Faz alguns dias que não posto aqui no blog; O motivo é a falta de ócio. Só para ilustrar: fiquei até 3h da manhã fazendo um trabalho de Projeto de Programação Visual com George e Bruna.
Num próximo post vou falar um pouco sobre My Sassy Girl: um divertido e inofensivo filme coreano que assisti numa dessas madrugadas. Por pressa, posto agora um diálogo entre eu e minha futura esposa ocorrido no dia de ontem:
* * *
- O bom é que conseguimos um outro patrocínio.
- Com quem? - perguntei.
- Com a Apple.
Dada a resposta, saí do banheiro com as mãos ainda sujas de creme para cabelos. Encostei-me na porta do quarto onde estava Kelma e, assombrado, repeti:
- Com quem?
- Com a Apple.
- A Apple?
- A Apple.
- Aquela que faz o iMac? O iPod?
Houve três segundos de silêncio.
- Não, né? É outra daqui.
Voltei para o banheiro e lavei as mãos.
quinta-feira, 29 de setembro de 2005
Patrocínio.
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Bruno O. Barros
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6:10 PM
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sábado, 24 de setembro de 2005
O respeito pelo Grande M.

O retorno do McDonald's!
Foto da Tia Kelma.
O título desse post traduz com precisão o que sinto pelo McDonald's. Enquanto a maioria brinca de ser bom, o Grande M leva à sério! Esse ícone definitivo do capitalismo traduz todas a qualidades desse sistema socio-econômico. Vou enumerar aqui 10 dos motivos que me fazem amar e respeitar a cada dia o Grande M:
01. Controle de qualidade.
02. Sabor.
03. Atendimento.
05. Limpeza.
06. Variedade.
07. Senso de humor.
08. Embalagens.
09. Sorriso falso dos funcionários.
10. Banheiros.
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Bruno O. Barros
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2:14 AM
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quinta-feira, 22 de setembro de 2005
Promoção: Flickr.
Não dá nem pra acreditar que um serviço com o nome tão feio quanto o Flickr seja tão bom. Quando eu visitei o site pela primeira vez achei confuso e com opções demais. O fato de pertencer ao grupo Yahoo me fez persistente. Acabei descobrindo o quão excelente é o Flickr.
Pra que não sabe, o Flickr da Yahoo trata-se de um sistema de flog muitíssimo mais complexo e eficiente que o terrível Fotolog.net! Nele é possível armazenar 20 megas de fotos por mês (isso dá mais de 200 fotos na resolução de 500x375 usada no Fotolog.net). Além disso, existe um sistema de organização de fotografias completíssimo e totalmente integrado ao site: o Organizr. Com o Organizr você pode separar suas fotos em até três pastas com temáticas diferentes (por exemplo: fotos ruins, fotos boas e fotos da escola). Também é possível adicionar "tags" às imagens, de modo que torna-se fácil fazer uma busca pelas imagens exatas que você quer. Outro grande diferencial é que você pode mandar imagens em alta resolução (de 5 megapixels, por exemplo) e a pessoa que visita sua página no Flickr tem acesso a essa imagem em diversos formatos, inclusive no formato original que você postou.
O Flickr (do Yahoo), na verdade, lembra bastante o Orkut (do Google); Enquanto o Orkut é mais voltado para comunicação via texto, o Flickr dirige-se totalmente à comunicação visual. Existe até o equivalente às comunidades do Orkut: no Flickr o nome é groups. Através dos groups você navega por diversos tipos de fotografias postadas pelos usuários do Flickr (e, assim como no Orkut, cada um tem seu profile e você pode adicionar como amigo). Os groups, como as comunidades, são temáticos... por exemplo: groups de flores (onde só tem fotografias de flores). Ah... para se inscrever no Flickr basta ter uma conta no Yahoo (ou seja, metade do mundo já faz automaticamente parte do Flickr).
