domingo, 5 de agosto de 2007

Foi de chorar...

Nunca me emocionei tanto num evento público. The Magic Numbers chegou no Rio e mostrou como fazer música à moda antiga... como minha mãe diz: música de bailinho, pra dançar abraçadinho. O show foi muito além das minhas expectativas (que eram doentemente altas)!

Olha aí um trecho do que rolou no circo voador naquela noite do dia 25 de Julho desse ano.



Esse show vai ficar pra sempre no meu coração.

E espero que a promessa de palco de Romeo Stodart torne-se realidade: próximo show deles aqui em Fevereiro!

terça-feira, 3 de julho de 2007

Escrevendo em 1997...

Relatório de alguma excursão que fiz em 1997. E eu pensava que eu era o bom nessa época...

A nossa excursão começou aproximadamente às 7:30 do dia 27 de abril do corrente ano, daí em diante começamos a nossa jornada com o objetivo de aperfeiçoarmos mais os nossos conhecimentos sobre o Nordeste, incluindo Sergipe.

Estamos na cidade de São Francisco, observamos a estrutura da cidade, e o que predomina é a agricultura, a policultura. No interior, as pessoas tem um estilo de vida diferente, é tudo mais tranquilo, pois não há tanta violência.

São Francisco é uma cidade pobre, com poder aquisitivo baixo, aliás em Sergipe existem várias cidades pobres, onde o setor que predomina é o setor primário.

Em Cedro de São João, o dia é quente e a noite é fria (mudança térmica), há uma grande ausência de árvores, por sinal é uma cidade muito suja, onde o saneamento básico é aparentemente precário. Antigamente o plantio de arroz era diferente, não havia irrigação, esperava-se o Rio São Francisco encher e alagar as áreas, aí plantava-se o arroz.

O homem contribuiu muito para destruir a natureza, hoje não podemos tomar banho no lago, porque a água é parada e perigosa por causa da poluição.

O clima de Cedro de São João é muito quente, a população vive do artesanato e da costura, o bordado ponto de Marca é muito usado aqui, o Redendê, onde vão vender em Tobias Barreto, Recife e Maceió. Outra importante atividade é a fabricação da carne de sol, a policultura e o arroz.

Na cidade de Telha, a agricultura do arroz é o que predomina, pois a lagoa ajuda nesta agricultura, é feita por gravidade, onde a água vem escorrendo pelo canal. Foi muito importante a mecanização e a irrigação nesta região, pois está muito difícil encontrar mão de obra qualificada, afirmou um agricultor da região.

Vimos uma Colheitadeira, que substituiu o trabalho manual de vários homens, e um dos homens que estavam lá, levou-nos em uma fábrica de arroz.

Telha sobrevive somente do arroz. Antigamente, as cidades de Propriá, Telha e Cedro,eram praticamente inundadas, hoje trabalha-se através de irrigação, usando-se técnicas modernas.

O rio São Francisco baixou muito suas águas, por causa do excesso de represas.

Quanto à plantação do arroz, esta varia muito de qualidade, pois uns são bons outros são mais ruins. A casca do arroz tem várias utilidades, serve para granja, para o animal comer.

A China tem grande plantio de arroz. Tem várias usinas que fornece energia através da queima da casca do arroz.

De todas as cidades do Vale São Francisco a mais importante é Propriá, com seu comércio , setor terciário, toda a região em volta depende do comércio de Propriá para se abastecerem, onde tem vários Bancos.

Propriá, que se localiza na região do “baixo São Francisco”, é hoje um dos grandes centros regionais de Sergipe . Lá aprendemos que nem só de beleza vive o Rio São Francisco, afinal ele é muito importante para a região onde estávamos (e para todo nordeste também), que por sinal era uma região navegável. Suas principais importâncias eram a irrigação, a pesca, que também pode ser considerado uns dos meios de vida daquela população, o abastecimento d’agua, e a navegação, se bem que a navegação não vem sendo mais usada com tanta freqüência, como antes da construção da ponte que liga as duas margens do rio. Aprendemos também que o arroz é a principal fonte de renda da cidade, e que ainda em Propriá podemos encontrar um certa quantidade de indústrias de macarrão, farinha de trigo, e arroz. A CODEVASF que foi criada em 1975, com o objetivo de “cuidar” do Rio São Francisco, está atualmente inabilitada, provavelmente por motivos econômicos. Propriá está atualmente “ligada” a Linha Ferroviária Leste do Brasil.

