta etc, não é isso? Eu gosto muito. Achei o resultado interessantíssimo. É um samba eletrônico, com uns riffs de rock e tal.

Gostei da participação da menina na 4ª faixa. O seu trabalho me lembrou um pouco o do ChicoCorrea, conhece? A diferença é que ele toca com uma banda grande.

Quanto à gravação, não tem muito o que dizer, já que me parece ter sido tudo produzido num home estúdio. Sendo ou não sendo, o resultado é muito bom.

domingo, 11 de novembro de 2007

Daniel, O Invisível, reaparecerá em breve.

Como o bandido de Interpol, Daniel, O Invisível, reaparece de tempos em tempos. Sua primeira aparição foi em Janeiro desse ano (com o disco Daniel, O Invisível, Apresenta: Sambas Para Um Amor Violeta Vol. 2); e em Janeiro de 2008 Daniel, O Invisível, promete um retorno. Dessa vez o samba será deixado de lado e uma outra forma de expressão musical tomará lugar de destaque no palco.

Daniel, O Invisível, é um projeto musical totalmente independente. Não é uma banda. Não faz shows. Não vende discos. A idéia é só fazer música, gravar e disponibilizá-las gratuitamente na internet para quem quiser ouvir. A única regra é que os discos devem ser temáticos. A cada disco uma nova narrativa musical é construída, tanto na forma quanto no conteúdo.

Para quem ainda não ouviu o primeiro disco:

Site oficial.
Página no MySpace.
Página no TramaVirtual.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Como se não bastasse...

Amanhã além de Arctic Monkeys e Hot Chip, ainda vou adquirir algumas cervejas no show do Montage, a banda cearense mais gay e mais bad ass que conheço.



Pra quem quiser mais afetação e electro punk: só clicar aqui.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Oh, that boy's a slag...

Há quem exagere e diga que é o novo The Smiths, e há quem nem escute só por estar em evidência. O que importa é que eu adoro Arctic Monkeys e no final do mês vou prestigiá-los ao vivo no TIM Festival. Acho que a comparação com a banda do Morrissey tem origem na temática e na estrutura das letras do garotão Alex Turner.

Abaixo, "Fluorescent Adolescent"



You used to get it in your fishnets
Now you only get it in your night dress
Discarded all the naughty nights for niceness
Landed in a very common crisis
Everything's in order in a black hole
Nothing seems as pretty as the past though
That Bloody Mary's lacking a Tabasco
Remember when he used to be a rascal?

Oh that boy's a slag
The best you ever had
The best you ever had
Is just a memory and those dreams
Not as daft as they seem
Not as daft as they seem
My love when you dream them up...

Flicking through a little book of sex tips
Remember when the boys were all electric?
Now when she tells she's gonna get it
I'm guessing that she'd rather just forget i
Clinging to not getting sentimental
Said she wasn't going but she went still
Likes her gentlemen to not be gentle
Was it a Mecca dabber or a betting pencil?

Oh that boy's a slag
The best you ever had
The best you ever had
Is just a memory and those dreams
Weren't as daft as they seem
Not as daft as they seem
My love when you dream them up
Oh, where did you go?
Where did you go?
Where did you go? Woah.

Falling about
You took a left off Last Laugh Lane
You just sounded it out
You're not coming back again.

Falling about
You took a left off Last Laugh Lane
You just sounded it out
You're not coming back again.

You used to get it in your fishnets
Now you only get it in your night dress
Started all the naughty nights with niceness
Landed in a very common crisis
Everything's in order in a black hole
Everything was pretty in the past though
That Bloody Mary's lacking in tabasco
Remember when he used to be a rascal?

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Overdose em Setembro e Outubro.

sábado, 25 de agosto de 2007

Se tudo der errado na minha vida, esse serei eu idoso:

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Cunhado tosco = YouTube!

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Eu sou bom (e tire com o gancho).