E, apesar de todos essas qualidades, confesso que ainda não me sentia totalmente compelido a usá-lo. Tomei essa decisão quando descobri que o Flickr trabalha de forma integrada com vários serviços de blog por aí; um destes é esse que eu uso: o Blogger.
Essa integração permite que eu poste fotos aqui como se fosse um flog. Veja só um exemplo:
Eu diria, então, que o Flickr é um gigantesco banco de imagens personalizado que finalmente integra o mundo dos blogs com o dos flogs.
Recomendo para todos os meus amigos flogueiros e blogueiros!
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Bruno O. Barros
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12:38 AM
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quarta-feira, 21 de setembro de 2005
Do ponto final.
Eu queria ser o último dos escritores, pois é sempre no último que acreditamos mais. Então, teorizo, sem base alguma, a respeito desse fato não totalmente averiguado: no geral, acreditamos naquilo que tomamos conhecimento por último. Vejamos bem, se uma determinada informação nos arrebata num dia, pode muito bem ser anulada no dia posterior por uma outra informação adversa. Naturalmente, diria você. Novas informações são mais confiáveis que informações antigas, visto o percurso evolutivo do pensamento humano. Gargalho. É o que eu faço: gargalho. Quantas boas idéias ficaram perdidas no passado? Incontáveis! O que chamam de “evolução de pensamento” pode ser nada mais que falta de senso crítico e aceitação do que é imposto como correto pelos “Detentores de Conhecimento” do Mundinho Mágico da Academia. Peguemos a matemática como exemplo: na minha opinião poucas coisas são mais overrated, ou superestimadas, que a matemática. Existe todo um auê ao redor da matemática e das ciências exatas no geral que me irrita profundamente. Não é incomum ouvir em discussões o clássico bordão: "É matematicamente provado que...", ou "É cientificamente provado que...". Porra nenhuma! É cientificamente provado que 99% das pessoas que falam isso não sabem exatamente o que estão falando. É como se o fato de colocar a matemática ou a ciência no geral no meio da conversa adicionasse legitimidade aos argumentos patéticos de um orador qualquer. Mais uma vez: gargalho.
Visto isso, afirmo: o fato de valorizarmos mais as novas informações se dá numa fé cega na ciência, que já provou, milhares de vezes, ser absolutamente capaz de cometer as mais estapafúrdias formas de estupidez: como a invenção do despertador (assunto que será abordado num próximo post). No entanto, embora essa falta se senso crítico explique muito, dou-me o luxo de divagar um pouco mais sobre outros possíveis motivos da crença no novo...
Pensemos um pouco sobre o ato de querer acreditar no novo; Na sede de caminhar para frente. Estas estão entre as características gerais dos povos ocidentais (em oposição ao pensamento conservador visto em muitos dos povos orientais). Pensemos, com isso, que caminhar para frente, ou progredir, estão fisicamente relacionados com o ato de caminhar da esquerda para a direita. É natural do ser humano entender o progresso desta forma. É só lembrar que é esse o sentido da rotação da Terra; que esse é o sentido em que Mario e Luigi percorrem em suas aventuras para salvar o Reino dos Cogumelos das garras do malvado Bowser.
Um outro elemento importantíssimo que sugere um progresso no sentido esquerda-direita é a escrita. Neste caso, a escrita ocidental (chegamos aonde eu queria chegar desde o início). Desta forma, pode-se fazer um paralelo entre a sede de mudança do mundo ocidental e sua escrita onde a última palavra é acompanhada do ponto final. O ponto decisivo que representa o fim; A verdade absoluta. E assim pensam os ocidentais, onde cada palavra lida é mais verdadeira, mais evoluída e mais próxima da verdade que a anterior: já que a linha de pensamento ocidental não é circular, é retilínea; Onde, no final, está a verdade.
