quarta-feira, 30 de maio de 2007

Pessoas que eu não queria ser...

Hitesh Mehta.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Depois do Seu Pires.

Voltei do boteco vizinho a universidade e entrei no site de notícias da Globo.com, o G1. Ofendido com o que ví, entrei em contato com o Fale Conosco do site. Eis o resultado:

Globo.com: Olá Bruno, em que posso ajudar?
Bruno: Oi, estou ofendido com uma notícia do G1...
Bruno: Gostaria que tirassem do ar a notícia das misses brasileiras; a miss sergipe é muito feia e ofende o meu povo.
Bruno: Oi?
Globo.com: Bruno, por gentileza acesse o site do G1 e fale conosco por lá.
Bruno: É pra mandar um e-mail?
Globo.com: Sim, o atendimento será através de e-mail.
Bruno: Não tem como você me atender daqui? Não quero mais ver essa foto dela...
Globo.com: Não tenho como verificar isso agora.
Bruno: Ok, mas eu tenho certeza que foi algum virus que mandaram pra vocês...
Globo.com: O senhor deveria mandar a reclamação pro endereço do G1.
Bruno: Ok, obrigado.
Bruno: A da amazonas tá bem estranha também...

domingo, 27 de maio de 2007

Na Base #02.

Não postei semana passada porque as coisas estão apertando. Final de período. Estou lendo muito e me preparando para escrever algumas dezenas de páginas para entregar até a metade de Junho.

Nesse segundo Na Base repito a temática musical. Ouvir Thom Yorke tocando The Clock ao vivo numa versão acústica, quase folk, não só está na base das minhas prioridades, como também é bastante apropriado e análogo ao aperto que eu estou passando agora.

Se você não sabe o que eu estou falando, leia o primeiro Na Base.



Thom Yorke
"The Clock"

Time is running out for us
But you just move the hands upon the clock
You throw coins in the wishing well
For us
You just move your hands upon the wall

It comes to you begging you to stop
Wake up
But you just move your hands upon the clock
Throw coins in the wishing well
For us
You make believe that you are still in charge

sábado, 19 de maio de 2007

Relaxe, baby.

Se quisermos podemos encontrar pérolas do lixo diariamente na Internet, basta procurar. Às vezes, porém, basta ficar parado. O lixo vem até você. E que lixo! Lixo do bom mesmo!

A música abaixo é pra ouvir em momentos de stress total. É pra se ouvir quando você está prestes a socar a sua progenitora sem motivo aparente, quando você está a um passo de desferir uma voadora no operador de fotocopiadora que nada lhe fez, quando os níveis mais subterrâneos do ódio tiverem-lhe apossado a capacidade de pensar com clareza. Nesses momentos a música abaixo lhe funcionará como uma verdadeira válvula de escape.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Mama mia!! Funk do Wiimote!!


O hit Funk do Wiimote chegou na It��lia!! Descobri uma postagem sobre meu funk num site de tecnologia italiano chamado Tecnocino.

Che il Nintendo Wii fosse una console di grandissimo successo tanto da ispirare cortometraggi su cortometraggi questo era noto. Ma che ispirasse anche una canzone brasileira!! Ecco Funk do Wiimote davvero sfiziosa.

Musica e testo di Bruno Barros conosciuto anche come Tio BOB! Ecco il video sotto e��� Balan��a o wiimote!

Fonte: www.tecnocino.it
Tio BOB rumo �� conquista do Sacro Imp��rio Romano! Ah, descobri tamb��m que a entrevista que cedi �� UOL saiu n��o apenas na UOL Teen, mas tamb��m na UOL Entretenimento. Para ver clique aqui.

domingo, 13 de maio de 2007

Heroína.

Ningu��m, absolutamente ningu��m, vive a vida sem um modelo do qual extra��mos as formas primitivas dos nossos sonhos e da nossa moral. Lembro de ainda pequeno sentar na cama pra ouvir minha m��e falar do seu passado. Aquelas narrativas recheadas de reviravoltas, perseveran��a, derrotas e vit��rias me enchiam de orgulho e, ao mesmo tempo, exercitavam a minha imagina����o, que ficava compondo mentalmente tudo o que me era contado. Como numa epop��ia grega, eu destrinchava aquelas hist��rias em estruturas pr��prias de uma narrativa ��pica, visualizando-as como um filme. Embora eu nunca tenha ido pra Bras��lia, conseguia descrever exatamente a rua da casa roubada onde morou minha m��e ainda beb��. Conseguia tamb��m descrever o rosto companheiro da pequena M��rcia, sua vizinha no Tatuap��, durante a inf��ncia em S��o Paulo. Conseguia tranq��ilamente visualizar a decora����o da festa, onde tocava Os Pholhas, em que minha m��e conheceu meu pai (bastante t��mido na ocasi��o). Conseguia imaginar detalhadamente tamb��m os momentos negros. Os vil��es. Os amigos. A vit��ria.