Se ser bom fosse dar certo, eu não seria tão bom quanto eu sou. As vezes passo horas escutando os pequenos clássicos das bandas que já montei: Sonnet (1999-2003), Mala Mágica (2003-2004), Os Verdes (2005-2006) e, atualmente, Daniel, O Invisível. Esses momentos de contemplação e de masturbação do ego me fazem sentir o quanto frio é o chão e o quão genial você se torna com a cabeça nas nuvens. Fiz muita coisa boa com o Sonnet e com o Mala Mágica. Foram muitos microclássicos da música independente inexistente. Todos estes numa época em que sonhos adolescentes ainda eram válidos como combustível da vida. [na foto ao lado, Sonnet em 2000: Ramon Ayres, Matheus Batalha, Danilo Ryuko, Assis Almeida, Bruno Barros]


Com Os Verdes eu já estava desgostoso da realidade da cena independente e apesar de gostar de algumas músicas dessa fase, acabei me deixando levar mais pela virtuose criativa dos meus parceiros de banda. Tocando com Os Verdes, meu olhar a respeito da música independente já era duro e cínico (algo que veio se construindo nos últimos meses de vida do Mala Mágica). Eu já tinha levado muito toco. Já tinha me dado conta do quão patético e artificial é público que frequenta os shows alternativos. Inclusive, foi essa visão cansada que me fez repensar a idéia que eu fazia dos shows. Comecei a entendê-los com apêndices defeituosos do verdadeiro potencial criativo dos músicos ali tocando. Estava na hora de fazer música por regozijo próprio. E só. Sem shows nem nada disso. Estava na hora de fechar minhas músicas no momento em que elas tomavam corpo. Nos seus registros. Nas gravações. Daí surgiu Daniel, O Invisível.

Com excessão d'Os Verdes, sempre tive como parceiro musical o saudoso e auto-destrutivo Assis. Físico, cachaceiro e conhecedor dos prazeres da vida, Assis sempre foi melhor que eu na construção de progressões de acorde. Temos algumas idéias afins e muitas outras diversas. Daniel, O Invisível, surgiu desses raros momentos em que concordamos totalmente com algo. Estava na hora de ignorar a cena, as pessoas, a vontade de ser ouvido. A idéia agora era só reunir um grupo de músicas nossas, gravar, colocar num site, e só. Sem divulgação. Sem show. Sem porra nenhuma. O primeiro volume de Daniel, O Invisível, reuniu quatro pseudo-sambas que vinhamos guardando em nossos HDs havia algum tempo. Tenho muito orgulho desse disco. É pequeno, simples, bem feito e (muito) sincero. [na foto ao lado, show do Sonnet em Março de 2002 no Kaxaçaria, na Orla de Atalaia em Aracaju]

Eu diria até que Daniel, O Invisível, é o meu grande masterplan.
É onde eu posso respirar aliviado, sem pretensões adolescentes, sem
obrigações ou cobranças. É o meu baú. É onde depositarei tudo aquilo
que faço musicalmente e que chamo de arte. Os meus devaneios e chistes musicais eu deposito no YouTube como Tio BOB, hehe.

O segundo volume do Daniel, O Invisível, deverá ter por volta de quatro a cinco músicas, e provavelmente todas estas serão retomadas da época do Mala Mágica. Serão músicas que merecem, como Lázaro um dia o fez, respirar por mais tempo do que o destino lhes havia reservado. Se pudermos ainda incluiremos duas música cujas composições não são nossas, mas de Lúcio Poconé, nosso querido junkie baixista do Mala Mágica. Espero que esse volume saia até o final de Dezembro. Essas gravações são sempre complicadas. Eu moro no Rio. Assis em Recife. E Léo Airplane (o produtor) em Aracaju. Mas no Natal a gente dá um jeito.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Semi-deuses do TOSCO!

Eu pensava que a Please No!, em toda sua auto-consciência, de alguma forma conseguia ser tosca. Pensava isso também da sagaz Marli e seu famoso videoclipe... mas sempre que encontro coisas como СтеклоVата fica-me mais claro que as coisas mais toscas são sempre as mais sinceras.

Abaixo, o clipe de Новый год:

domingo, 5 de agosto de 2007

Foi de chorar...

Nunca me emocionei tanto num evento público. The Magic Numbers chegou no Rio e mostrou como fazer música à moda antiga... como minha mãe diz: música de bailinho, pra dançar abraçadinho. O show foi muito além das minhas expectativas (que eram doentemente altas)!

Olha aí um trecho do que rolou no circo voador naquela noite do dia 25 de Julho desse ano.



Esse show vai ficar pra sempre no meu coração.

E espero que a promessa de palco de Romeo Stodart torne-se realidade: próximo show deles aqui em Fevereiro!