Já a forte paixão pelas tradições que caracteriza a maioria dos povos orientais poderia ser entendida através da forma como estes escrevem e lêem: da direita para esquerda. Ou seja: contrário ao movimento de rotação do nosso planeta. Contrário até ao movimento dos Marios e Luigis que eles mesmos criaram. E é nessa leitura que acredito que está enraizado o tradicionalismo oriental: numa busca pelo passado; Num entendimento de mundo em sentido inverso àquele que a natureza nos obriga a viver; No auto-conhecimento.
Retorno, então, ao início do meu post: Eu queria ser o último dos escritores, pois é sempre no último que acreditamos mais. E afirmo isso somente porque moro no Brasil, maldito país ocidental, imitador da sede de evolução dos grandes e natural esquecedor do passado.
Boa tarde.
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Bruno O. Barros
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2:54 PM
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terça-feira, 20 de setembro de 2005
Amadurecendo rápido.
Na minha humilde opinião, "Senhorita Aflita" é uma das melhores músicas que já escutei. Juro que não é porque é dos Verdes. Sério. Juro mesmo. A música é simplesmente daquelas que eu passo o dia tocando no violão; daquelas que passa o dia na minha cabeça e eu acho ótimo.
SENHORITA AFLITA
(Diniz / Werden / Plástico Jr.)
Ela vive na estrela
que não apareceu;
Vive trancada em um mundo
criado, que é só seu.
Pensa que a vida é um conto
fantasia sua estrada em outros sonhos
Vive só de ida...
Senhorita aflita!
Ah!!
Ahh aa a a
Ah!!
Ahh aa a a
Pa pa pa pa pa paaaa
Pa pa pa pa pa paaaa
Pa pa pa pa pa paaaa
Pa pa pa pa pa paaaa
Na TV pensa que é a estrela;
Tem medo de crescer
e seguir a luz vermelha;
Tem medo de crescer...
O futuro é o salto de um prédio;
Se diverte alto com os remédios
Sua brincadeira é fingir ser feliz...
Senhorita alegre!
Para quem ainda não conhece:
Site dos Verdes
Fog dos Verdes
Os Verdes no Orkut
No site tem 2 MP3s da prévia do EP (que, com fé em Deus, será lançado até Novembro).
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Bruno O. Barros
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12:29 PM
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segunda-feira, 19 de setembro de 2005
Muita cerveja; muita gente; pouca diversão.
Nessa Heatmus 80, teve, como sempre, muita cerveja de graça e muita nostalgia. Confesso que no início até me diverti. Cerveja de graça é sempre bom. No entanto, faltou algo na Heatmus desse ano que estava presente na dos anos anteriores. Não sei o que exatamente; posso somente especular...
> Talvez tenha sido a maneira como a estrutura do EMES segrega as pessoas em duas classes distintas: aqueles que querem ver os shows e aqueles que não querem. Isso pode até parecer positivo, mas ao meu ver atrapalhou.
> Talvez tenha sido a disposição dos atrativos da festa: os brinquedos do parque. Estava tudo muito distante. Era tanta gente e tão difícil locomover-se de um ponto a outro que eu não tive ânimo algum para ir até os brinquedos.
> Talvez tenha sido a quantidade de pessoas. Não sei exatamente o número de pagantes, mas me pareceu absurdamente maior que no ano passado. No Clube de Engenharia (que me parece menor que o EMES) podíamos caminhar livremente de um ponto a outro; e quando nos desencontrávamos dos amigos, em questão de minutos nos reencontrávamos. Esse ano foi diferente. Eu levava pelo menos 20 minutos para ir do palco até a barraca de churrasquinho lá fora. E teve gente que eu só encontrei nos primeiros 40 minutos da festa. Depois desapareceram em meio à muvuca.
Pena que perdi a prévia. Tenho certeza que foi muito mais divertido que a festa oficial.
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Bruno O. Barros
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12:42 AM
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sexta-feira, 16 de setembro de 2005
Sua chance.
Essa é a sua chance de humilhar o meu blog como bem entender. Comece pedindo para que uma vaca defeque nele todo.
