sábado, 25 de agosto de 2007
Se tudo der errado na minha vida, esse serei eu idoso:
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Bruno O. Barros
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2:53 AM
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sábado, 18 de agosto de 2007
O cão falante.
Apesar de todos os indícios, ele se negava a perceber que já não lhe restava mais chance de vitória. Insistiu por orgulho e perdeu todo o dinheiro que tinha levado consigo. A fúria pela derrota lhe deixou adormecido, de forma que nem as chacotas mais contundentes lhe atingiam. Saiu, então, do recinto e pôs-se a caminhar naquela madrugada morna. Cruzou dois quarteirões até chegar no ponto do ônibus que o deixaria em casa. O cansaço do dia logo lhe pediu que sentasse, e assim o fez. Não havia carros em movimento nem de um lado nem de outro da avenida. Alguns minutos se arrastaram e nada do ônibus que era-lhe alvo aparecer. Talvez nem passasse naquele horário. E assim que pensou nessa possibilidade ele viu um grupo de pessoas surgirem a uma distância segura. Tomara que não atravessem a avenida, pensou. Caso tal travessia de fato ocorra, colocar-me-ei em disparada na direção oposta. O grupo, que agora poderiam ser discernido em quatro indivíduos possivelmente do sexo masculino, atravessou a avenida, mas de última hora nosso cansado protagonista achou mais prudente não correr; tal ato poderia despertar uma reação adversa (e até perigosa) naqueles possíveis adolescentes trabalhadores. Os quatro indivíduos se aproximavam numa velocidade relativamente incômoda, revelando-se, por fim, quatro homens crescidos, e não adolescentes. Munido de coragem, o protagonista levantou-se e bradou: Estou armado seus vagabundos infames! Posso atirar bem no meio da cara de vocês se assim desejar! O som da sua voz esganiçada parece ter soado como um trovão aos ouvidos daqueles quatro homens, que (como se fossem arrebatados por uma descarga elétrica) colocaram-se a correr desesperadamente na direção oposta àquela de onde vinham. Sem entender exatamente porque o fazia, o protagonista começou a correr atrás das quatro vítimas. Passaram-se um, dois, três quarteirões. Vai tomar tiro na cara, vagabundo!, gritava. Os quatro já estavam ofegantes de tanto correr, e quando o protagonista se sentiu seguro novamente, parou de persegui-los, olhou para o lado e viu que um cão lhe observava com interesse. O que é que você está olhando?, indagou irritado. O cão nada disse a princípio, mas quando o protagonista pôs-se a caminhar em direção ao ônibus, pôde ouvir com clareza uma voz que (a julgar pela direção de onde vinha) parecia pertencer ao cão, que agora dançava; e a voz dizia exatamente assim:
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Bruno O. Barros
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4:19 AM
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sexta-feira, 17 de agosto de 2007
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Eu sou bom (e tire com o gancho).
Se ser bom fosse dar certo, eu não seria tão bom quanto eu sou. As vezes passo horas escutando os pequenos clássicos das bandas que já montei: Sonnet (1999-2003), Mala Mágica (2003-2004), Os Verdes (2005-2006) e, atualmente, Daniel, O Invisível. Esses momentos de contemplação e de masturbação do ego me fazem sentir o quanto frio é o chão e o quão genial você se torna com a cabeça nas nuvens. Fiz muita coisa boa com o Sonnet e com o Mala Mágica. Foram muitos microclássicos da música independente inexistente. Todos estes numa época em que sonhos adolescentes ainda eram válidos como combustível da vida. [na foto ao lado, Sonnet em 2000: Ramon Ayres, Matheus Batalha, Danilo Ryuko, Assis Almeida, Bruno Barros]
Com Os Verdes eu já estava desgostoso da realidade da cena independente e apesar de gostar de algumas músicas dessa fase, acabei me deixando levar mais pela virtuose criativa dos meus parceiros de banda. Tocando com Os Verdes, meu olhar a respeito da música independente já era duro e cínico (algo que veio se construindo nos últimos meses de vida do Mala Mágica). Eu já tinha levado muito toco. Já tinha me dado conta do quão patético e artificial é público que frequenta os shows alternativos. Inclusive, foi essa visão cansada que me fez repensar a idéia que eu fazia dos shows. Comecei a entendê-los com apêndices defeituosos do verdadeiro potencial criativo dos músicos ali tocando. Estava na hora de fazer música por regozijo próprio. E só. Sem shows nem nada disso. Estava na hora de fechar min
Com excessão d'Os Verdes, sempre tive como parceiro musical o saudoso e auto-destrutivo Assis. Físico, cachaceiro e conhecedor dos prazeres da vida, Assis sempre foi melhor que eu na construção de progressões de acorde. Temos algumas idéias afins e muitas outras diversas. Daniel, O Invisível, surgiu desses raros momentos em que concordamos totalmente com algo. Estava na hora de ignorar a cena, as pessoas, a vontade de ser ouvido. A idéia agora era só reunir um grupo de músicas nossas, gravar, colocar num site, e só. Sem divulgação. Sem show. Sem porra nenhuma. O primeiro volume de Daniel, O Invisível, reuniu quatro pseudo-sambas que vinhamos guardando em nossos HDs havia algum tempo. Tenho muito orgulho desse disco. É pequeno, simples, bem feito e (muito) sincero. [na foto ao lado, show do Sonnet em Março de 2002 no Kaxaçaria, na Orla de Atalaia em Aracaju]
Eu diria até que Daniel, O Invisível, é o meu grande masterplan.
