quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Muito mais que uma pequena bailarina. Muito.


Eu me lembro da primeira vez que a vi dançar. Juro. Ela era a menor de todas e passeava de um lado para o outro no palco num movimento ordenado. Apesar de ser, desde pequena, uma exímia dançarina, não era exatamente sua habilidade de se expressar através da dança que me chamava a atenção, mas sim o fato de estar vendo uma pessoa tão pesada flutuando como uma pluma. E, pra deixar claro, não me refiro a um peso físico (afinal, na época ela não pesava mais que 20 quilos). Refiro-me a um peso de outra ordem. Paulinha nunca foi leve. Ela está mais para o quilo de chumbo que para o quilo de algodão.

Paulinha carrega em si uma gravidade própria. Seu olhar, seu falar e até seu sorriso é dotado de um pesar. Com todo o orgulho de um irmão admirador, sempre que a olho fico imaginando quantas vidas, quantas informações e quantos sentimentos complexos convivem naquele espaço (e como é possível tal convivência). Admiro-a com toda a força pela inteligência aguçada, pela espirituosidade e por todo conteúdo que - não sei como - carrega consigo.

Disso, afirmo: é um contraste vê-la no palco. Um contraste delicioso, curioso, necessário. E é por isso que é tão terrível não estar, pela primeira vez, presente na sua apresentação anual. Não vou ficar aqui dizendo que estarei lá de coração - o que é verdade, mas também é barato. Quero só deixar claro que é foda pra caralho não poder vê-la bailar no seu peso esquivo. Não poder fazer-lhe fotos. Não poder abraçar-lhe e dizer você estava ótima, parabéns baixinha.

Você faz uma falta sem tamanho. E quando estou aí diverte-me o coração a sua falta de jeito na hora de dizer que também sente a minha falta. Te amo, pequena. Muito.

Pra ti:

terça-feira, 27 de novembro de 2007

meu nome é VIDEOCAST - Episódios 01 & 02.

Demorou, mas chegou. Daqui pra frente terá mais. E alguns deles estarão disponíveis somente para quem me tiver adicionado no YouTube.

Episódio 01 (só para friends no YouTube).
Episódio 02, eu treinando mágica... veja logo abaixo:

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Review do primeiro disco de Daniel, O Invisível.

OK, não é bem um review, mas é uma opinião bem construída feita por alguém que entende muito de música e de produção musical. Estou falando de Leandro Becker da revista eletrônica MP3 Magazine, uma das maiores da cena independente do país.

Leandro disse o seguinte no tópico de avaliação de bandas:

Fala, Bruno, blz? Rapaz, só de ler as suas influências o sujeito já compreende o seu som: Nelson Gonçalves, Thom Yorke e Cartola! hahahaha... sensacional.

O seu trabalho me parece ser feito no melhor estilo Max de Castro, ou seja, você programa, toca, canta etc, não é isso? Eu gosto muito. Achei o resultado interessantíssimo. É um samba eletrônico, com uns riffs de rock e tal.

Gostei da participação da menina na 4ª faixa. O seu trabalho me lembrou um pouco o do ChicoCorrea, conhece? A diferença é que ele toca com uma banda grande.

Quanto à gravação, não tem muito o que dizer, já que me parece ter sido tudo produzido num home estúdio. Sendo ou não sendo, o resultado é muito bom.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

A condição paradoxal do design.

Encontrei essa imagem circulando pela internet. Na minha opinião essa placa de "cuidado com a placa" trata-se de uma síntese da condição paradoxal do design cada vez mais evidente conforme percorrermos o século XXI. Se, como muitos dizem, fazer design é solucionar problemas, o design está se tornando cada vez mais o seu próprio problema a ser solucionado.

domingo, 18 de novembro de 2007

Sempre importou.

"Não importa"

Não importa o que
eu sinto.
O que eu sinto
é como se tudo
fosse a última vez;
A paisagem, a cidade,
um beijo, o amor...
tudo.
Tudo tem jeito de
adeus.
Não importa o que eu
sinto.