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Bruno O. Barros
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5:44 PM
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Sabia que o sobrenome de Mario é Mario? Juro.
Muita gente não sabe, mas o nome completo de Mario é Mario Mario. Seu irmão, então, chama-se Luigi Mario. Por isso são chamados de Irmãos Mario, ou Super Mario Bros.
Ah, como é gostoso ser nerd...
E por falar nisso, visitem o site de um super nerd idolatrado no mundo dos nerds e dos músicos: Martin Leung, The Video Game Pianist. Na seção "video" dá pra baixar todos os vídeos desse gênio (uma dica: o melhor é o segundo). Na seção "audio" tem as músicas em MP3s. Trata-se de uma completíssima coletânea dos clássicos dos clássicos dos clássicos dos clássicos do video game.
Já que entrei nesse assunto, não posso finalizar esse post sem um pouco de hype nerdiano... vejam só que maravilha o controle do Revolution, o novo console da Nintendo. Fico aqui sonhando em jogar Mario Party 7, 8 e 9 com um controle desse!
UPDATE!! Vocês precisam ver isso!
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Bruno O. Barros
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3:58 PM
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quinta-feira, 15 de setembro de 2005
Fidelidade corporativa.
É como a Nintendo. Ou como a Nokia. Quando confio numa empresa, fodeu. Eu poderia muito bem ter optado pela Sony, visto que a minha última Canon me deixou na mão com dois anos de uso. Mas não! Por teimosia (ou seja lá qual for o verdadeiro motivo) não o fiz. Comprei a Canon S2 IS. Uma grande máquina, mas com seus defeitos. Ainda não sei qual das duas é melhor; qual das duas deveria ter comprado. Mas é certo que o histórico que tenho com a Canon indicava que a S2 IS não seria a melhor escolha. Comprei mesmo assim. É como a Nintendo. Ou Nokia.
A Nokia ainda ainda não me traiu, mas sinto que está a um passo de fazê-lo (ontem apareceu uma mancha roxa semi-líquida que parece estar se alastrando pela tela do meu celular). A Nintendo nunca me traiu, mas foi envelhecendo e tornando-se pouco interessante, numa vaidade moral que relega a vaidade estética... Como esposas que se deixam enfeiar com o passar dos anos. Ah, Nintendo...
Estou em aula. A matéria é Vídeo. É boa.
...
Taí um adjetivo que muitos dizem bobo (olha só outro ajetivo bobo: "bobo"). Eu até compreendo. Adjetivos são palavras que servem para qualificar coisas nuas. "Bom" é um dos três adjetivos-mães: "bom", "médio" e "ruim". Esses três adjetivos são igualmente bobos e bastante vagos, pois são os pilares dos outros adjetivos. São como o início de uma tabela de campeonato. Destes adjetivos-mãe derivam os adjetivos filhos, netos e bisnetos. Visto isso, "zeloso" está entre um dos adjetivos mais complexos. Daqueles que são tão misturados numa surubada entre os adjetivos-mãe, filhos, netos, bisnetos e tataranetos que não dá pra saber direito de onde vem. Viva o adjetivo "zeloso".
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Bruno O. Barros
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8:42 PM
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Se eu pensasse menos certamente seria uma pessoa mais pacífica.
Estou muito próximo de comprar uma das duas câmeras que venho desejando. Uma é da Canon e chama-se S2 IS. A outra é da Sony e tem o nome de DSC-H1. A S2 IS possui algumas vantagens, a DSC-H1 possui outras; mas, no geral, ambas são muitíssimo parecidas em termos técnicos. Essa similaridade já me tirou muitas horas através de um incômodo tormento chamado de "dúvida". Sei que soa bossal falar em "dúvida" quando o assunto é somente câmeras digitais. Que coisa mais vazia, não? Que coisa burguesa.
