domingo, 29 de abril de 2007

Soco na alma.

Assisti ontem no National Geographic Channel um filme daqueles que muda você pra sempre. Ônibus 174 é um documentário de José Padilha que trata daquele sequestro a um ônibus aqui no Rio em 1998. Aquele que os policiais acabam matando a refém e depois executam o sequestrador em rede nacional.

O filme de Padilha é um soco na alma. O ônibus 174 estava sendo assaltado pro Sandro do Nascimento, quando foi este foi flagrado por um policial. Sem saber o que fazer, Sandro decide fazer os passageiros de refém para que o policial o deixasse sair em liberdade. O ônibus estava parado em plena Rua Jardim Botânico (uma das mais bonitas e movimentadas da Zona Sul do Rio). A tentativa de assalto tomou proporções de sequestro quando Sandro começa a fazer ameaças e diversas viaturas da polícia aparecem para cercar o 174. Em pouco tempo a televisão estava lá, transmitindo o sequestro ao vivo para todo o Brasil.

Sandro, que sempre sonhara ser um artista famoso, finalmente estava sob a luz das câmeras. Mal sabia ele que em breve seria enforcado por um grupo de quase 10 policiais e que sua principal refém, a professora Geisa, seria baleada no rosto por um policial que e erraria um tiro a queima roupa. Tudo ao vivo na TV Globo.

Em Ônibus 174 Padilha tenta dar um pouco de voz e visibilidade àqueles que, quando vistos, são tratados como monstros pelo povo médio. Esquece-se que existe um ser humano por trás daquele capuz. Sandro do Nascimento foi um dos sobreviventes da Chacina da Candelária quando era menino de rua. Sandro do Nascimento viu sua mãe ser esfaqueada até a morte na favela onde morava. Sandro no Nascimento passou 3 anos preso numa cela de 12m² com outros 30 prisioneiros. O Brasil fez de Sandro o sequestrador do ônibus 174...

Na época do incidente trataram Sandro como monstro e os policiais como incompetentes. Ônibus 174 nos faz repensar esses julgamentos. Na verdade Sandro foi vítima do seu próprio mundo e os policiais prisioneiros das verdadeiras autoridades.

sábado, 28 de abril de 2007

Aviso: meu nome é VIDEOCAST.

Amanhã devo começar a colocar aqui no blog capítulos do meu nome é VIDEOCAST. Trata-se de uma mini-série que deverá ter uns 5 capítulos com 1 minuto de vídeo com trechos do nosso cotidiano.

Esse videocast estará disponível através do YouTube, mas só terá acesso a ela as pessoas que fizerem uma conta no YouTube e me adicionarem como amigo ou família. Pra fazer a conta é fácil:

1. Clique aqui e crie seu login;
2. Vá na minha página do YouTube;
3. Clique em "add as a friend" à esquerda

Criem suas contas e me adicionem, aí eu começo a postar os vídeos!

Guarnição à francesa.

Ingredientes:
150 g de presunto magro cortado em tirinhas
1 lata de ervilha
1/2 cebola cortada em rodelas finas
Azeite
2 pacotes de batata palha
Sal a gosto
1 Kelminha

Modo de preparo:
1. Em uma frigideira funda, coloque azeite;
2. Acrescente o presunto;
3. Mexa constantemente para que n��o grude;
4. Acrescente a batata palha e por ��ltimo a ervilha;
5. Abafe com uma tampa para que a batata amole��a um pouco;
6. Coloque muito sal (para os Brunos gostarem);
7. Sente-se na mesa com a Kelminha e divirta-se!

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Na Base #01.

Abraham Maslow projetou uma pirâmide que expressa graficamente uma hierarquia de necessidades humanas. A Pirâmide de Maslow (como ficou conhecida) tem na sua base as necessidades fisiológicas, e no topo as necessidades de auto-realização. Apesar desse modelo ter sido utilizado durante muitos anos pelo pessoal do marketing, atualmente é considerado ultrapassado. Esse Maslow me parece uma pessoa um pouco descontente com a vida. Desde quando dormir é mais necessário que jogar Pokémon? Bobinho...