É onde eu posso respirar aliviado, sem pretensões adolescentes, sem
obrigações ou cobranças. É o meu baú. É onde depositarei tudo aquilo
que faço musicalmente e que chamo de arte. Os meus devaneios e chistes musicais eu deposito no YouTube como Tio BOB, hehe.
O segundo volume do Daniel, O Invisível, deverá ter por volta de quatro a cinco músicas, e provavelmente todas estas serão retomadas da época do Mala Mágica. Serão músicas que merecem, como Lázaro um dia o fez, respirar por mais tempo do que o destino lhes havia reservado. Se pudermos ainda incluiremos duas música cujas composições não são nossas, mas de Lúcio Poconé, nosso querido junkie baixista do Mala Mágica. Espero que esse volume saia até o final de Dezembro. Essas gravações são sempre complicadas. Eu moro no Rio. Assis em Recife. E Léo Airplane (o produtor) em Aracaju. Mas no Natal a gente dá um jeito.
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Bruno O. Barros
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quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Semi-deuses do TOSCO!
Eu pensava que a Please No!, em toda sua auto-consciência, de alguma forma conseguia ser tosca. Pensava isso também da sagaz Marli e seu famoso videoclipe... mas sempre que encontro coisas como СтеклоVата fica-me mais claro que as coisas mais toscas são sempre as mais sinceras.
Abaixo, o clipe de Новый год:
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Bruno O. Barros
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1:43 AM
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Jovem lê Harry Potter e acorda com cicatriz na testa.
RIO DE JANEIRO, 07.08.07. Nessa manh�� um jovem residente da cidade do Rio de Janeiro acordou com uma estranha marca em sua testa. "N��o sei o que houve," disse Bruno (24), "s�� sei que acordei com a testa cortada. O sangue j�� estava todo coagulado." O mais estanho �� que a ��ltima coisa que Bruno fez antes de pegar no sono foi terminar a sua leitura do livro Harry Potter and the Deathly Hallows, s��timo e ��ltimo livro da famosa s��rie liter��ria da autora brit��nica J. K. Howling. Para quem n��o sabe, Harry Potter - o protagonista da s��rie - �� conhecido pela caracter��stica cicatriz que possui na sua testa.
A misteriosa cicatriz n��o despertou qualquer interesse por parte das autoridades locais. "Ele deve ter batido a cabe��a na porta depois de algumas cervejas," desdenhou o Cabo Silva do Trig��simo Quinto Batalh��o da Pol��cia Militar do Rio de Janeiro.
Abaixo, uma fotografia feita no local:
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Bruno O. Barros
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1:16 AM
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domingo, 5 de agosto de 2007
Foi de chorar...
Nunca me emocionei tanto num evento público. The Magic Numbers chegou no Rio e mostrou como fazer música à moda antiga... como minha mãe diz: música de bailinho, pra dançar abraçadinho. O show foi muito além das minhas expectativas (que eram doentemente altas)!
Olha aí um trecho do que rolou no circo voador naquela noite do dia 25 de Julho desse ano.
Esse show vai ficar pra sempre no meu coração.
E espero que a promessa de palco de Romeo Stodart torne-se realidade: próximo show deles aqui em Fevereiro!
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Bruno O. Barros
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4:29 AM
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terça-feira, 3 de julho de 2007
Escrevendo em 1997...
Relatório de alguma excursão que fiz em 1997. E eu pensava que eu era o bom nessa época...