Deveria o poder público investir no turismo na beira do rio, seria uma atividade muito importante para desenvolver a cidade.

Propriá caiu muito, várias fábricas fecharam, está precisando voltar a crescer.

A cidade de Neópolis, vive mais da cultura do arroz, há também a fábricas de tecido.

Neópolis tem um dos melhores carnavais de rua do Estado. O dia de Neóplois é quente e a noite é fria.Outra cidade onde deveria ser desenvolvido o turismo, há também outro meio de comércio, a travessia para Penedo em Alagoas, pois não há outro meio de atravessar o rio; Penedo tem arquitetura muito antiga, há muitos anos havia o festival de cinema.

Todas as cidades ribeirinhas, tem características parecidas, a tranquilidade, a pesca, etc... O rio São Francisco é a riqueza da região,oferece área de lazer, fonte de renda, e alimentação. Este magnífico rio deveria ser explorado como área de lazer, oferecendo passeios de barco, com os devidos cuidados, para não jogarem lixo no rio.

A vegetação na beira do rio e perto do mar, tem muito coqueiro, que é uma grande fonte de renda.

Percebe-se que a mecanização hoje, nos países subdesenvolvidos é aplicada somente nos produtos onde há interesse de exportá-los.

Não entende-se porque as populações ribeirinhas, que são tão pobres, só podem plantar para exportar, tudo isso deve ser analisado. Outra questão, é ver se o Platô de Neópolis vai ser importante para a população local, que está passando fome.

Em Barreiras, onde há plantação de soja ( que é muito rica), a população vive na miséria. Todo o lucro, ou material de consumo é usado para exportação, esse tipo de agricultura não é tão importante para o 3º mundo, só é importante para o 1º mundo, são os que vão ser beneficiados pela boa mercadoria. Todo produto de boa qualidade é exportado e para o próprio brasileiro fica o produto de má qualidade.

Enfim, os países subdesenvolvidos produzem somente para a exportação, por Ex.: a fábrica de arroz que vimos, o arroz que fica aqui, é muito pouco, pois os grandes produtores produzem somente para exportar, ou para outros Estados mais ricos.

A mecanização é muito importante, desde que, a população do local seja beneficiada, através da educação e saúde. Em países Europeus onde há mecanização na agricultura, o agricultor trabalha poucas horas por dia e usurfrui das benfeitorias.

Há uma grande problema em Sergipe, é que a Capital é muito perto dos interiores, qualquer pessoa que precise ir ao hospital, pega a ambulância do prefeito e vem, como também as escolas, os políticos arranjam ônibus para os estudantes, essa é uma maneira de tornar os cidadãos dependentes dos políticos.

Em Santana do São Francisco (Carrapicho), as pessoas sobrevivem da arte, ´que é pouco valorizada. Ex. Pezão, escultor. Os trabalhos são em barro, fazem potes, bonecos, etc., mas em nosso país esse trabalho não e muito valorizado. Utilizam a argila, como matéria prima. A pesca também é outra atividade desta cidade.

Chegamos ao final da excursão, mais uma vez conhecemos nossa realidade, as necessidades de nosso povo, e podemos ver com clareza, que para tudo há solução, basta nossos políticos terem boa vontade, e respeitarem mais um pouco o povo.

Bruno Oliveira Barros
8ª D

Amor juniores.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Na Base #04.

The Beach Boys é de chorar. Sem mais, aí está a música que eu e Kelminha temos como hino do nosso relacionamento.



