Essa é a história de um homem que fumava muito. Uso, nesse caso, a palavra muito por limitação da nossa língua materna. Muito, aqui, é muito pouco perto do que ele de fato fumava. Para que vocês tenham uma idéia, por determinação da ONU esse homem o qual me refiro foi obrigado a assinar o tratado de Kyoto tamanho era o volume de fumaça que ele expelia pela boca. Em 2002 ele até chegou a sofrer uma tentativa de assassinato quando dois membros do Greenpeace um pouco mais exaltados dispararam contra nosso protagonista com arpões próprios para caçar tubarões-tigres. Um dos arpões errou o alvo, o outro perfurou o pulmão esquerdo do fumante compulsivo. Os médicos, porém, não precisaram retirar o arpão durante a cirurgia que garantiu-lhe a sobrevivência. Por algum motivo ainda obscuro para os profissionais da medicina, o metal do arpão que se encontrava cravado no peito do sobrevivente dissolveu-se como manteiga, permitindo que os médicos simplesmente suturassem o rombo causado pelos ativistas.
Ainda em 2002 a pequena cidade onde o tal fumante habitava decretou estado de calamidade publica, de forma que ele teve que ser removido para o subúrbio de alguma grande metrópole, onde o mal que emitia pela boca não se destacasse, camuflando-se em meio ao cenário caótico que agora fazia parte da sua vida.
A mudança de cidade não foi fácil, então o fumante passou a procurar hobbies que lhe ocupassem a mente. No entanto, quando nosso herói estava adquirindo gosto pelo futebol foi logo proibido de freqüentar os estádios, visto que o transtorno que causava era ainda pior que aquele dos sinalizadores usados pelas torcidas organizadas. Com o passar dos anos o desempregado fumante foi perdendo o gosto pela vida. Entrar em restaurantes já não era-lhe mais possível fazia uma década. Fazer amizades tornou-se impossível desde que quatro dos seus vizinhos morreram após um ano de convivência como o personagem principal dessa história. Diagnóstico: câncer de pulmão. Já com as mulheres o fumante tinha sorte. Ninguém conseguia entender o porquê, mas as mulheres enxergavam nele algo que ninguém mais via. O problema, porém, é que nosso personagem era homossexual. Passivo.
O único homem que ousou possuí-lo veio a falecer antes mesmo do seu fálico órgão colocar-se para fora da bermuda. O fumante lembra-se até hoje de ter passado menos de quinze minutos na delegacia explicando o que aconteceu. Os policiais perderam a paciência quando o corpo de bombeiros chegou perguntando qual era o foco do incêndio.
Acho que deu pra vocês terem uma idéia do quanto ele fumava.
(Continua...)
sexta-feira, 29 de junho de 2007
O Homem Chaminé (parte 01).
Assinar:
Postar comentários (Atom)

1 comentários:
Estou de cara com a história desse fumante. kkkk
Daria um filme mto bom!!! :D
Xêroooo
PS: Qto mais tragédia vc contava, mais eu ria. Eu hein!!!
Postar um comentário