A nossa excursão começou aproximadamente às 7:30 do dia 27 de abril do corrente ano, daí em diante começamos a nossa jornada com o objetivo de aperfeiçoarmos mais os nossos conhecimentos sobre o Nordeste, incluindo Sergipe.
Estamos na cidade de São Francisco, observamos a estrutura da cidade, e o que predomina é a agricultura, a policultura. No interior, as pessoas tem um estilo de vida diferente, é tudo mais tranquilo, pois não há tanta violência.
São Francisco é uma cidade pobre, com poder aquisitivo baixo, aliás em Sergipe existem várias cidades pobres, onde o setor que predomina é o setor primário.
Em Cedro de São João, o dia é quente e a noite é fria (mudança térmica), há uma grande ausência de árvores, por sinal é uma cidade muito suja, onde o saneamento básico é aparentemente precário. Antigamente o plantio de arroz era diferente, não havia irrigação, esperava-se o Rio São Francisco encher e alagar as áreas, aí plantava-se o arroz.
O homem contribuiu muito para destruir a natureza, hoje não podemos tomar banho no lago, porque a água é parada e perigosa por causa da poluição.
O clima de Cedro de São João é muito quente, a população vive do artesanato e da costura, o bordado ponto de Marca é muito usado aqui, o Redendê, onde vão vender em Tobias Barreto, Recife e Maceió. Outra importante atividade é a fabricação da carne de sol, a policultura e o arroz.
Na cidade de Telha, a agricultura do arroz é o que predomina, pois a lagoa ajuda nesta agricultura, é feita por gravidade, onde a água vem escorrendo pelo canal. Foi muito importante a mecanização e a irrigação nesta região, pois está muito difícil encontrar mão de obra qualificada, afirmou um agricultor da região.
Vimos uma Colheitadeira, que substituiu o trabalho manual de vários homens, e um dos homens que estavam lá, levou-nos em uma fábrica de arroz.
Telha sobrevive somente do arroz. Antigamente, as cidades de Propriá, Telha e Cedro,eram praticamente inundadas, hoje trabalha-se através de irrigação, usando-se técnicas modernas.
O rio São Francisco baixou muito suas águas, por causa do excesso de represas.
Quanto à plantação do arroz, esta varia muito de qualidade, pois uns são bons outros são mais ruins. A casca do arroz tem várias utilidades, serve para granja, para o animal comer.
A China tem grande plantio de arroz. Tem várias usinas que fornece energia através da queima da casca do arroz.
De todas as cidades do Vale São Francisco a mais importante é Propriá, com seu comércio , setor terciário, toda a região em volta depende do comércio de Propriá para se abastecerem, onde tem vários Bancos.
Propriá, que se localiza na região do “baixo São Francisco”, é hoje um dos grandes centros regionais de Sergipe . Lá aprendemos que nem só de beleza vive o Rio São Francisco, afinal ele é muito importante para a região onde estávamos (e para todo nordeste também), que por sinal era uma região navegável. Suas principais importâncias eram a irrigação, a pesca, que também pode ser considerado uns dos meios de vida daquela população, o abastecimento d’agua, e a navegação, se bem que a navegação não vem sendo mais usada com tanta freqüência, como antes da construção da ponte que liga as duas margens do rio. Aprendemos também que o arroz é a principal fonte de renda da cidade, e que ainda em Propriá podemos encontrar um certa quantidade de indústrias de macarrão, farinha de trigo, e arroz. A CODEVASF que foi criada em 1975, com o objetivo de “cuidar” do Rio São Francisco, está atualmente inabilitada, provavelmente por motivos econômicos. Propriá está atualmente “ligada” a Linha Ferroviária Leste do Brasil.
Deveria o poder público investir no turismo na beira do rio, seria uma atividade muito importante para desenvolver a cidade.
Propriá caiu muito, várias fábricas fecharam, está precisando voltar a crescer.
A cidade de Neópolis, vive mais da cultura do arroz, há também a fábricas de tecido.
Neópolis tem um dos melhores carnavais de rua do Estado. O dia de Neóplois é quente e a noite é fria.Outra cidade onde deveria ser desenvolvido o turismo, há também outro meio de comércio, a travessia para Penedo em Alagoas, pois não há outro meio de atravessar o rio; Penedo tem arquitetura muito antiga, há muitos anos havia o festival de cinema.
Todas as cidades ribeirinhas, tem características parecidas, a tranquilidade, a pesca, etc... O rio São Francisco é a riqueza da região,oferece área de lazer, fonte de renda, e alimentação. Este magnífico rio deveria ser explorado como área de lazer, oferecendo passeios de barco, com os devidos cuidados, para não jogarem lixo no rio.