The Beach Boys
"Wouldn't It Be Nice"

Wouldnt it be nice if we were older
Then we wouldnt have to wait so long
And wouldnt it be nice to live together
In the kind of world where we belong

You know its gonna make it that much better
When we can say goodnight and stay together

Wouldnt it be nice if we could wake up
In the morning when the day is new
And after having spent the day together
Hold each other close the whole night through

Happy times together weve been spending
I wish that every kiss was neverending
Wouldnt it be nice

Maybe if we think and wish and hope and pray it might come true
Baby then there wouldnt be a single thing we couldnt do
We could be married
And then wed be happy

Wouldnt it be nice

You know it seems the more we talk about it
It only makes it worse to live without it
But lets talk about it
Wouldnt it be nice


E, de bônus, ainda vai "Heroes and Villains" do grande e eterno líder dos Beach Boys, Brian Wilson:



The Beach Boys
"Heroes and Villains"

I've been in this town so long that back in the city
I've been taken for lost and gone
And unknown for a long long time

Fell in love years ago
With an innocent girl
From the Spanish and Indian home
Home of the heroes and villains

Once at night Catillian squared the fight
And she was right in the rain of the bullets that eventually brought her down
But she's still dancing in the night
Unafraid of what a dude'll do in a town full of heroes and villains

Heroes and villains
Just see what you've done

Heroes and villains
Just see what you've done

Stand or fall I know there
Shall be peace in the valley
And it's all an affair
Of my life with the heroes and villains

My children were raised
You know they suddenly rise
They started slow long ago
Head to toe healthy weathy and wise

I've been in this town so long
So long to the city
I'm fit with the stuff
To ride in the rough
And sunny down snuff I'm alright
By the heroes and

Heroes and villains
Just see what you've done

Heroes and villains
Just see what you've done

sexta-feira, 29 de junho de 2007

O Homem Chaminé (parte 01).

Essa é a história de um homem que fumava muito. Uso, nesse caso, a palavra muito por limitação da nossa língua materna. Muito, aqui, é muito pouco perto do que ele de fato fumava. Para que vocês tenham uma idéia, por determinação da ONU esse homem o qual me refiro foi obrigado a assinar o tratado de Kyoto tamanho era o volume de fumaça que ele expelia pela boca. Em 2002 ele até chegou a sofrer uma tentativa de assassinato quando dois membros do Greenpeace um pouco mais exaltados dispararam contra nosso protagonista com arpões próprios para caçar tubarões-tigres. Um dos arpões errou o alvo, o outro perfurou o pulmão esquerdo do fumante compulsivo. Os médicos, porém, não precisaram retirar o arpão durante a cirurgia que garantiu-lhe a sobrevivência. Por algum motivo ainda obscuro para os profissionais da medicina, o metal do arpão que se encontrava cravado no peito do sobrevivente dissolveu-se como manteiga, permitindo que os médicos simplesmente suturassem o rombo causado pelos ativistas.

Ainda em 2002 a pequena cidade onde o tal fumante habitava decretou estado de calamidade publica, de forma que ele teve que ser removido para o subúrbio de alguma grande metrópole, onde o mal que emitia pela boca não se destacasse, camuflando-se em meio ao cenário caótico que agora fazia parte da sua vida.

A mudança de cidade não foi fácil, então o fumante passou a procurar hobbies que lhe ocupassem a mente. No entanto, quando nosso herói estava adquirindo gosto pelo futebol foi logo proibido de freqüentar os estádios, visto que o transtorno que causava era ainda pior que aquele dos sinalizadores usados pelas torcidas organizadas. Com o passar dos anos o desempregado fumante foi perdendo o gosto pela vida. Entrar em restaurantes já não era-lhe mais possível fazia uma década. Fazer amizades tornou-se impossível desde que quatro dos seus vizinhos morreram após um ano de convivência como o personagem principal dessa história. Diagnóstico: câncer de pulmão. Já com as mulheres o fumante tinha sorte. Ninguém conseguia entender o porquê, mas as mulheres enxergavam nele algo que ninguém mais via. O problema, porém, é que nosso personagem era homossexual. Passivo.

O único homem que ousou possuí-lo veio a falecer antes mesmo do seu fálico órgão colocar-se para fora da bermuda. O fumante lembra-se até hoje de ter passado menos de quinze minutos na delegacia explicando o que aconteceu. Os policiais perderam a paciência quando o corpo de bombeiros chegou perguntando qual era o foco do incêndio.

Acho que deu pra vocês terem uma idéia do quanto ele fumava.