Na verdade "orgulho" �� muito pouco para descrever o que eu sinto pela hero��na daquelas hist��rias. Seria um eufemismo, at��.

Os anos foram passando e eu me dei conta que a hist��ria que antes era apenas narrada finalmente me alcan��ou. Eu comecei a fazer parte daquele ��pico fant��stico que me fazia passar horas imaginando cenas das quais eu nunca fiz parte... e agora j�� era poss��vel acompanhar em tempo real o caminhar da hist��ria e os feitos her��icos da sua personagem principal. Os pesares. As batalhas. As vit��rias.

Posso dizer sem um pingo de d��vida que me sinto um ser humano completo simplesmente porque sei que sou um dos personagens de uma narrativa de vida que at�� agora s�� me rendeu bons frutos e que certamente continuar�� me ensinando como viver durante muitos e muitos anos. �� uma grande honra n��o ter como modelo de vida um super-her��i qualquer ou alguma celebridade barata, mas a maior hero��na que Deus poderia ter colocado do meu lado: minha m��e.

sábado, 12 de maio de 2007

Escrevendo em 1996...

Vou começar a postar textos do passado. O primeiro é um trabalho de geografia que fiz na sétima série. O professor era quem chamávamos de Cabeção. Se não me engano ele já morreu.

O texto é no mínimo engraçado e eu fico me perguntando como eu consegui escrever tudo isso sobre a Escandinávia numa época em que não tinhamos Internet, Google e muito menos um Wikipedia. Devo ter inventado... É, é bem possível que eu tenha inventado mesmo; o que me rendeu um 9,5.


Trabalho de Geografia:
O PARAÍSO VIKING

A Escandinávia (Noruega, Dinamarca, Islândia, Finlândia e Suécia ), no extremo norte da Europa, sempre habitou o imaginário dos povos tropicais como um mundo diferente, gelado em boa parte do ano e sombrio.

A Noruega, com pouco mais de 320 mil quilômetros quadrados de área, exibe beleza natural impressionante. A terra do Papai Noel e do Sol da Meia-noite também é o país dos fiordes, golfos estreitos e profundos formados entre montanhas altas. O fiorde de Geiranger penetra quase 20 Km entre montes de mais de 1,5 mil metros de altura, a beleza do lugar atrai turistas do mundo inteiro.

O esqui é uma mania nacional. Os noruegueses começam a praticar o esporte ainda na infância. Por isso , há estações que funcionam inclusive no verão, que não ultrapassa os vinte graus centígrados, é difícil, para nós brasileiros, acreditarmos num verão desses.

Mas existe uma parte da Noruega nada singela. Oslo, é uma cidade cosmopolita. Lojas e cafés misturam-se com imponente palácio real, residência oficial do rei Harald, feito em 1848.

Outra atração obrigatória da cidade é o parque Gustav Vigeland, cerca de 200 esculturas de inspiração erótica estão espalhadas por uma fabulosa área verde.

É impossível passar pela Noruega sem ouvir falar dos Vikings, povo mais conhecido por sua crueldade com os conquistados do que por suas habilidades como navegadores. Em Oslo, há o museu dos Vikings, montado para mostrar um pouco mais da vida desses conquistadores escandinavos que alcançaram o auge entre os anos 800 e 1050. No verão de 984, Erik, o Ruivo, chegou à Groenlândia, na época povoada por esquimós nômades. Mas foi seu filho, Leif Eriksson, ou Leif, o Sortudo, que no ano 1000 decidiu navegar um pouco mais para o oeste e acabou chegando a uma terra que batizou de Vinland. Quase cinco séculos antes do navegador genovês Cristóvão Colombo, o viking tinha descoberto a América. Na Noruega, como se vê, não há nada de sombrio, e sim é um lugar fascinante.

Bruno O. Barros (nº08)
7ª série D

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Da rigidez à impotência, ao Wikipedia.