A vegetação na beira do rio e perto do mar, tem muito coqueiro, que é uma grande fonte de renda.
Percebe-se que a mecanização hoje, nos países subdesenvolvidos é aplicada somente nos produtos onde há interesse de exportá-los.
Não entende-se porque as populações ribeirinhas, que são tão pobres, só podem plantar para exportar, tudo isso deve ser analisado. Outra questão, é ver se o Platô de Neópolis vai ser importante para a população local, que está passando fome.
Em Barreiras, onde há plantação de soja ( que é muito rica), a população vive na miséria. Todo o lucro, ou material de consumo é usado para exportação, esse tipo de agricultura não é tão importante para o 3º mundo, só é importante para o 1º mundo, são os que vão ser beneficiados pela boa mercadoria. Todo produto de boa qualidade é exportado e para o próprio brasileiro fica o produto de má qualidade.
Enfim, os países subdesenvolvidos produzem somente para a exportação, por Ex.: a fábrica de arroz que vimos, o arroz que fica aqui, é muito pouco, pois os grandes produtores produzem somente para exportar, ou para outros Estados mais ricos.
A mecanização é muito importante, desde que, a população do local seja beneficiada, através da educação e saúde. Em países Europeus onde há mecanização na agricultura, o agricultor trabalha poucas horas por dia e usurfrui das benfeitorias.
Há uma grande problema em Sergipe, é que a Capital é muito perto dos interiores, qualquer pessoa que precise ir ao hospital, pega a ambulância do prefeito e vem, como também as escolas, os políticos arranjam ônibus para os estudantes, essa é uma maneira de tornar os cidadãos dependentes dos políticos.
Em Santana do São Francisco (Carrapicho), as pessoas sobrevivem da arte, ´que é pouco valorizada. Ex. Pezão, escultor. Os trabalhos são em barro, fazem potes, bonecos, etc., mas em nosso país esse trabalho não e muito valorizado. Utilizam a argila, como matéria prima. A pesca também é outra atividade desta cidade.
Chegamos ao final da excursão, mais uma vez conhecemos nossa realidade, as necessidades de nosso povo, e podemos ver com clareza, que para tudo há solução, basta nossos políticos terem boa vontade, e respeitarem mais um pouco o povo.Bruno Oliveira Barros
8ª D
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Bruno O. Barros
às
3:29 AM
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segunda-feira, 2 de julho de 2007
Na Base #04.
The Beach Boys é de chorar. Sem mais, aí está a música que eu e Kelminha temos como hino do nosso relacionamento.
The Beach Boys
"Wouldn't It Be Nice"
Wouldnt it be nice if we were older
Then we wouldnt have to wait so long
And wouldnt it be nice to live together
In the kind of world where we belong
You know its gonna make it that much better
When we can say goodnight and stay together
Wouldnt it be nice if we could wake up
In the morning when the day is new
And after having spent the day together
Hold each other close the whole night through
Happy times together weve been spending
I wish that every kiss was neverending
Wouldnt it be nice
Maybe if we think and wish and hope and pray it might come true
Baby then there wouldnt be a single thing we couldnt do
We could be married
And then wed be happy
Wouldnt it be nice
You know it seems the more we talk about it
It only makes it worse to live without it
But lets talk about it
Wouldnt it be nice
E, de bônus, ainda vai "Heroes and Villains" do grande e eterno líder dos Beach Boys, Brian Wilson:
The Beach Boys
"Heroes and Villains"
I've been in this town so long that back in the city
I've been taken for lost and gone
And unknown for a long long time
Fell in love years ago
With an innocent girl
From the Spanish and Indian home
Home of the heroes and villains
Once at night Catillian squared the fight
And she was right in the rain of the bullets that eventually brought her down
But she's still dancing in the night
Unafraid of what a dude'll do in a town full of heroes and villains
Heroes and villains
Just see what you've done
Heroes and villains
Just see what you've done
Stand or fall I know there
Shall be peace in the valley
And it's all an affair
Of my life with the heroes and villains
My children were raised
You know they suddenly rise
They started slow long ago
Head to toe healthy weathy and wise
I've been in this town so long
So long to the city
I'm fit with the stuff
To ride in the rough
And sunny down snuff I'm alright
By the heroes and
Heroes and villains
Just see what you've done
Heroes and villains
Just see what you've done
Escrito por
Bruno O. Barros
às
4:45 AM
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