Sem dúvida, a dúvida é o luxo menos desejado que existe. Apenas os favorecidos financeiramente têm o luxo de sentir certas dúvidas. E não há argumentos que convençam que a dúvida não seja um luxo. É luxo sim. Mas não é um luxo facilmente classificado como "bom". É um luxo que não se quer tê-lo nem perdê-lo ao mesmo tempo. Exemplifiquemos (precisa?): eu queria poder ter o luxo de decidir em meio a dúvidas em qual universidade da Europa eu faria minha pós-graduação. Ao mesmo tempo, se esse luxo tivesse, detestaria estar com dúvida.
Bom, a verdade é que estou afogando em dúvidas. Não é só qual câmera comprar que me tira o juízo. É, também, por onde comprar. O MerdacoLivre costuma ser o local mais barato. E se opto por este site, aparecem, como galhos se ramificando, milhares de vendedores-opções para me atormentar ainda mais!! Não tem fim!!
Enquanto isso minha cama diz "venha", Dostoievski diz "lê-me", filmes coreanos em DivX dizem "e nós?". Até me assusto. É muita coisa e pouco tempo. Se eu pensasse menos certamente seria uma pessoa mais pacífica. Pensar me importuna e excita. Tipo vício. Tipo dúvida. É repugnante, mas é a verdade: Pensar é gostoso demais, mas me transforma numa pessoa em eterno estado de vigília. Numa pessoa que vive numa linha de tempo completamente distinta das outras. O tempo para mim é rápido e cruel. Para quem me vê, no entanto, o tempo parece ser-me um parceiro. Ele é sempre preguiçoso assim?, pensam certamente. Que se danem!, respondo em troca. Preguiçoso é quem não pensa.
Nossa! Ele se acha intelectual falando assim abertamente sobre sua capacidade de pensar!, alguns diriam horrorizados travestidos pela máscara da hipocrisia. É quase um crime ser um qualquer e se dizer inteligente. Não é só um risco (como, eu acredito, seria natural que fosse), é considerado grosseria. Oh, quanta bobagem. Que se danem! Sim, que se danem. Ofereço aos que assim pensam, todos os testículos enrugados do mundo.
(É, hoje estou sendo livresco, como diria Lisa em Notas do subterrâneo).
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Bruno O. Barros
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Zeloso News.
Notícia exótica de hoje:
Fonte: Dourado News / Agência NordesteAmigos fazem aposta e bebem até morrer em SE
Terça-feira, 13 de Setembro de 2005 - 07:28
Os trabalhadores rurais Carlos Alberto Aquino, 39 anos, e Joel da Silva, 23 anos, morreram no domingo depois de participar de uma aposta para ver quem conseguia consumir mais cachaça, no povoado Cobra D"Água, a 95 quilômetros de Aracaju. Eles participavam de uma festa acompanhada por alguns amigos, que também fizeram apostas.
O primeiro a morrer foi Aquino, vítima de coma alcoólica, após tomar o último gole da oitava garrafa de cachaça na disputa. Momentos depois, Silva se sentiu mal e foi transportado para o Hospital de Pronto Socorro Governador João Alves Filho, em Aracaju. O quadro clínico também era de coma alcoólico.
Esse tipo de disputa é comum no interior sergipano. No final da década de 80 foi desativada uma disputa que acontecia anualmente em São Cristóvão, a 25 quilômetros de Aracaju, porque os dois finalistas morreram.
Durante mais de 15 anos as preparações para as disputas motivaram uma série de casos de cirrose e muitos dos candidatos não chegavam sequer a disputar a fase inicial por recomendação médica.
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Bruno O. Barros
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12:13 AM
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quarta-feira, 14 de setembro de 2005
Vendido.
Hoje tive o prazer de vender meu Ford Ka. Tinha carro desde 2001. O anúncio da venda saiu no Cinform essa segunda. Como hoje ainda é quarta, acho que essa venda foi consideravelmente rápida. Agora estou com o Corsa que era da minha mãe.