- Daniel Rêgo Barros Júnior, 08.11.1980 [veja+]

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Palavras de Freud sobre a birita.

"O valioso serviço que o álcool presta ao homem é o de transformar seu estado de ânimo; daí, que nem em todos os casos seja fácil prescindir de tal 'veneno'. O bom humor surgido endogenamente ou toxicamente provocado debilita as forças coercivas, entre elas a crítica, e torna acessíveis deste modo fontes de prazer sobre a quais pesava a coerção."

"Sob a influência do álcool, o adulto converte-se novamente em criança a quem proporciona prazer a livre discussão do curso de seus pensamentos sem observância da coerção lógica."

(Freud, 1905, O chiste e sua relação com o inconsciente, p. 128.)

Conclusões:

  • Beber é bom;
  • Beber solta a franga;
  • Por isso mesmo não queremos parar de beber;
  • Criança é bêbada por definição;
  • Beber faz com que tudo faça sentido.

domingo, 11 de novembro de 2007

Daniel, O Invisível, reaparecerá em breve.

Como o bandido de Interpol, Daniel, O Invisível, reaparece de tempos em tempos. Sua primeira aparição foi em Janeiro desse ano (com o disco Daniel, O Invisível, Apresenta: Sambas Para Um Amor Violeta Vol. 2); e em Janeiro de 2008 Daniel, O Invisível, promete um retorno. Dessa vez o samba será deixado de lado e uma outra forma de expressão musical tomará lugar de destaque no palco.

Daniel, O Invisível, é um projeto musical totalmente independente. Não é uma banda. Não faz shows. Não vende discos. A idéia é só fazer música, gravar e disponibilizá-las gratuitamente na internet para quem quiser ouvir. A única regra é que os discos devem ser temáticos. A cada disco uma nova narrativa musical é construída, tanto na forma quanto no conteúdo.

Para quem ainda não ouviu o primeiro disco:

Site oficial.
Página no MySpace.
Página no TramaVirtual.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Engraçado pra mim: a sina da violência.

Não entendo porque dizem que essa ou aquela cidade é violenta. Não é a cidade que é violenta. São as pessoas que ali vivem. E, mesmo assim, não me parece correto chamar esse ou aquele de bandido ou assassino. Excentricidades gastronômicas existem e não devem ser descriminadas, nem mesmo aquelas que envolvem o apreço à corpos bulbosos de metal assados.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Minha tia mais nova em doses cavalares.

Passar 6 dias seguidos acompanhado de Márcia Borracha (a única das minhas tias a ser mais nova que eu) numa cidade que lhe seja estranha é, sem dúvida, uma experiência cheia de surpresas. Se até ontem muito respeito e carinho era o que eu nutria por essa personagem da minha história, hoje esses sentimentos são acompanhados por uma profunda admiração pela sua autenticidade. E, na moral, que autenticidade!

Márcia não é uma pessoa homeopática, quando ela marca presença é através da intensidade de doses cavalares. Doses estas que espero rever sem muita demora, apesar da injusta distância geográfica.

Afinal, por mim amanhã mesmo voltaríamos ao Bar da Ladeira, porque a Lapa é do caralho! Por mim tomaríamos um novo gole de Sagatiba e suas propriedades mágicas. E, com fé em São Nunca, conheceríamos Angra dos Reis tendo como guia um experiente e bem sucedido garçom. E que os detalhes (que, na verdade, são tudo menos detalhes, mas preciosidades) não se percam em memórias, mas permaneçam vivos em nossos corpos e almas até uma próxima chance.

Tudo deveria se tornar o mais simples possível,
mas
não simplificado.
- Einstein

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Um registro invisível do impossível possível.

Que a convenção escrita do dia de hoje baste na construção de um registro mínimo daquilo que, mascarado, me refiro. Enfim, é como isso.