Esse é o primeiro de uma série de posts chamada "Na Base". Vou trazer para o blog coisas que Maslow colocava no topo da sua pirâmide, mas que pra mim estão na base. Por exemplo, ouvir a música Lua de madrugada é sim uma necessidade primária, quase fisiológica. E quem quiser compartilhar dessa necessidade, é só dar play no vídeo abaixo.



Bright Eyes
"Lua"

I know that it is freezing, but I think we have to walk
I keep waving at the taxis, they keep turning their lights off
But Julie knows a party at some actor's West side loft
Supplies are endless in the evening by the morning they'll be gone

When everything is lonely I can be my own best friend
I'll get a coffee and the paper, have my own conversations
with the sidewalk and the pigeons and my window reflection
The mask I polish in the evening by the morning looks like shit

And I know you have a heavy heart, I can feel it when we kiss
So many men stronger than me have thrown their backs out trying to lift it
But me I'm not a gamble, you can count on me to split
The love I sell you in the evening by the morning won't exist

You're looking skinny like a model with your eyes all painted black
Just keep going to the bathroom, always say you'll be right back
Well, it takes one to know one, kid, I think you've got it bad
But what's so easy in the evening by the morning's such a drag

I got a flask inside my pocket, we can share it on the train
And if you promise to stay conscious I will try and do the same
We might die from medication, but we sure killed all the pain
But what was normal in the evening by the morning seems insane

And I'm not sure what the trouble was that started all of this
The reasons all have run away, but the feeling never did
It's not something I would recommend, but it is one way to live
Cause what is simple in the moonlight by the morning never is

It was so simple in the moonlight now it's so complicated
It was so simple in the moonlight, so simple in the moonlight
So simple in the moonlight...

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Último clipe + entrevista no UOL Teen.



Taí meu último clipe como Tio BOB. Esse vídeo me rendeu uma entrevista no UOL Teen. Se tem gente que faz, tem quem goste de besteira. Hehehe!

Que venham os turnos.

feliz. Dragon Quest IX terá batalhas em turnos. É o old-school fazendo escola. Quero é assim mesmo: a cada dois passos um golem e dois slimes tentando te matar. RPG em turnos dá uma sensação de organização muito prazerosa. Se as batalhas reais fossem assim o mundo seria mais civilizado. "Ei, qual é mesmo o seu nível?", perguntaria o PM. "Doze," responderia o malaca. "Hum, vou mandar um attack então," responderia hesitante. O golpe entraria e tiraria sete pontos de HP. O malaca devolveria com um confuse que, graças ao amuleto que o PM guarda no bolso, não funcionaria. Para o segundo golpe o PM usaria um fira, tirando treze pontos de HP do malaca, que cairia desmaiado no chão. O PM, como recompensa, ganharia 100 pontos de experiência, que o faria subir de nível.

Nossa polícia precisa jogar mais RPG.

Recarregando.

Estou voltando a atualizar o blog.

Pretendo preenchê-lo com atualizações mais ou menos regulares de conteúdo que vão de narrativas ficcionais à pontuações do cotidiano. E seria muito bom dizer sem máscaras que não só compreendo como reprovo a natureza narcisista de um blog, mas não dá. Uso uma ou duas máscaras para fazê-lo. De qualquer forma, neste caso, gostaria de ter como público só minha família, amigos e conhecidos.

Mudei a aparência do blog por um modelo padrão do Blogger - que agora, como metade da Internet, pertence à Google. É... casa de designer, template padrão. Na verdade eu acho (talvez por conveniência) que ficar com firulas visuais em blog é fugir dos reais objetivos deste. Jornal bom é jornal caretão.

Outra coisa que eu espero do blog é um feedback de vocês residentes da capital sergipana. Com alguns até converso diariamente por MSN ou Skype; com outros, dia sim, dia não, ou pelo menos semanalmente. Para minha surpresa ainda há aqueles que nunca dão sinal de vida. O blog está aqui esperando por possíveis comentários de vocês presentes e sumidos.