Essa tarde procurei por academia com Kelma. Estamos decidindo se vamos trocar mesmo, já que os preços parecem não gostar de nós. "Voltar" (entre aspas porque ainda não saímos) para a academia antiga é ser puta velha. Mas é a vida.
É meu segundo dia com esse blog e já estou sentindo um desejo crescente de organizá-lo, seja através de imagens, seções ou até colunas. Não posso ceder. A proposta inicial da versão blog do [Meu nome é BOB] é não conter imagens ou divisões complexas de layout e estrutura (como era no meu primeiro blog, o terrível Bizarro's). Gostaria muito de conseguir manter esse blog virgem de fotografias (embora tenha certeza absoluta que não conseguirei tal proeza). É um blog de textos para quem lê. Quem vê visita a versão flog do [Meu nome é BOB].
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Bruno O. Barros
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5:47 PM
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Meu inimigo.
Estou sempre procurando bons motivos para não dormir. Essa é a verdade. Quase como uma doença, fico relutando para não deitar. Tenho tanta coisa para pensar antes de dormir. É sempre assim. Há quem diga que é dormindo que mais pensamos, e eu não duvido que seja verdade. O pensar do sono, porém, é diluído demais. Lembra do que eu falei sobre coisas soltas? Pois é. O sonho está entre as coisas mais soltas que existem. Solta porque nele não existem as leis físicas que nos mantém intactos.
Hum...
Lembrei agora de um filme espetacular que assisti ilegalmente. O nome é Waking Life. Trata-se de uma espécie de filme-animação. O diretor - Richard Linklater - filmou toda a história antes de animá-la através de uma novo software de animação desenvolvido exclusivamente para o filme. De qualquer forma, não é isso o que importa. O que importa é que o filme trata exatamente da vida durante os sonhos. Wiley Wiggins é um garoto que, de repente, se vê preso num mundo que ele não consegue definir exatamente se é o mundo real ou o mundo dos sonhos. Durante o filme Wiley encontra diversas personagens com quem ele mantém longos e interessantes diálogos cujos temas variam do mais banal ao mais filosófico. Waking Life trata-se de um lindo filme, mas não é do tipo que eu recomendaria para fãs de Triplo X ou coisas do gênero.
...
Está chuvendo um bocado, são quase 4h30 da manhã e estou escutando uma versão acústica de Sail to the moon do Radiohead. Ao meu lado vejo o livro que peguei emprestado essa noite com Marcelo: Um amigo de Kafka do escritor Isaac Bashevis Singer. O livro me chama, mas tenho medo. Ler essa hora me deixa com sono. O sono me leva para a cama. A cama para os sonhos... que são soltos, lembra?
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Bruno O. Barros
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4:20 AM
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Faz-se luz.
Bom dia. Estou tentando aprender sobre o funcionamento dos templates do blogspot, mas sem sucesso nem paciência. Adoro a madrugada, mas a visão e a capacidade de me concentrar vai diminuindo com o passar das horas. Pra falar a verdade, é uma sensação muito boa. Quase uma droga. E vicia. Talvez até mate (já que é bom), mas acho que não. Por falar nisso... estou ouvindo o disco novo do Rolling Stones (“modestamente” intitulado A Bigger Bang – referencia ao Big Bang, acredito, já que a banda é inglesa). Nunca fui fã demais deles. Gosto e acho muito boa, mas está longe do meu TOP 10. A Bigger Bang soa exatamente como um disco dos Stones deveria soar: roque seco e duro numa levada blues. É bom, mas o disco novo do Paul McCartney é melhor. Talvez eu mude de idéia, no entanto.
Porra, estava tão moldado à opressão dos fóruns e do Orkut que tinha esquecido o quanto é bom postar off-topic; sem ter exatamente motivos para fazê-lo. Tipo solto. Por falar em solto, taí uma coisa que eu tenho medo. Não gosto de nada solto. O conceito genérico de solto me dá calafrios. Me segurem. O balão voa muito alto.
Por favor, não comentem.
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Bruno O. Barros
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2:33 AM
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