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Na Base #04.

The Beach Boys é de chorar. Sem mais, aí está a música que eu e Kelminha temos como hino do nosso relacionamento.



The Beach Boys
"Wouldn't It Be Nice"

Wouldnt it be nice if we were older
Then we wouldnt have to wait so long
And wouldnt it be nice to live together
In the kind of world where we belong

You know its gonna make it that much better
When we can say goodnight and stay together

Wouldnt it be nice if we could wake up
In the morning when the day is new
And after having spent the day together
Hold each other close the whole night through

Happy times together weve been spending
I wish that every kiss was neverending
Wouldnt it be nice

Maybe if we think and wish and hope and pray it might come true
Baby then there wouldnt be a single thing we couldnt do
We could be married
And then wed be happy

Wouldnt it be nice

You know it seems the more we talk about it
It only makes it worse to live without it
But lets talk about it
Wouldnt it be nice


E, de bônus, ainda vai "Heroes and Villains" do grande e eterno líder dos Beach Boys, Brian Wilson:



The Beach Boys
"Heroes and Villains"

I've been in this town so long that back in the city
I've been taken for lost and gone
And unknown for a long long time

Fell in love years ago
With an innocent girl
From the Spanish and Indian home
Home of the heroes and villains

Once at night Catillian squared the fight
And she was right in the rain of the bullets that eventually brought her down
But she's still dancing in the night
Unafraid of what a dude'll do in a town full of heroes and villains

Heroes and villains
Just see what you've done

Heroes and villains
Just see what you've done

Stand or fall I know there
Shall be peace in the valley
And it's all an affair
Of my life with the heroes and villains

My children were raised
You know they suddenly rise
They started slow long ago
Head to toe healthy weathy and wise

I've been in this town so long
So long to the city
I'm fit with the stuff
To ride in the rough
And sunny down snuff I'm alright
By the heroes and

Heroes and villains
Just see what you've done

Heroes and villains
Just see what you've done

sábado, 23 de junho de 2007

Na Base #03.

Magic Numbers é, sem qualquer dúvida, uma necessidade primária. A banda surgiu, para mim, como um espasmo involuntário. Nada havia me preparado para aquilo. Não precisei criá-la no meu íntimo, nem mesmo aprender a apreciar as progressões de acorde açucaradas. Simplesmente foi paixão à primeira vista.

E, ainda mais inesperadamente, essa paixão não será platônica. No final de Julho estarei presente no festival de música independente em que Magic Numbers fará parte aqui no Rio. Como diria algum apresentador de orientação sexual não-cristã do Disney Channel: é, tipo, mágico.

Abaixo (em homenagem ao ultimo, e erótico, post), I See You, You See Me:



Magic Numbers
"I See You, You See Me"

I never wanted to love you, but that's ok
I always knew that you'd leave me anyway
But darling when I see you, I see me

I asked the boys if they'd let me go out and play
They always said that you'd hurt me anyway
But darling when I see you, I see me

Its alright I never thought I'd fall in love again
Its alright I look to you as my only friend
Its alright I never thought that I could feel this something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again

I never thought that you wanted for me to stay
So I left you with the girls that came your way
But darling when I see you, I see me
I often thought that you'd be better off left alone
Why throw a circle round a man with broken bones
But darling when I see you, I see me

Its alright I never thought I'd fall in love again
Its alright I look to you as my only friend
Its alright I never thought that I could feel this something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again

You always looked like you had something else on your mind
But when I try to tell you, you'd tell me never mind
But darling when I see you, you see me

I wanna tell you that I'll never love anyone else
You wanna tell me that you're better off by yourself
But darling when I see you, you see me

This is not what I'm like [x4]
This is not what I do
This is not what I'm like
I think I'm falling for you

I never thought - This is not what I'm like
I never thought - This is not what I do
I never thought - This is not what I'm like
I never thought - I think I'm falling for you
I never thought -
I never thought -
That I could feel this something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again

And it looks like
I feel this something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Não dá pra perder...

Cartaz oficial da pr��xima Derrota (feito por mim).

Eu admito, sou um derrotado oficial. N��o tem jeito. A Derrota me persegue. Em Julho estarei indo para Aracaju marcando presen��a na ATPN dia 14, na Derrota cujo tema �� o singelo "espalhando alegria."