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

Playstation: Animais de Estimação.

Kelma liga para a Americanas do Jardins:

KELMA: Oi, gostaria de saber se "The Sim 2: Animais de Estimação" chegou.
ATENDENTE: Não entendi, senhora.
KELMA: "The Sims 2", "Animais de Estimação".
ATENDENTE: Playstation, senhora?
KELMA: "T-H-E", "S-I-M-S", "D-O-I-S", "A-N-I-M-A-I-S", "D-E", "E-S-T-I-M-A-C-CEDILHA-A-O-TIL".
ATENTENDE: Uh... hã... aguarde um momento, senhora.

(um momento passa)

ATENDENTE: Senhora?
KELMA: Sim?
ATENDENTE: Playstation está em falta.

Kelma desliga o telefone.

Aracaju é mesmo uma província.

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

Como fui deixar isso acontecer?

Juro que não sei. Sempre fui conhecido pela minha capacidade de manter elementos bi ou tridimensionais em estado de equilíbrio visual, numa harmonia que me garantia a qualidade de vida. Está tudo acabado. A desorganização é como um câncer, uma vez ali, alojada, não tem como removê-la. Corta-se uma cabeça e outras mil aparecerão. E o peso sob minha escrivaninha não é apenas físico; há nela todo o pesar invisível do desespero, da pressa, da preguiça e da ansiedade. Mesmo tendo tido a obrigação de passar pelo patético processo de seleção das universidades que cursei, nunca me senti tão cobrado por mim mesmo quanto me sinto hoje. Há dias que luto para não passar todos os seus minutos pensando nas barreiras que se projetam sorridentes ante mim. Muitos dos meus colegas passaram por algo parecido diante da competição tenebrosa da saída do segundo grau. E confesso que nunca respeitei tanto medo e angústia. Hoje sinto na pele o que é precisar dar um passo correto e preciso, diante de uma concorrência desleal: o tempo.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

Complexo de épico.

No trepidar do piso; no agitar dos olhares; no apertar do peito; sinto que o próximo trem se aproxima. E depois de duas décadas de vivência nessa humilde estação, sem nunca ter coragem de pôr-me vagão à dentro (seja lá por qual razão – e foram diversos e justos os motivos), penso sentir uma agitação morna e borbulhante a me despertar. Não que essa inquietação seja prova de que, por fim, irei. Não, não. Já senti isso antes. Muitas outras vezes. A diferença é que dessa vez percebo, vagamente, existir uma atmosfera propícia para que, de fato, consume-se o meu rito de passagem. Aquele do Herói, com letra maiúscula pra enfatizar. Não descarto, porém, a possibilidade dessa atmosfera não passar de um artifício cruel do meu cérebro. Uma espécie de teaser de um filme que nunca entrará em exibição nas salas de cinema da quais tenho acesso. Ó cérebro mau, o meu! Quer, não quer, quer, mete medo, engana. Seja como for, acho que estou confiante. Se o trem vier, dessa vez não permitirei que parta sem mim, sem meu amor, sem minhas bagagens, sem minha coragem e inocência. Irei, enfim, seja para onde for. Para os confins, para os céus e infernos que hão de existir de qualquer forma, seja nessa estação, seja em outra maior, melhor; numa que me veja com olhos virgens. Argh, será bobagem? Será burrice estar cá a divagar nos meus sonhos de crianças tão persistentes e filhos da puta? Maldições eternamente vinculadas a esse corpo? Um câncer sem fim que já me cobre a alma por completo? Vejo-me obrigado a pensar que se assim for, que seja para o bem; que, de alguma forma, devo tirar proveito da sina. Tomar decisões mais inteligentes que as do Rei Midas, por exemplo. E, se o trem vier, repito, irei. Sim, irei. Jogar-me-ei por completo na profundeza dos meus desejos megalomaníacos. E o Mundo, por fim, se curvará sobre o seu verdadeiro Deus: Eu.