quinta-feira, 3 de novembro de 2005

Meu pai. Meu fantástico pai.

Meu pai estará eternamente no meu coração e no coração de todos que tiveram a oportunidade de conhecer a pessoas fantástica e brincalhona que ele era. Onde havia lágrima, meu pai, com um par de piadas bobocas e seu largo sorriso, conseguia fazer brotar felicidade. O mundo vai lembrar da sua inteligência e sagacidade; do seu humor afiado e boboca ao mesmo tempo; do seu sorriso maroto; das suas bermudas velhinhas e surradas que ele nunca queria que lavasse; da sua barrigõna de grávido; do seu abraço forte de doer; das suas bochehas; do seu cabelo branco e queimado; dos seus dedos sujos de tanto cigarro; das suas sandálias velhíssimas; das suas unhas mal cortadas; dos seus belíssimos ternos; do seu cheiro gostoso de papai; das suas eternas fitinhas de Senhor do Bomfim; das suas sonecas à tarde; dos seus blogs duradouros; do seu querido profile no Orkut; das suas comunidades; do seu amor pela Bahia; de quando ele te pegava pequenininho e ficava cheirando seu pé e dizendo que você está com chulé; dos seus discos do Roberto; do seu amor por Sandra Bullock; do quanto ele gostava do Pânico; do quanto ele ficava feliz quando seu filho assistia o Teste de Fidelidade com ele; das suas dúvidas em Inglês; dos seus presentes tão bem dados; do seu bigodinho falho quando deixava a barba crescer; das pernas finas; da sua voz retumbante; de quando ele dizia que Star Wars era filme pra criança, mas na verdade ele não gostava de cinema porque tinha que passar 2h sem fumar; dos cinzeiros espalhados pela casa; do cuidado que ele tinha com seu carro, tanto que nunca o usava; da sua preocupação em ter seus direitos respeitados; dos seus olhinhos apertados; da sua boca num formato estranho quando ele tava assistindo TV; da molhadeira que ele fazia no banheiro quando tomava banho; de quando reclamava porque o açúcar não estava na mesa; da forma como ele perguntava “cadê a sua mãe?” sempre que chegava em casa; das madrugadas em claro; dos chopes; de quando ele dizia “Te amo, pai”; do seu brochinho da OAB; das suas diárias citações de Falcão; de como ele chamava Paulinha de “Pinha”; de como ele se orgulhava das coisas mais bobas do mundo; de como ele cuidava do seu PC tão velhinho; de como ele brigava quando alguém esquecia a chave e ele tinha que abrir a porta; de tanta coisa que não dá pra lembrar direito agora... do seu carinho; do seu amor.

12 comentários:

Anônimo disse...

A gente não vai se esquecer nunca dele, meu amor! E nunca vai deixar de amá-lo!
Tem sido o momento mais difícil das nossas vidas, mas a gente vai conseguir segurar essa onda... vai sim! E quando todo esse sofrimento amenizar vão ficar guardadas no coração todas essas lembranças maravilhosas... e ao invés de derramar lágrimas de sofrimento, nós vamos sorrir (como ele gostava tanto de ver) e ser muito felizes de ter convivido com essa pessoa maravilhosa que tanto nos amou.
Eu amo vc demais, Bu! E eu sei muito bem o quanto ele amava e admirava qualquer mínima coisa que vinha de você. Seja sempre essa pessoa linda que vc é e lembre sempre que tudo que vc é tem um pouco dele tb... :***

Ana Cris Matos disse...

Bruno, como já falei várias vezes, nem sei o q te dizer numa hora dessas...
Esse seu texto diz mto sobre a imagem q eu tinha do seu pai (já q não conhecia ele direito).
É como Kelma e Marcelo falaram mesmo, depois de um tempo vão ficar as lembranças boas e pronto.
Vcs têm q arrumar forças não sei de onde e superar essa barra. Tem q ficar bem. Eu tenho ctza q ele está lá de cima, olhando e cuidando pra todos q ele amava sejam felizes.
Saiba q estou sempre aqui. Qd precisar é só chamar.

Mtos Beijos e Abraços
PS: Chato usar essas situações pra dizer isso, mas saiba q gosto mto de vc e torço pra q vc fique bem!!! :)

Anônimo disse...

Bruno,

você sabe bem que não tenho costume nenhum de olhar blogs sobre assunto algum, por mais interessantes que possam ser, mas quando vi esse post seu, não consegui passar inerte... Você conseguiu descrever muita coisa sobre seu pai de uma forma muito bonita, com vários detalhes que somente os que tiveram o imenso privilégio de conhecê-lo mais a fundo poderiam ter descrito, detalhes que me permitiram fazer uma 'viagem' e lembrar de vários momentos em que estivemos nós todos juntos... Embora ainda não tenha conseguido por completo acreditar (ou aceitar) que isso tenha realmente acontecido, vou sempre lembrar de todos esses momentos mágicos e agradecer por tê-los vivido.
Velho, quero que você saiba que pra mim você é um verdadeiro irmão e que pode contar comigo para tudo o que precisar, não só nesse momento tão difícil, mas sempre. Um forte abraço.