Vai rolar muita coisa ruim nessa Derrota: The Honkers (eca!), Movidos a ��lcool (aff), Baka Sentai (nunca ouvi falar bem), A-Parecido (a coisa mais tosca que pode existir), Totalmente Beautiful (que hoje j�� est�� totalmente chato), Total Massacre ATK (se o original �� ruim, imagine o cover), B Ramones (��dem), Raul Seixas Cover (talvez a ��nica banda que destoa do resto da festa).

E o pior da Derrota �� que quanto pior, melhor.

Est�� marcado ent��o, ATPN dia 14 de Julho ��s 20h: Tio BOB fantasiado de Bruno Barros (ou ser�� o contr��rio?).

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Apurando a urêa.

Hoje eu estava no ponto de ônibus pensando sobre como funciona o processo evolutivo dos nossos sentidos (visão, audição, olfato, tato e paladar) enquanto escutava Björk sem entender exatamente como eu havia aprendido a apreciar aquele som esquisito. Como é possível, por insistência, passar a gostar de algo que tínhamos repulsa no passado? Essa é uma pergunta complexa e que exige uma resposta complexa, mas dela pode-se esboçar algumas anotações regadas a cerveja. Por exemplo, chamo aqui essa adaptação dos sentidos de processo evolutivo por dois motivos: a) trata-se de um processo porque pode-se atestar empiricamente que não se dá da noite para ou dia, levando (de acordo com uma série de necessidades) um determinado tempo para se concretizar; b) trata-se de uma evolução no sentido negativo-positivo, ou simples-complexo, levando-se em conta que esse seja o sentido recorrentemente encontrado em todo e qualquer aspecto da natureza.

Acreditando-se nesse dois pontos elimina-se por completo qualquer valor do patético argumento freqüentemente utilizado por aqueles se negam a despender esforço psíquico e cognitivo na compreensão através dos sentidos, de determinados objetos. Refiro-me (e aqui dou espaço a um inevitável sentimento de asco) exatamente à frases do seguinte naipe: "Música boa é aquela que você gosta de primeira... é ridículo ter que ouvi-la várias vezes pra gostar."

(Porra. Tal frase só pode ter saído de um hominídeo que teve muita sorte de chegar nesse nível de evolução biológica em que nos encontramos. Quero deixar claro também que trata-se de uma versão crua, mas claramente editada por mim, visto que tal criatura não saberia o princípio básico do uso da ênclise. Além disso, pode parecer que estou, aqui, gerando um evidente juízo de valor, onde "música boa" seria referente ao que chamo de evolução positiva ou que vai em sentido a uma complexidade. Isso não é totalmente verdade. Emito juízo de valor sim, mas não nessa ordem. Explicarei mais abaixo o que entendo por complexidade.)

Björk feliz da vida...

Em outras palavras: assim como aprendemos a gostar do sabor de uma cerveja gelada, ou daquela salada que sua mãe insistia tanto pra você comer na infância, podemos aprender a apreciar sons que a princípio nos soam estranhos e alienígenas. Uma boa música pop é aquela que não exige tal aprendizado. Essa é a favorita do hominídeo sortudo. E conforme a complexidade da música aumenta, através de camadas e texturas sonoras ou através de uma descontextualização social e estranheza com a mesma, vai-se exigindo do ouvinte um melhor apuro dos órgãos responsáveis pela audição. E, pelo que me parece, trata-se de um apuro que se dá através de treinamento, repetição e por uma série de outros valores e significados que se expandem numa escala sócio-cultural.

Trato dessa questão também nesse âmbito sócio-cultural porque acredito que seja possível apreciar com mais eficácia uma determinada música por esta tratar-se do hino do seu time de coração; ou por estar a tocar num determinado e importante momento da sua vida que ficou marcado na memória.

Acredito também que essa evolução da nossa capacidade de apreciar sons complexos não pode, em hipótese nenhuma (exceto, talvez, por dano cerebral) involuir. Ou seja, quando sua capacidade cognitiva referente ao som se habitua a um determinado complexo sonoro, para sempre se estará preparado a compreendê-lo. E, repito, esse som complexo não precisa necessariamente ser um Stravinsky, mas um Babau do Pandeiro.

Agora, porém, fico com um pouco da musa que me fez começar esse post pobre e desconexo: Björk.