Eu acredito num pensamento assistemático, sem definições fechadas, obrigações metodológicas ou engaiolamentos temáticos. Pensamento bom é pensamento cru. Desdobrar é pedir desnecessárias desculpas pela crueza das verdades que construímos através da nossa experiência pessoal. Talvez eu até exclua dessa minha crítica desdobramentos com finalidades puramente didáticas, visto que a inexistência desses didatismos colocaria em risco de colapso o próprio sistema educacional do mundo em que vivo (não que tal colapso seja tão ruim quanto soe, mas sem dúvida seria um inconveniente social pelo qual não quero me sentir nem um pouco responsável e nem esse é o meu objetivo), mas no geral a construção do saber vem se dado em fórmulas, que é precisamente o que aqui condeno. Ainda carregamos toneladas do pensamento cartesiano e somos influenciados por este em determinadas tomadas de decisões que fazemos no decorrer da vida. Quem nunca achou que precisava deixar o coração de lado numa busca por resposta a alguma questão em particular? Essa idéia de que o coração pode, de alguma forma, ser deixado de lado ou ao menos ter suas influências diabólicas diluídas num substrato dito racional é essencialmente equivocada. Fazê-lo seria anular o que nos faz verdadeiramente humanos. Somos constituídos fundamentalmente de pensamentos, e esses pensamentos não se classificam em puramente racionais ou emotivos, em verdadeiras ou falsos, em plausíveis ou implausíveis. Esses pensamentos são fluidos ativos e inativos ao mesmo tempo. Bons e maus.

Sistematizar idéias e gerar taxonomias pode até ser interessante num processo de introdução e apresentação de pensamentos (admito... talvez...), mas não o é no Mundo Ideal, num mundo onde todos se reconheçam como seres humanos pensantes e orgulhem-se da compreensão que fazem das suas próprias idéias, sejam estas compartilhadas ou não. Se for para existir desdobramentos, que sejam antes da idéia sair da cabeça que a gerou.

Ou talvez eu esteja sendo absolutamente paradoxal e ridículo nessas minha idéia admitidamente ainda patética e com profundidade de uma poça d'água, mas promissora naquilo que eu entendo como meu próprio universo e verdade. Uma verdade que se deleita ao encontrar paradoxos cômicos como o meu amor pelo conceito por trás do Wikipedia, que nada mais é do que o exemplo máximo do que seria uma mega taxonomia pós-moderna do mundo a la Matrix.

Ah, como eu me orgulho de ser uma pessoa contraditória...

terça-feira, 8 de maio de 2007

Abóroras, raízes e ecos.

Tenho a certeza de que se eu passar batom, pintar o rosto, pendurar uma abóbora em cada uma das minhas orelhas, chegar num balcão de uma loja e perguntar se tem camisas listradas tamanho M a primeira coisa que notarão em mim é meu sotaque. Tem sido assim desde que cheguei. Até as pessoas que eu vejo quase todos os dias parecem não se habituar com o meu jeito de falar. Para mim, abrir a boca no Rio é (independente do que eu esteja falando) contar a breve história: "Olá, eu sou nordestino e claramente ainda não me sinto totalmente familiarizado com esse jeito de falar moderno da cidade grande," e só depois dessa introdução a pessoa parece ouvir algo que realmente disse, tipo "onde fica o bebedouro mais próximo?"

Eu não os culpo. Admito até que está cada vez mais esquisito ouvir a minha própria voz. Aqui onde todo mundo fala manso, a brutalidade quase germânica do sotaque sergipano fica em evidência sempre que abro a boca. E com o passar do tempo estou começando a adquirir um estranhamento por esses sons carregados de uma história pessoal que eu mesmo emito. Sabe quando você grava sua voz, depois escuta e não acredita que você realmente soe assim? Pois é. Estou tendo essa sensação sempre que falo alguma coisa.

Mas estou sendo fiel às minhas origens lingüísticas. Apesar de deixar escapar um artigo simpático às vezes, tenho conseguido manter a dureza (quase ignorância) sonora que é o meu sotaque. Uma dureza crua, mas belíssima; versões sonoras dos pés rachados e mãos calejadas dos nossos antepassados.

domingo, 6 de maio de 2007

Babau é o rei!

Babau do Pandeiro é o rei da nova MPB e, claro, cearense. O cara é uma das maiores celebridades da música ruim nordestina e sua esposa nem sabe disso. Figura é pouco para descrever essa pessoa que aparentemente não tem muita noção do que produz e do que realmente representa para o mundo. Que Please No! que nada, eu diria que Babau do Pandeiro é o rei da estética do ruim!

O mundo está cheio de máscaras e de seus usuários, e é cada vez mais raro encontrar pessoas genuínas como Babau. Pessoas para quem a fama não é fama e a arte não é arte. O que sobra é o tosco, o real. O Babau.

Segundo disco (13mb)
Todas as músicas, parte 1 (72mb)
Todas as músicas, parte 2 (72mb)

Vejam também essa entrevista pra sentir o drama. E aqui você acha as letras.

E, pra mim:

Tá bebo na semana Tá bebo na semana Tu vai "embiritar" pra lá Tá bebo na semana Tá bebo na semana Tu vai te "embiritar" pra lá Lá na cidade do Rio de Janeiro Só brinca o Carnaval só quem tem dinheiro Quem não tem dinheiro morre sapecado Ou então morre queimado é no candeeiro
PS Demorei pra postar porque o passei dois dias sem internet. O Virtua é uma piranha do deserto.