Tiago, seu primo.

Anônimo disse...

Bob,

Fico orgulhosa de você usar esse momento para trazer à tona boas lembranças. Todo carinho do mundo pra você.

Da patroa ;)

Anônimo disse...

Oi Bob.

Não, eu não conheci o teu pai e nem sei muito bem o que escrever num momento como esse, mas preciso dizer que ainda tenho nos olhos as lágrimas que derramei com tudo o que você conseguiste expressar sobre teu pai nesse texto. Pensei no meu pai e nas coisas que me fazem lembrar dele. Esse é de longe o momento mais difícil da vida de um filho. Como filha que também sou, apenas tenho a dizer que tens minha mão estendida para ti quando precisar.

Grande abraço,

Mirela

Anônimo disse...

Bruno, muito embora ainda não consiga acreditar no acontecido, estou profundamente abalado e triste, pois eu gostava muito do teu pai. Não só eu como todos da família, isso porque ele era uma pessoa muito divertida, amável, etc. Existem muitas qualidades.

Lembro que quando eu ia praí ele me chamava direto para ir ao quarto dele pra me mostrar várias coisas que ele achava interessante me mostrar na internet, e daí ficávamos conversando um tempão, trocávamos várias idéias. Eu me acabava de rir das piadas dele, e até só de olhar pra cara dele eu começava a rir. Seu pai era fantástico!
Nem tenho mais lágrimas.
Saiba que pode contar comigo sempre, você, sua irmã e tia Ana!

Seu pai agora está descansando em paz ao lado de DEUS e tenho certeza que está olhando para cada um de nós.

Fica bem e um grande abraço Bruno.

Seu primo Diego e eterno fã do tio Daniel.

Anônimo disse...

Bruno, cheguei aqui pelo Inagaki, não conheci o seu pai, mas queria dizer que o seu depoimento sobre ele é exatamente o que os pais esperam dos filhos: o amor às lembranças desses detalhes pequenos e fundamentais do nosso cotidiano. Esse negócio de cheirar o pezinho da criança e dizer que tem chulé é exatamente o que faço com meu filhinho.

E como filha que perdeu a mãe há alguns anos atrás, também sei como faz bem relembrar com minha família as coisas divertidas que ela fazia, as demonstrações de amor, a simpatia. E os defeitos também, pra gente rir, porque é essa combinação de qualidades e idiossincrasias que nos faz humanos e insubstituíveis para quem nos ama. O seu pai com certeza era uma figura única e muito querida. Um grande abraço,

Laura_Diz disse...

Bruno tbm vim depois do Inagaki.Lamento a sua dor, é tão triste tudo isto... espero que estes gestos como o do Ina te ajudem a se sentir menos só, pois teu pai pelo visto era uma figura mto bacana. Um abraço, laura

Anônimo disse...

Minha homenagem a seu pai:
À meu Amigo Daniel

--Fabio Sampaio

Laurinha disse...

Que descricao linda voce fez do seu pai! Nao tenho palavras, tenho lagrimas nos olhos!
Meus sinceros sentimentos!
Fique com Deus!

Anônimo disse...

Bruno, não te conheço, mas conheci seu pai ainda bem jovem, antes dele casar com sua mãe. Sou de Paulo Afonso, sou amiga de sua tia Nadja. Ficamos (eu e minhas irmãs) muito chocadas com a notícia (ficamos sabendo uma semana depois), não tenho palavras para exprimir os nossos sentmentos.
Que DEUS esteja com Ezinho(era assim que o chamávamos) e com vc, sua irmã e sua mãe e com todos da família. Tenha FÉ, pois ELE vous dará a força que vcs precisam.
Um beijo, Léa.

Obs.: Fazia muito tempo que não via seu pai e vi a foto dele no blog, ele estava muito parecido com D.Neuza sua avó.

Anônimo disse...

Eu já era fã do Daniel qdo ele entrou com Ação Judicial em face do Colégio Arquidiocesano por ter reprimido a entrada de BOB, pelo simples fato dele usar brinco.

Qdo entrei na universidade, logo fiquei sabendo de um site, muito conhecido pelos estudantes de direito, bem como pelos profissionais da área jurídica, o Blog de Direito que o Daniel tinha o cuidado de atualizar diariamente, mantendo-nos informados das atualizações judiciárias, doutrináris, jurisprudenciárias, então eu fazia a maior propaganda e adicionei várias pessoas no boletim informativo, q recebíamos por e-mail.

Algumas vezes mandei e-mails pro Daniel, pedindo algumas orientações e comentando a respeito do Blog e o que achei mais interessante foi q ele sempre respondia aos meus e-mail e me tratava como colega de trabalho (e olhe que eu nem me formei)...

O Daniel foi um homem sensacional! Inteligentíssimo, educado, atencioso, mesmo com aqueles a quem ele só conhecia virtualmente... Talvez um dia o mundo compreenda o MUNDO do Daniel...

Ele estará em minhas orações! Q Deus o abençoe e ilumine, BOB.

Bjos de sua amiga de sempre,
Susan Manuela