(Continua...)

sábado, 23 de junho de 2007

Na Base #03.

Magic Numbers é, sem qualquer dúvida, uma necessidade primária. A banda surgiu, para mim, como um espasmo involuntário. Nada havia me preparado para aquilo. Não precisei criá-la no meu íntimo, nem mesmo aprender a apreciar as progressões de acorde açucaradas. Simplesmente foi paixão à primeira vista.

E, ainda mais inesperadamente, essa paixão não será platônica. No final de Julho estarei presente no festival de música independente em que Magic Numbers fará parte aqui no Rio. Como diria algum apresentador de orientação sexual não-cristã do Disney Channel: é, tipo, mágico.

Abaixo (em homenagem ao ultimo, e erótico, post), I See You, You See Me:



Magic Numbers
"I See You, You See Me"

I never wanted to love you, but that's ok
I always knew that you'd leave me anyway
But darling when I see you, I see me

I asked the boys if they'd let me go out and play
They always said that you'd hurt me anyway
But darling when I see you, I see me

Its alright I never thought I'd fall in love again
Its alright I look to you as my only friend
Its alright I never thought that I could feel this something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again

I never thought that you wanted for me to stay
So I left you with the girls that came your way
But darling when I see you, I see me
I often thought that you'd be better off left alone
Why throw a circle round a man with broken bones
But darling when I see you, I see me

Its alright I never thought I'd fall in love again
Its alright I look to you as my only friend
Its alright I never thought that I could feel this something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again

You always looked like you had something else on your mind
But when I try to tell you, you'd tell me never mind
But darling when I see you, you see me

I wanna tell you that I'll never love anyone else
You wanna tell me that you're better off by yourself
But darling when I see you, you see me

This is not what I'm like [x4]
This is not what I do
This is not what I'm like
I think I'm falling for you

I never thought - This is not what I'm like
I never thought - This is not what I do
I never thought - This is not what I'm like
I never thought - I think I'm falling for you
I never thought -
I never thought -
That I could feel this something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again

And it looks like
I feel this something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again

I see you, you see me.

Desde muito pequeno especulo em torno dessa assertiva: se eu posso ver alguém, esse mesmo alguém, conseqüentemente, pode me ver. Sei que, a princípio, parece uma constatação um tanto óbvia, mas não sei se de fato o é. Sinto, na minha limitação, que essa é uma questão de ordem lógica cuja averiguação empírica se daria através do campo da física, mas nem disso tenho certeza. Peço perdão ao leitor por isso. Meu cérebro não consegue se projetar com precisão nesse universo enganosamente exato.


Aqui onde moro as vezes fico olhando através de um dos buracos destinados à ocupação dos (inexistentes) condicionadores de ar e imaginando se alguém do outro edifício, olhando na mesma direção, poderia me ver com a mesma clareza que os vejo. Com a mesma lucidez onírica. Suas formas ondulantes. Suas cores saturadas. Sua inocência cegueta. Ah, o desconhecido...

Ao mesmo tempo me preocupo. Penso, quieto, que se de fato os moradores do edifício defronte forem detentores do mesmo poder que daqui me orgulho ser possuidor, transformo-me numa paródia de mim mesmo, espelhado como Narcíso no seu universo particular.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Não dá pra perder...

Cartaz oficial da pr��xima Derrota (feito por mim).

Eu admito, sou um derrotado oficial. N��o tem jeito. A Derrota me persegue. Em Julho estarei indo para Aracaju marcando presen��a na ATPN dia 14, na Derrota cujo tema �� o singelo "espalhando alegria."

Vai rolar muita coisa ruim nessa Derrota: The Honkers (eca!), Movidos a ��lcool (aff), Baka Sentai (nunca ouvi falar bem), A-Parecido (a coisa mais tosca que pode existir), Totalmente Beautiful (que hoje j�� est�� totalmente chato), Total Massacre ATK (se o original �� ruim, imagine o cover), B Ramones (��dem), Raul Seixas Cover (talvez a ��nica banda que destoa do resto da festa).

E o pior da Derrota �� que quanto pior, melhor.

Est�� marcado ent��o, ATPN dia 14 de Julho ��s 20h: Tio BOB fantasiado de Bruno Barros (ou ser�� o contr��rio?).

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Apurando a urêa.

Hoje eu estava no ponto de ônibus pensando sobre como funciona o processo evolutivo dos nossos sentidos (visão, audição, olfato, tato e paladar) enquanto escutava Björk sem entender exatamente como eu havia aprendido a apreciar aquele som esquisito. Como é possível, por insistência, passar a gostar de algo que tínhamos repulsa no passado? Essa é uma pergunta complexa e que exige uma resposta complexa, mas dela pode-se esboçar algumas anotações regadas a cerveja. Por exemplo, chamo aqui essa adaptação dos sentidos de processo evolutivo por dois motivos: a) trata-se de um processo porque pode-se atestar empiricamente que não se dá da noite para ou dia, levando (de acordo com uma série de necessidades) um determinado tempo para se concretizar; b) trata-se de uma evolução no sentido negativo-positivo, ou simples-complexo, levando-se em conta que esse seja o sentido recorrentemente encontrado em todo e qualquer aspecto da natureza.

Acreditando-se nesse dois pontos elimina-se por completo qualquer valor do patético argumento freqüentemente utilizado por aqueles se negam a despender esforço psíquico e cognitivo na compreensão através dos sentidos, de determinados objetos. Refiro-me (e aqui dou espaço a um inevitável sentimento de asco) exatamente à frases do seguinte naipe: "Música boa é aquela que você gosta de primeira... é ridículo ter que ouvi-la várias vezes pra gostar."

(Porra. Tal frase só pode ter saído de um hominídeo que teve muita sorte de chegar nesse nível de evolução biológica em que nos encontramos. Quero deixar claro também que trata-se de uma versão crua, mas claramente editada por mim, visto que tal criatura não saberia o princípio básico do uso da ênclise. Além disso, pode parecer que estou, aqui, gerando um evidente juízo de valor, onde "música boa" seria referente ao que chamo de evolução positiva ou que vai em sentido a uma complexidade. Isso não é totalmente verdade. Emito juízo de valor sim, mas não nessa ordem. Explicarei mais abaixo o que entendo por complexidade.)

Björk feliz da vida...

Em outras palavras: assim como aprendemos a gostar do sabor de uma cerveja gelada, ou daquela salada que sua mãe insistia tanto pra você comer na infância, podemos aprender a apreciar sons que a princípio nos soam estranhos e alienígenas. Uma boa música pop é aquela que não exige tal aprendizado. Essa é a favorita do hominídeo sortudo. E conforme a complexidade da música aumenta, através de camadas e texturas sonoras ou através de uma descontextualização social e estranheza com a mesma, vai-se exigindo do ouvinte um melhor apuro dos órgãos responsáveis pela audição. E, pelo que me parece, trata-se de um apuro que se dá através de treinamento, repetição e por uma série de outros valores e significados que se expandem numa escala sócio-cultural.

Trato dessa questão também nesse âmbito sócio-cultural porque acredito que seja possível apreciar com mais eficácia uma determinada música por esta tratar-se do hino do seu time de coração; ou por estar a tocar num determinado e importante momento da sua vida que ficou marcado na memória.

Acredito também que essa evolução da nossa capacidade de apreciar sons complexos não pode, em hipótese nenhuma (exceto, talvez, por dano cerebral) involuir. Ou seja, quando sua capacidade cognitiva referente ao som se habitua a um determinado complexo sonoro, para sempre se estará preparado a compreendê-lo. E, repito, esse som complexo não precisa necessariamente ser um Stravinsky, mas um Babau do Pandeiro.

Agora, porém, fico com um pouco da musa que me fez começar esse post pobre e desconexo: Björk.

sábado, 2 de junho de 2007

A caneta de ouro.

Tomei umas cervejas e estava visitando uns sites enquanto Jô passava na TV atrás de mim. Só ouvi essa frase: "O problema é material? Toma essa caneta de ouro e escreve um romance, então."

Perfeito.

Essa frase denuncia e desmascara a pobreza criativa em dois lances. Material é a última coisa que importa quando o assunto é criação e inteligência artística. Quem é bom, é. Quem não é compra CD dos outros.